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Cantora Adele fecha o ano de 2015 no topo do pop mundial

Cantora britânica dominou o cenário musical no ano mesmo considerando que ela esteve fora durante boa parte dele. A compositora lançou seu novo álbum, “25” 26/12/2015 às 13:45
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Com três discos lançados, Adele domina a cena
Lucas Jardim Manaus

Não teve para ninguém: depois de um silêncio de quatro anos, a cantora e compositora Adele voltou ao centro da conversa pop mundial em 2015 com seu novo álbum, “25”. A britânica dominou o cenário musical no ano mesmo considerando que ela esteve fora dele durante boa parte dele: sua volta começou a ser anunciada apenas em outubro, quando um “teaser” de 30 segundos de sua nova música “Hello” pintou em um intervalo comercial da versão britânica do reality The X Factor.

Pouco tempo depois, com o anúncio do álbum e a versão completa da música sendo liberada, Adele garantiu que os meses subsequentes do ano fossem sobre ela.

‘Hello’, O hit

Ainda em outubro, a cantora liberou o clipe de “Hello”, dirigido pelo aclamado cineasta canadense Xavier Dolan, que virou um arrasa-quarteirão por conta própria: na data desta publicação, ele já foi visto mais de 780 milhões de vezes.

O single, que segundo a artista, levou mais de seis meses para ser escrito, também se tornou o primeiro da história a faturar um milhão de dólares em sua primeira semana. Os fãs trataram de criar memes a partir da música e do clipe e artistas dos mais diferentes calibres gravaram suas versões da canção. Um hit havia nascido.

Expectativas

No meio desse turbilhão, a artista britânica tinha que lidar com as expectativas geradas por sua volta: seu álbum anterior, “21”, lançado em 2011, foi o grande sucesso que a indústria fonográfica não esperava, mas do qual precisava desesperadamente.

Em tempos de redução da venda de discos, especialmente os físicos, em favor de mídias digitais e serviços de “streaming”, “21” surpreendeu a todos (inclusive sua gravadora) e se tornou o álbum mais vendido no mundo por dois anos consecutivos (2011 e 2012).

Além disso, chegou ao topo da parada de trinta países (um recorde que foi parar no Guiness), incluindo nos EUA, onde reinou por 24 semanas (o maior tempo que uma artista feminina manteve a posição na história da parada). Já em sua terra natal, “21” se tornou o disco mais vendido do século XXI e o quarto mais vendido de todos os tempos.

Atingindo o objetivo

Se o objetivo já era árduo por conta de seu sucesso prévio, “25”, lançado no final de novembro, já pode dizer que o atingiu: na data da publicação desta matéria, ele já foi parar no topo da parada de 25 países. Ele também bateu recordes de rapidez de venda e nos EUA, ele já foi coroado o disco mais vendido do ano. Nada mal para um álbum lançado na última semana de novembro.

Enquanto isso, suas aparições em rádios, programas de TV e shows especiais deixaram o público salivando por uma turnê mundial, principalmente devido ao fato de que muitas datas de sua turnê de 2012, que divulgava “21”, foram canceladas por conta de uma hemorragia vocal.

Eles foram atendidos: a cantora já tem duas megaturnês anunciadas para o ano que vem, uma que a levará a 34 cidades europeias no primeiro semestre e outra durante a qual fará 56 shows na América do Norte. É, se duvidarmos, é capaz de 2016 ser o ano dela também.

Prêmios

Adele coleciona prêmios Grammy, o maior da música dos EUA. Em 2009, ela ganhou os prêmios de Melhor Novo Artista e Melhor Performance Vocal Pop Feminina. Já em 2012, ela ganhou saiu da cerimônia com seis prêmios, empatando com Beyoncé como a artista feminina a levar o maior número de estatuetas em uma noite. Um deles foi o de Álbum do Ano (por “21”).

Seu sucesso “Skyfall”, gravado para um filme da série James Bond, lhe rendeu um Oscar e um Globo de Ouro (ambos por Melhor Canção).

Defensora da mídia física

Como seu antecessor, o novo disco de Adele também está sendo visto como uma força a favor da compra de álbuns em tempos em que a receita que a indústria fonográfica tira deles se reduz cada vez mais. Parte de seu sucesso é atribuído à sua decisão de mantê-lo fora de serviços de streaming, o quais elas chamou de “dispensáveis” em uma entrevista cedida à influente revista estadunidense Time.

“Eu compro minha música. Eu a baixo e compro uma cópia física para compensar pelo fato de alguém não fazer isso”, revelou a cantora. Ela ainda elogiou Taylor Swift, que fez a mesma coisa com seu disco “1989”, do ano passado. “Foi incrível. Eu a adoro, [adoro] quão poderosa ela é”, admitiu a artista inglesa. 

Saiba +

Adele ficou conhecida por suas músicas de coração partido e seu “21” foi largamente inspirado pelo término de um relacionamento, mas “25” é um disco que, ainda que tenha sua dose de chororô, carrega em si uma paz e um autoconhecimento maior.

A cantora atribui parte disso ao filho Angelo, de três anos, e disse à revista Time que ele só não a inspirou mais porque ela não quis expô-lo: segundo Adele, ela descartou um álbum inteiro de canções inspiradas pela maternidade. “[Meu filho] é a luz da minha vida, não da vida de outros”, afirmou.

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