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Cantor Belo revela ‘Mistério’ de suas mudanças profissionais e pessoais, em entrevista

Com 20 quilos a menos e visual repaginado, o cantor e compositor paulista volta às lojas com novo álbum, em que aposta numa sonoridade mais MPB 16/12/2014 às 15:37
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Belo decidiu dar uma guinada em sua carreira, a começar pelo visual
JONY CLAY BORGES ---

Prestes a comemorar 15 anos de trajetória solo, Belo decidiu dar uma guinada em sua carreira. A começar pelo visual: o cantor e compositor paulista abandonou o cabelo louro que era sua marca registrada desde os tempos do Soweto, deixou crescer a barba e entrou em forma com dieta e exercícios. “Estou melhor agora, com 40 anos, do que quando tinha 20”, declara o músico.

Esse novo visual aparece na capa do novo disco de Belo, “Mistério”, que por sua vez revela a renovação do artista no território musical. No CD com 16 faixas, o artista mais associado ao pagode e ao samba investe mais do que nunca no estilo da MPB: “Venho fazendo isso há 14 anos, e nesse disco abri muito mais o leque para mostrar essa veia”.

Além da musicalidade mais elaborada, “Mistério” tem participações especiais – entre elas de Ivete Sangalo – e tem sido bem recebido por público e crítica. “Em todo lugar por onde passamos, em quase todos os Estados, é um sucesso de público”, declara ele, que comemora: “Acho que acertamos mais uma vez”.

Em entrevista à reportagem, o músico falou um pouco mais sobre o novo álbum e sobre a nova fase que vive não só na música, como na vida pessoal.

Sobriedade parece ser a palavra que define você no novo “Mistério” – do figurino e da fotografia até a forma de expressar emoções. Que momento artístico é esse que você vivencia hoje?

Penso que é uma nova fase muito boa minha, que inclui tudo que tem acontecido de bom até na parte estética – hoje, por exemplo, estou 20 quilos mais magro. Isso tudo faz parte de uma nova concepção mais focada na MPB, que é uma vertente que se propaga na minha vida. Venho fazendo isso há 14 anos, e nesse disco abri muito mais o leque para mostrar essa veia. Sou fã de Djavan, Caetano, Milton, Gil, e sempre gravei músicas deles. Essa concepção toda – a barba que adotei, o cabelo que voltou à cor original, os 20 quilos mais magro —, tudo isso faz parte do mesmo contexto.

Como têm sido as primeiras respostas ao disco?

Todo mundo tem comparado muito esse disco com “Desafio”, que foi o primeiro da minha carreira solo e o que mais vendeu. Se chegar perto dessa vendagem, vou ser o música mais feliz do Brasil! (risos) Mas estou feliz com essa nova fase, a resposta tem sido rápida, com as pessoas curtindo muito e críticas extremamente positivas, de pessoas que nem ouviam meu som e hoje estão ouvindo. Nesse disco consegui ser mais abrangente, além de um cantor romântico. E tive a oportunidade de gravar com a maior artista do País, Ivete Sangalo, em “Linda rosa”, uma música com arranjo elaborado e cheio de instrumentos. Tinha vários sonhos no terreno da música, e com esse álbum consegui realizar muitos deles.

O que você destaca como novidade no álbum “Mistério”? E como foi processo de produção que resultou no disco?

Mais uma vez trabalho com Umberto Tavares (da U.M. Music), que conhece muito a minha história, desde o Soweto, e trouxe alguns dos meus maiores hits. O Betinho sempre tem no mínimo três ou quatro músicas, e neste ele assina nove músicas, além de assinar a produção comigo. Quando o trouxe para produzir expliquei um pouco da minha concepção, ele entendeu rapidamente e não poupou esforços para realizar aquilo. A gravadora também vestiu a camisa, e o resultado está aí. Em todo lugar por onde passamos, em quase todos os Estados, é um sucesso de público. A resposta está sendo muito positiva, portanto acho que acertamos mais uma vez. E ter o novo CD comparado com o meu álbum que mais vendeu é muito bom. Já estamos a música de trabalho, “Porta aberta”, a todo vapor.

Você incluiu uma música gospel no CD, “Mesmo sem entender”, de Thalles Roberto. Como foi essa escolha?

Em todos os meus discos faço um agradecimento a Deus. Já gravei com padre Marcelo Rossi. Agradeço a Deus por tudo que tem acontecido na minha vida, por ser bem sucedido na minha carreira como artista e na minha vida pessoal. E é importante a gente poder fazer o que gosta e ser agraciado com o fato de ter tanta gente que aprecia e vai te ver. Essa música tem muito a ver com minha história, é meu agradecimento a Deus, que é o senhor de todas as coisas. Uma folha que cai de uma árvore é por vontade de Deus.

E a nova turnê? Como está a programação?

Agora em janeiro estreia a turne “Mistério”. Quero estar em Manaus, em Belém, no Norte que sempre recebeu tão bem. E também já começo a projetar a coisa do DVD ao vivo, que não sei ainda onde vou gravar. (Para o ano que vem) tenho a viagem com a turnê “Mistério”, videoclipes para gravar, inclusive com a Ivete, e por aí vai. Esse CD é um conjunto de pequenos sonhos que estou realizando.

Em 2015 você completa 15 anos de carreira solo. Que balanço faz dessa trajetória?

O melhor possível. Tenho 9 milhões de discos vendidos nessa trajetória solo. Sou muito feliz e grato a Deus. Tudo que tenho foi a música que me deu. O ano de 2014 foi de Copa do Mundo, de eleições, e ainda assim conseguimos trabalhar bastante. Agora vem “Mistério”, com essa resposta tão rápida. E é meu 14º CD, prova de que já tenho um bom caminho percorrido. Penso que já fiz minha história na música.

Você passou por uma repaginada no visual. Como foi isso, e que papel sua esposa Gracyanne Barbosa teve nela?

Oitenta por cento disso tudo devo à minha esposa, que tem cuidado da minha dieta e da minha estética. E poder se renovar é algo muito bom. Tenho meninas de 12, 13 anos de idade que curtem minha música, por isso é bom você se renovar, inclusive esteticamente. Acho que estou melhor agora, com 40 anos, do que quando tinha 20. Hoje faço dieta, minha esposa ajuda, pratico muito esporte e também faço musculação. Minha vida tem sido uma rotina totalmente diferente do que foi nos últimos 20 anos.

Perfil:

Nascido Marcelo Pires Vieira em São Paulo, em 1974, iniciou uma trajetória de destaque na música como vocalista do grupo de pagode Soweto, a partir de 1993. Em 2000, partiu para a carreira solo com “Desafio”, disco que fez sucesso imediato, com mais de meio milhão de cópias vendidas no ano de seu lançamento. A partir de 2002, passou alguns períodos na prisão, por conta de denúncias por associação ao tráfico de drogas e porte ilegal de arma. A despeito disso, manteve uma produção musical regular, em álbuns como “Romance rosa” (2003), “Desista do seu amor” (2006) ou “Pra ser amor” (2010). Desde 2007, iniciou relacionamento com a modelo e dançarina Gracyanne Barbosa, com quem se casou em 2011.

Discografia

2013: Tudo novo - Até agora

2011: 10 anos de sucessos

2010: Pra ser amor

2009: Primavera

2008: Pra ver o sol brilhar

2007: 100% Belo

2006: Belo

2006: Desista do seu amor

2005: Seu fã ao vivo

2004: Seu fã

2003: Romance rosa

2002: Valeu esperar

2001: Belo ao vivo

2000: Desafio

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