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IMORTAIS

Candidatos falam sobre a possibilidade de ganhar uma cadeira na AAL

Com recorde de inscrições, seis candidatos disputam a cadeira de nº 39 (patrono Alfredo da Mata) da Academia Amazonense de Letras, em razão do falecimento do acadêmico Mário Augusto Pinto de Moraes, em janeiro deste ano 17/08/2016 às 09:19 - Atualizado em 17/08/2016 às 16:11
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Nos próximos dias, será estabelecida uma data para a votação secreta em plenário, onde os membros atuais sufragarão o nome a ocupar a cadeira vaga / Foto: Arquivo/AC
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

Fundada há quase 100 anos, a tradicional Academia Amazonense de Letras (A.A.L) possui atualmente duas cadeiras vagas - em razão do falecimento dos acadêmicos Mário Augusto Pinto de Moraes (cadeira 39, cujo patrono é Alfredo da Mata) e Moacir Andrade (cadeira 2, patrono Euclides da Cunha) -, mas por enquanto, seis candidatos concorrem à cadeira 39.

Ontem, conversamos com três dos seis candidatos: o servidor público e poeta Carlos Almir Ferreira; a magistrada e professora de direito Lúcia Viana e a procuradora do Estado e escritora Sálvia Haddad, e hoje, iremos abordar os outros três concorrentes que almejam a tão sonhada cadeira para permanecer junto aos imortais amazonenses.

O médico cardiologista, membro da Academia Amazonense de Medicina, escritor e articulista Aristóteles Comte de Alencar Filho cita o filósofo grego Aristóteles de Estagira para justificar sua candidatura: “Não se deve dar ouvidos àqueles que aconselham ao homem, por ser mortal, que se limite a pensar coisas humanas e mortais; ao contrário, porém, à medida do possível, precisamos nos comportar como imortais e tudo fazer para viver segundo a parte mais nobre que há em nós”, dizia o grego.

Por isso, ele diz que a importância da Academia consiste no resguardo da memória dos que nos antecederam. “Os acadêmicos são os guardiões desse tesouro, que deverá ser entregue para as futuras gerações. Alfredo da Matta e Mário Augusto Pinto de Moraes, foram médicos que muito contribuíram para a história de nosso Estado. Sinto-me honrado em pelo menos poder concorrer à vaga ocupada por esses seres iluminados”, complementa.

Outro candidato à vaga é o escritor Antônio Norte Filho. Ele começou a escrever poesia e contos aos 15 anos. É autor de três edições do livro Veredas - Coisas de Poesia. É mestre em Direito Ambiental e professor de Ensino Superior no Curso de Direito. Ele filosofa ao defender sua candidatura.

“Por acreditar que o ser humano comporta capacidades maravilhosas, inclusive a capacidade de sonhar e muitas das vezes esse sonho se traduz na completude daquilo que um dia pareceu distante e agora se avizinha aos olhos e acaba por tomar conta do ser por inteiro”, afirma.

A escritora, desembargadora Graça Figueiredo e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas também está no páreo para ganhar uma cadeira na A.A.L. Ela é formada em Direito pela Faculdade de Direito do Amazonas, é foi a segunda mulher a presidir o TJAM, no biênio 2014/2016.

Ela tomou posse do cargo de Desembargadora em 2004. Foi Coordenadora-Geral dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Amazonas. Também exerceu a função de Presidenta do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Amazonas, TRE-AM. Graça é autora dos livros Recorrendo à Justiça: Conheça seus direitos e Senhoras da Justiça – A trajetória das mulheres no Poder Judiciário.

Mulher no comando

Desde sua fundação, pela primeira vez, a AAL está sendo presidida por uma mulher, a professora e escritora Rosa Brito, que cumpre mandato de dois anos (2016/2017).

Desde sua fundação, pela primeira vez, a AAL está sendo presidida por uma mulher, a professora e escritora Rosa Brito, que cumpre mandato de dois anos (2016/2017). Inicialmente, o local chamava-se "Sociedade Amazonense de Homens de Letras".

"Devagar as mulheres estão conseguindo conquistar seus espaços. Infelizmente a nossa cultura de forma inconsciente lembra dos homens para esses cargos, mas aos poucos estamos mudando essa cultura. Me sinto honrada em presidir uma instituição que está caminhando para os 100 anos, ainda mais como mulher e cabocla amazonense. Eu não vislumbrava isso, nunca pleiteei ser presidente, mas tive unanimidade entre os votantes quando me candidatei. Espero poder prestar um bom serviço como presidente da Academia", afirma.

De acordo com a presidente, quando acontece a vaga, o comando tem até 180 dias para providenciar um edital para o preenchimento da cadeira.

“Na minha administração, em respeito ao acadêmico, deixamos passar esse tempo para pensar em preencher”, relata.

Nos próximos dias, será estabelecida uma data para a votação secreta em plenário, onde os membros atuais sufragarão o nome a ocupar a cadeira vaga.

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