Domingo, 21 de Abril de 2019
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Bichos soltam a voz

Cantores mirins soltam a voz na ópera ' Raposa Astuta'

Os cantores mirins são destaque em montagem da ópera de Leos Janacek no Festival Amazonas de Ópera


20/04/2013 às 12:16

O Festival Amazonas de Ópera (FAO) volta a abrir espaço para o público infantil com a apresentação de “Aventuras da Raposa Astuta”. A peça estreia no dia 28, domingo e terá outras duas récitas nos dias 30 e 1º de maio, no Teatro Amazonas. A montagem da obra de Leos Janacek (1854-1928) será  a primeira na história do festival amazonense a trazer cantores mirins nos papéis principais, dando vida à raposa esperta do título e a uma série de outros bichos na floresta lírica do compositor tcheco.

Além do papel principal, que coube à sopranino Adriana Assenova Angelova (raposinha) e à soprano Maíra Lautert (raposa adulta), as crianças cantoras da montagem vivem bichos como o Grilo (Marilia Pinheiro), a Cigarra (Rebeca Martins) e o Sapinho (Mira Assenova Angelova), entre outros papéis.

O Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro (LAOCS), sob a direção do maestro Hugo Pinheiro, também participa da montagem representando 38 raposinhas. Os jovens artistas dividem o palco com veteranos do FAO como o barítono Homero Velho (Caçador), a meio-soprano Denise de Freitas (Raposo) e o baixo Pepes do Valle (Texugo).

Aprimoramento

Marcelo de Jesus, diretor musical e regente de “Raposa Astuta”, afirma que levar a montagem aos palcos era um desejo antigo, tornado possível graças ao aprimoramento do Coral Infantil do LAOCS. “Não tínhamos feito ainda porque a ópera exige crianças solistas. Isso só poderíamos ter quando o coral estivesse mais estruturado, o que conseguimos agora graças ao trabalho de Hugo Pinheiro. No último ano, o coral deu um grande salto em qualidade técnica”, afirma o maestro, lembrando a participação do coro juvenil também em “Rei Roger”, ópera em concerto que abriu o FAO.

“Ter crianças como solistas é o grande destaque desta montagem. Até então nunca tínhamos tido crianças com papéis importantes, mas apenas em participações especiais, como em ‘Ça ira’”, acrescenta.

Montagem lúdica

Com direção cênica de William Pereira, a montagem investe no caráter lúdico do espetáculo, com cenários e figurinos modernos e bastante coloridos assinados pela artista carioca Rosa Magalhães. Além dos elencos adulto e infantil, o espetáculo terá a participação de bailarinos do Corpo de Dança do Amazonas.

A música de Janacek, interpretada pela Amazonas Filarmônica, é difícil de executar, mas fácil de ouvir. “É uma escrita complicada, mas não soa assim aos ouvidos”, afirma Marcelo de Jesus. “É bastante melódica e descritiva, quase como uma trilha sonora”, conclui.

Vida animal em foco

Aventuras da Raposa Astuta” narra a história de uma raposinha da infância à vida adulta. Ainda um filhote, ela é adotada por um guarda florestal, que a cria como se fosse um cachorro. Cansada de viver presa, ela foge para a floresta e lá encontra um Raposo cheio de charme, com quem se casa e tem 38 raposinhas. Até que, pelas mãos de um caçador, a raposinha encontra seu triste fim – e o ciclo da vida recomeça.

Encenada pela primeira vez em 1924, “Aventuras da Raposa Astuta” é mais uma ópera cômica do que propriamente uma peça voltada ao público infantil. “Não é uma peça ‘infantiloide’. Pelo contrário, a raposa chega a ter ideais feministas. E a ópera mostra a natureza como ela é – por exemplo, a raposa mata galinhas”, comenta De Jesus. “Tudo isso tira a coisa de que ópera para crianças tem de ter príncipes, princesas ou bichinhos fofos. A obra trata simplesmente do ciclo da vida de uma raposa”.


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