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RETORNO

Fenômeno nos anos 90, Beto de Paula volta a Manaus e vende seus CDs no Centro

Na esquina das avenidas Eduardo Ribeiro com Sete de Setembro, o artista dá autógrafos, tira fotos e oferece os seus três últimos CDs: “Brega Light”, “Recordando Reginaldo Rossi” e “Forró Expresso”, que são divulgados em um carro personalizado com direito a um show do artista 14/04/2016 às 17:51 - Atualizado em 15/04/2016 às 10:34
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Em novembro do ano passado, Beto decidiu fixar residência novamente na cidade (Foto: Fabiane Morais)
Fabiane Morais Manaus (AM)

“Quando você vai voltar para a rádio?”. Essa é a pergunta que o cantor e radialista Beto de Paula mais responde aos fãs no Centro de Manaus, diariamente, onde fica vendendo seus CDs. Desde o ano passado Beto vive apenas dessa função, batendo ponto pelas ruas.

Na esquina das avenidas Eduardo Ribeiro com Sete de Setembro, o artista dá autógrafos, tira fotos e oferece os seus três últimos CDs: “Brega Light”, “Recordando Reginaldo Rossi” e “Forró Expresso”, que são divulgados em um carro personalizado com direito a um show do artista. Por um preço camarada de R$ 20 é possível levar os três discos para casa.

Outro questionamento que os fãs fazem quando o encontram é sobre o sumiço na mídia. Com muita simpatia, ele atende a todos e explica o que realmente aconteceu nesses 15 anos entre idas e vindas entre Manaus e Recife, sua cidade natal.

No Centro, Beto fica de segunda a sexta-feira, das 6h às 13h. Mas, nos finais de semanas, os outros pontos fixos são nas feiras dos bairros Mutirão, São José e Eduardo Ribeiro, no Centro. Apesar do trabalho informal, ele admite que adoraria retornar a uma emissora de rádio. “Até hoje eu sinto saudade do rádio”.

Trajetória

Para quem não sabe ou não lembra, Beto de Paula veio para Manaus por obra do destino, como ele mesmo diz. Beto começou a carreira como cantor em Recife. Ao ser entrevistado em uma rádio, em 1982, foi convidado pelo diretor para se tornar radialista aos domingos e, depois, no horário nobre. Ao se apresentar em Belém (PA), o superintendente da Antarctica em Manaus na época, no ano de 1986, fez uma campanha de marketing ofertando o show gratuito de Beto de Paula para o bar ou restaurante que comprasse a partir de 100 grades de cerveja.

A ação teve tanto sucesso que se estendeu por mais uma temporada. Na época, o hit que atraía multidões nos estabelecimentos da Cachoeirinha, São Raimundo e Educandos era “Pau para comer sabão e pau para saber que sabão não se come”, um pagode, que estourou no Nordeste e veio para Manaus.

Em 1996, Beto de Paula se candidatou a vereador, não foi eleito e entrou em depressão por conta do medo de ser debochado nas ruas. O momento também ficou marcado pela perda dos pais, que o motivou a voltar para Recife. Mas, em novembro do ano passado, ele decidiu que queria retornar a Manaus por um forte motivo: não conseguia esquecer a cidade. “Eu vivi em Recife como se fosse amazonense com saudade de Manaus. Tinha muita saudade das ruas, do povo e da popularidade”.

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