Publicidade
Entretenimento
Ícone da MPB

Cantor Fagner volta a Manaus para show neste final de semana

Em bate-papo com BEM VIVER, cantor falou sobre apresentação na cidade, parceria com Belchior e planos para gravar novo CD ainda este ano 12/09/2017 às 15:14
Show bv0312 66f
Músico retorna a Manaus após três anos. Show reunirá sucessos em comemoração a quatro décadas de carreira (Fotos: Divulgação)
Juan Gabriel Manaus (AM)

Foi da capital Fortaleza, no Ceará que versos como “As velas do Mucuripe/ Vão sair para pescar/ Vou levar as minhas mágoas/ Prás águas fundas do mar” começaram a ser ecoados para o Brasil em meados dos anos 70. Bem sucedido em suas viagens musicais desde então, o cantor e compositor Fagner se consolidou com um dos mais célebres artistas de uma geração intitulada “Pessoal do Ceará”. Quarenta anos mais tarde e com outros quarenta discos acumulados, Fagner vem a Manaus neste sábado (16) para um show repleto de romantismo na Plenária do Studio 5, a partir das 21h.

Para a apresentação na capital amazonense, Fagner revisitará seus principais sucessos em mais de quatro décadas, além de trazer canções de seu último trabalho de estúdio, o disco “Pássaros Urbanos”, lançado em 2014. “Bem, faz tempo que não vou aí, saudades de cantar pro pessoal de Manaus e a gente vai levar um show bem maduro, viajado, curtido, com uma banda e técnicos muito envolvidos. Estamos chegando num momento legal cantando músicas que o pessoal já conhece com outras especiais”, revela o cantor.

Manaus inclusive tem um espaço cativo no coração do músico. Ainda nos anos 1970 e em início de carreira, Fagner se apresentou no palco do Teatro Amazonas. De lá pra cá foram várias idas e vindas até sua última passagem por aqui, em 2014. “Aí em Manaus eu tive grandes momentos, sempre fui muito prestigiado e temos uma história muito legal que eu estou ansioso para viver novamente”, afirma.

Parceria com Belchior

O disco “Pássaros Urbanos” carrega na faixa “Paralelas” o que pode ser visto como o último ato de uma parceria espetacular entre Fagner e o cantor Belchior, falecido em abril deste ano. A amizade vem desde as tardes no Ceará, onde juntos escreveram “Mucuripe” para o compacto “Disco de Bolso do Pasquim” em 1972 e relançado três anos mais tarde no disco “Manera Fru Fru, Manera”. 

“Acho o Belchior o mais importante da nossa geração, ele foi importantíssimo na música brasileira de maneira geral e comigo principalmente porque além de parceiros, nós fizemos músicas significativas. Eu era muito garoto e ele motivou minha família a ir pro Rio de Janeiro com ele. A gente manteve uma grande amizade ao longo dos anos. Foi uma pena (a morte de Belchior) porque além da parceria, ele era muito legal. Queria ter feito mais músicas com ele”, conta Fagner.

Novos projetos

Há três anos sem lançar material com canções inéditas, Fagner segue a todo vapor preparando músicas para seu novo trabalho, ainda sem previsão de lançamento. Para o disco, o cantor segue apostando em um dos principais ingredientes que carrega desde o início de carreira: As parcerias.

“Acho que ninguém teve mais parceiro do que eu. As coisas acontecem naturalmente, a gente se identifica com a poesia das pessoas. To preparando um disco novo, novos parceiros, tem parceiros vindo como Fausto Nilo, (Zeca) Baleiro, e ando vendo outros. O trabalho tá bem adiantado, tem música até com Moacyr Franco. Acho que ainda vou entrar em estúdio pra valer mesmo daqui a um mês”, revela o músico.

Três perguntas

Você vem de uma geração marcada na história da cultura brasileira como "Pessoal do Ceará". O que esse movimento representou pra você?

Não digo nem Pessoal do Ceará. Nunca foi grupo, mas foi tudo na minha vida, foram meus parceiros, principalmente o Belchior. Tiveram vários artistas importantes como César Sampaio, João Bosco, uma geração riquíssima. Aquele momento dos anos 1970 pode-se considerar um dos mais férteis da música brasileira de uma maneira geral. 

Atualmente o Ceará voltou a dominar as paradas de sucesso com nomes como Wesley Safadão e Aviões do Forró, com letras um tanto quanto diferentes do que o “Pessoal do Ceará” costumava escrever. Como você enxerga esse momento? Se sente representado de alguma forma?

Ih caramba! Acho que cada momento tem a sua história, óbvio que se vive um momento diferente do que vivi e se escuta outras coisas. Eu me sinto representado porque eles fazem o que o povo gosta, são do meu estado, mas é muito diferente do que a gente fazia e não costumo ouvir muito.

Você é um artista que já passeou por vários estilos desde o início da carreira. Como o Fagner de hoje se vê musicalmente?

Gostando de música e compondo pra caramba. Me vejo gostando cada vez mais do que faço sendo motivado por um público incrível. Não me vejo nem como cantor, tem músicas que marcaram vida de muita gente, quarenta discos, não sei te explicar, me sinto um artista prestigiado.

Serviço

O quê:  Show do cantor Fagner

Quando:  16 de setembro (sábado), a partir das 21h

Onde:  Studio 5 | Plenária

Quanto:  R$ 80 (lounge – parte superior da casa) e R$ 150 (lugar a mesa e camarote). Valores de meia-entrada

Onde comprar:  Loja Rommanel (Amazonas Shopping), Best Car (Av. Constantino Nery), Bilheteria do Studio 5 e no site www.aloingressos.com.br

Informações:  99134-2483

Publicidade
Publicidade