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Cantora paraibana Lucy Alves lança novo álbum com o Clã Brasil e anuncia estreia em novela

Depois de encerrar uma temporada com o musical “Nuvem de Lágrimas e de puxar o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense no Carnaval carioca, a artista conversou com o BEM VIVER sobre carreira e futuro 20/02/2016 às 11:57
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Lucy Alves
ROSIEL MENDONÇA ---

Antes de tudo, procure pelo nome de Lucy Alves na Internet. Possivelmente você a verá tocando ao piano o sucesso “Disparada”, de Geraldo Vandré, ou “Qui nem jiló” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) com uma sanfona em punho. Ambas são participações da cantora paraibana no programa The Voice Brasil de 2013, no qual ela ficou entre os finalistas.

Depois de encerrar uma temporada de dois meses com o musical “Nuvem de Lágrimas”, em São Paulo, e de puxar o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense no Carnaval carioca, a artista conversou com o BEM VIVER sobre o seu novo álbum e sobre a expectativa em estar na próxima novela da Globo, “Velho Chico”, em que terá um papel de destaque. Ufa! Como já ficou claro, Lucy não dispensa trabalho.

“Lucy Alves e Clã Brasil no Forró do Seu Rosil” é o disco que a multi-instrumentista acaba de lançar. O trabalho é uma homenagem ao centenário de um dos grandes compositores nordestinos (ainda que pouco conhecido), autor de “Sebastiana”, em parceria com Jackson do Pandeiro. Por sua vez, o Clã Brasil é um grupo musical formado por Lucy, pelas irmãs dela, Laryssa, Lizete e Maria José, além do pai, José Hilton.

“Eu vinha dirigindo o Clã Brasil há algum tempo”, contou a artista, que assina a direção musical do álbum. “No começo, tínhamos um maestro, um músico sinfônico da Paraíba que tocava zabumba com a gente e escrevia nossos arranjos, então aprendi muito com ele. Quando ele saiu, como eu tinha estudado música também, acabei assumindo a direção do grupo, mas esse é o primeiro disco que eu dirijo por completo”.

TRIBUTO

“No forró do seu Rosil” revive os maiores sucessos do compositor pernambucano e inclui por três poesias inéditas musicadas especialmente para o trabalho: “Coco x Baião”, “Gibão” e “Tambaú”. No CD, além de cantar, Lucy toca acordeon, bandolim e violino.

“Era um desejo da família dele que alguém fizesse uma homenagem nesse ano especial, até para torná-lo mais conhecido. Reunimos alguns clássicos e a família nos apresentou esse material inédito que pegamos para musicar. Colocamos melodia e casou muito bem, todo mundo ficou feliz com o resultado”, conta ela.

Com CD solo gravado e dois DVDs com o Clã Brasil, Lucy se prepara ainda para lançar seu primeiro DVD solo, gravado no ano passado, em Recife. “Ele vai contar a história de como tudo começou, até os dias de hoje. Tem muita música de paraibanos, inéditas e autorais também, além de coisas que sempre quis gravar”, adianta.

NOVOS CAMINHOS

A vida artística de Lucy Alves começou aos 4 anos de idade, tocando violino no Conservatório Musical da Universidade Federal da Paraíba. Autodidata no acordeom, formou-se em Música no mesmo departamento onde iniciou sua carreira, e hoje tenta conciliar as apresentações do Clã Brasil com a carreira solo.

Em 2013, participou do The Voice Brasil, que deu vitória a Sam Alves, mas as aparições na televisão impulsionaram ainda mais a carreira da paraibana. Nos últimos dois meses, ela se dedicou à temporada do musical “Nuvem de Lágrimas”, uma livre adaptação da obra “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, mas com trilha caipira e sertaneja do repertório de Chitãozinho e Xororó.

Convidada a estrelar a produção, Lucy aprovou a nova experiência e agora se prepara para um novo desafio, desta vez na teledramaturgia. Ela estará em cena na nova novela da Globo, “Velho Chico”, na qual dará vida a Luiza.

A personagem, inicialmente, será vivida pela pequenina Carla Fabiana e, posteriormente, por Larissa Góes. Depois disso, é a vez de Lucy assumir o papel. “A parte da música me é familiar, mas dividir a cena com vários outros atores foi algo novo para mim. É preciso uma concentração gigantesca para estar plena e segurar essa energia”, comentou.

DESTAQUE EM DESFILE

No desfile da Imperatriz Leopoldinense deste ano, que homenageou Zezé Di Camargo e Luciano, Lucy Alves não só defendeu o samba-enredo como intérprete como tocou sanfona. Luciano se derreteu em elogios à colega. “Ainda ecoa em meus ouvidos cada acorde tocado por ela. Sua voz trouxe uma leveza para o samba-enredo, de forma sublime e marcante”, escreveu.

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