Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Vida

Cantora paulistana lança CD e DVD ao vivo, e considera show em Manaus

A cantora Céu gostaria de transportar momentos únicos que viveu em Manaus para as gravações do CD e DVD 'Céu Ao Vivo', lançado no fim de 2014 pelo selo Slap



1.gif A duplicidade de Céu
31/01/2015 às 18:41

Das muitas memoráveis apresentações que passaram pela carreira da cantora paulistana Céu, as lembranças dela pontuam uma em especial, onde o palco tradicional deu lugar a uma varanda em Vitória (ES). Ela conta ao BEM VIVER que cantou para um público que estava eu uma rua “muito estreitinha”. “Era um formato reduzido do meu show, e foi muito legal. Eu adoro tocar em espaço público. Porque eu estou perto das pessoas, porque é democrático, e por usarem o espaço público para a música”, opina a artista.

Esse é apenas um dos momentos nostálgicos que Céu gostaria de transportar (se pudesse) para as gravações do CD e DVD “Céu Ao Vivo”, lançado no fim de 2014 pelo selo Slap. O trabalho rememora uma série de fatos elementares de sua trajetória musical: a mudança de gravadora, os 10 anos de carreira e os incessantes pedidos de fãs para que este trabalho acontecesse. Tantos anseios acoplados em um só resultaram em mais uma das primeiras experiências da vida da cantora.



“O DVD é um produto que vem do show, que por sua vez vem do CD. Um é consequência do outro. Foi a minha primeira vez (gravando um CD/DVD ao vivo) e eu estava muito feliz e nervosa, porque tudo seria feito em uma única gravação, e em uma única noite em São Paulo. Quis garantir uma proximidade com o público deixando o ambiente aconchegante”, declara ela. A exemplo dos seus cachos, que começaram presos, e terminaram a apresentação soltos ao fim da gravação. E tão soltos quanto os cabelos estavam os pés da cantora, que pela maior parte do tempo permaneceram em chinelos.

Ainda que a primeira gravação de um CD/DVD ao vivo pareça desafiadora – até pela transposição de canções anteriormente gravadas em estúdio ao momento do fato – a morena garante que nenhuma música sobressaiu-se por dificuldades. “Foi tudo muito naturalmente simples. Fizemos uma passagem de som, e até mesmo porque aquele show já está rolando a algum tempo. Havia uma maneira mais natural possível, sem interrupções para não quebrar a energia do show. Houve alguns errinhos... no show até comento que errei a música, mas é normal”, garante ela.

Alianças

A maioria das canções e atmosfera do CD/DVD de Céu foram pinçadas do seu último disco, “Caravana Sereia Bloom”, sob a justificativa de que ela queria fazer um show que estivesse vivendo. Mas há algumas regravações, como ‘Visgo de Jaca’ (de Sérgio Cabral e Rildo Hora), entre outras. No DVD, figuram ainda a canção “Piel Canela”, de Bobby Capo e “O Palhaço”, de Nelson Cavaquinho, fazendo o seu lado autoral colidir harmoniosamente com o lado intérprete. E ao lado de quem ela gostaria de compor ou interpretar em parceria musical?

“Eu adoro a Dona Onete. Sou louca pelo Erasmo Carlos, mas já cantei com ele. Tem uma turma muito fera, mais rock mesmo, que são os meninos do Jonnata Doll & Os Garotos Solventes. Sou super a fim de fazer uma parceria com eles. Sempre procuro me alimentar ouvindo outros sons”, diz ela, cujo trabalho bebe do pop, bossa nova, samba, jazz, blues, rock e todos os temperos possíveis da música popular brasileira que se possa imaginar.

Primeiras experiências à parte, pode-se afirmar que Céu é veterana em cativar o público do exterior: sua carreira soma turnês pela Europa e Estados Unidos. O talento que escorreu para fora do Brasil lhe rendeu uma indicação ao Grammy Latino de Melhor Cantora, em 2006, entre outras indicações. “O gringo tem curiosidade sobre a música brasileira no geral. Embora meu som capte a contemporaneidade, há uma coisa enraizada do Brasil, mas tem uma influência de diversos sons e timbres. Acho que isso ajuda a entender as raízes do Brasil”, destaca ela.

Um mergulho nas raízes

Mas Céu pode citar o ano de 2014 como aquele em que desviou um pouco do mundo lá fora e centrou-se nas entranhas do País onde nasceu. E isso ela comemora com fervor. “Foi bom porque pude levar o show para lugares que nunca tinha levado, como Juazeiro do Norte (BA). Tem muitos lugares no Norte e Nordeste que não fui e adoraria ir. Me identifico com o som dessas duas regiões. Não é à toa que meu público é muito quente. Fui para um show em São Luís (MA) e fiquei surpresa com a quantidade de gente que tinha. São 10 anos de carreira, mas o frio na barriga é sempre novo”, comenta a cantora.

Em meio à identificação de sons, ela descreve o seu encanto pela música jamaicana. “Não só o reggae, mas toda as vertentes do gênero, como Dub e Ska”, pondera. Tamanho encanto a fez participar da série de shows do projeto “Catch A Fire”, onde teve a oportunidade de circular pelo País interpretando o primeiro disco de sucesso de Bob Marley. “Sempre gravei e de alguma maneira colocava um pouquinho do gênero em cada disco, isso é uma familiaridade legítima”, assegura.

Visita à vista

A cantora esteve em Manaus no ano de 2009, por meio do programa Natura Musical, em um belíssimo show no Teatro Amazonas. E depois de tanto tempo, ela pretende retornar às terras barés. “Não vou dizer que há certeza, mas pode ser que a gente leve o ‘Caravana’ para Manaus com a sobrevida do DVD. Porém, não tem nada confirmado”, adianta. E essa é apenas uma das coisas que ela pode adiantar, ainda timidamente. “Estou iniciando o trabalho para o próximo disco de inéditas. Devo lançar nesse ano, no segundo semestre. Estou naquele momento de descobrir nomes e sons”, completa Céu.


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