Domingo, 26 de Maio de 2019
Música

Cantora Anne Jezini se prepara para lançamento de novo álbum

Previsto para ser lançado no mês de julho, “Hilda” mostrará um pop abrasileirado



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No momento Anne deu uma pausa nos shows e está voltada para o novo projeto. Foto: Divulgação
12/05/2019 às 17:00

Algumas letras antigas compostas pela cantora Anne Jezini estão ganhando melodias. E isso marca um ciclo onde outras composições dela ganham impulsos para surgir. Sua mais nova faixa recém-gravada, “Faz Escuro Mas Eu Canto”, escrita pelo compositor Thiago de Mello, foi gravada com a mesma equipe que preparou o disco “Cinética” – o seu último álbum. A música vem preparando o terreno para o seu próximo álbum, intitulado provisoriamente de “Hilda”. O projeto está em processo de construção, e previsto para ser lançado no mês de julho.

“Foi proposital porque quero que o próximo trabalho seja uma evolução do ‘Cinética’, que eu considero um marco pra mim por ter sido um disco que inaugurou o que eu considero minha identidade musical. Os arranjos são todos nossos, gravamos em um dia lá em São Paulo no fim do ano passado. Ela [a música] está quase finalizada, mas decidi que não vai ser a primeira música que eu vou lançar do próximo trabalho, então deixei ela ‘decantando’ enquanto eu produzo mais”, declara Anne.

O próximo álbum de Jezini será a trilha sonora de uma personagem criada por ela. “Hilda”, segundo Anne, nada mais é do que um alter-ego seu. “É uma mulher corajosa, forte, mas que ao mesmo tempo não tem medo de se mostrar vulnerável”, conta ela. Musicalmente, ela continuará explorando as possibilidades do pop como em “Cinética”: o pop, porém, será mais brasileiro. “Fiz alguns shows pequenos em Manaus nos últimos meses e eu e o André Oliveira, que toca comigo e produziu comigo o show. Experimentamos algumas versões de musicas pra ver como elas funcionam ao vivo”, afirma ela. 

‘Eu’ interior

Ao contrário dos seus últimos discos, “Hilda” surge com um conceito e uma identidade visual bem forte, antes mesmo de ter todas as músicas escritas e gravadas. “Eu tenho compartilhado a identidade visual com o Rodrigo Abreu, que é o designer criativo que eu mais admiro em Manaus, ele vai ser responsável junto comigo nessa parte. Parte do projeto do disco com videoclipes foi contemplado pelo Edital de Conexões Culturais da Manauscult”, destaca a cantora. 

Como está dedicada a escrever músicas para o disco, além de estar no processo crativo do projeto, a agenda de shows de Anne está mais “quietinha”, segundo ela mesma coloca. O pequeno hiato, por sua vez, tem toda razão de ser, uma vez que o próximo projeto será como um passeio para dentro dela mesma como artista: mais vulnerável e voltado para “dentro de casa”, sua própria história. 

“Tem muito de Manaus nele. Está mais quente, mais dançante e mais direto. Está de certa forma político porque não tem como fugir disso diante do atual contexto em que as artes, a cultura, as ciências sofrem tantos ataques. Ele é uma evolução do Cinética, uma nova etapa trabalhada em cima daquela sonoridade”, completa Anne.

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