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ROCK

Cantor Luso lança novo EP ‘Ynterkallado’ com seis composições homogêneas

Iniciando pela grafia tresloucada, Ynterkallado eemete aos escritos pelas pontes, edifícios, muros das grandes metrópoles. Luso agiu com esse espírito em suas composições 01/02/2017 às 17:11
Show luso
Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Depois das experimentações nos álbuns Paciência (2008/2009) e Simplesmente (2012), o cantor e compositor Luso chega ao EP Luso Ynterkallado (2016), seu terceiro trabalho, deixando de lado o suave  para encontrar-se com o rock. Assim como esse gênero se multiplicou em estilos, supriu outros tipos de música e, depois, deixou se alimentar por variadas estéticas, Luso personificou essa atitude nesse EP de seis faixas.

Iniciando pela grafia tresloucada, Ynterkallado, com Y, com K e dois eles, remete aos escritos pelas pontes, edifícios, muros das grandes metrópoles. Luso agiu com esse espírito em suas composições. 

"Eu comecei a intercalar ideias com outras pessoas. Decidi contar histórias dos sentimentos dos outros, dos meus amigos, como fazia Renato Russo”, explica o cantor e compositor. “É o meu primeiro trabalho homogêneo numa vertente rock, tanto que tem blues, pop, tudo dentro de uma pegada mais enérgica, com a guitarra decisiva de Fernando Mangabeira”, completa.

A primeira faixa do EP, “Flying” (Luso/Rosane Teixeira), é um progressivo cantado em inglês e mergulha em melodias angulares. A guitarra de Fernando Mangabeira faz as vezes dos teclados, que eram o must nos anos 70.

“Fatal” (Luso/Fernando Mangabeira/Léo Uka) divide-se em duas seções. Na primeira parte “Fatal!/ Vem de onda leve/Legal!/ Isso é o que envolve” estamos diante de um tecnopop/funk dançante. A segunda parte da faixa traz um heavy metal com os agudos da voz de barítono de Luso, que canta intervalos dignos dos melhores vocalista do gênero. 

Em “Nossa História” (Luso/Fernando Mangabeira/Léo Uka), um rock-marcha enfileira os versos “Obstáculos no caminho/Não impedirão nossa história/Passo a passo, pouco a pouco/Vamos conseguir (...) Todos juntos vamos conseguir” fazendo sentido com as levadas rasgueadas.  No blues “Maybe” (Luso/Rosane Teixeira/Fernando Mangabeira) Luso solta seus drives e usa sua porção de voz rasgante para interpretar o estilo que junto com o rhythm ‘n blues, o bluegrass e o country and western geraram o 
rock’n roll.

O hard rock “E agora?”(Luso/Fernando Mangabeira/Léo Uka) narra a ideia de separação com versos obsessivos “Não tive mais ideia, a não ser você (...) “Estou tão viciado em você/Que não encontro mais a cura”, essa letra melancólica recebeu tratamento mais leve por parte dos seus produtores, destacando-se os riffs do guitarrista. O mesmo se dá na faixa Cores (Luso/ Fernando Mangabeira/Léo Uka).

O poeta está vivo 

Uma das referência de Luso é o cantor e compositor carioca, Cazuza (1958-1990). Em seus shows menciona a admiração pelo artista do BRock 80.  Em algumas canções, os versos escritos por ele (Luso), a manager Rosane Teixeira e o guitarrista Fernando Mangabeira faz intertextualidade com o trabalho de Agenor Miranda Araújo Neto, o nome de batismo de Cazuza.

O fato é que Luso cresce quando canta seu repertório, especialmente ao vivo. Ele domina o palco, magnetiza a plateia com sua inquietação, dancinhas, rebolados, gingados e performances diferentes.

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