Domingo, 16 de Junho de 2019
Vida

Capital Inicial faz show com repertório nostálgico no “Luau M1 Eventos”

Esta é a quinta capital do País que a banda brasiliense apresenta a turnê de “Viva a Revolução”. O público pôde também conferir músicas do disco passado, “Saturno”, que não tocaram na capital amazonense. A Capital Inicial trabalha, conforme o seu líder, quase compulsivamente, pois, praticamente todo ano, é lançado um novo disco



1.jpg Após estrear o clipe de “Melhor do Que Ontem”, a banda está gravando o clipe da música
24/10/2014 às 15:29

A recepção manauara é algo que encanta Dinho Ouro Preto, vocalista da Capital Inicial. A banda se apresentou na quinta-feira (24) no “Luau M1 Eventos”, na Praia da Ponta Negra, ao lado da Natiruts, convidando o público a fazer uma viagem pela discografia da banda, relembrando sucessos como “Olhos Vermelhos”, “Veraneio Vascaína” e “Respirar Você”, além de apresentar as canções do novo EP, intitulado “Viva a Revolução”, lançado há pouco mais de dois meses, e que traz o single “Melhor do Que Ontem”, que está tocando nas rádios de todo o País.

“Velho, todo mundo me trata bem aqui. Eu lhe disse que todos os shows em Manaus foram memoráveis, sem exceção, lembra? Fiquei hoje (quinta) na piscina do hotel, bebendo umas brejas, e todo mundo vinha me perguntar como eu estava. Todo mundo aqui é gentil, gente boa pra caraca”, disse o líder do Capital Inicial, em seu camarim decorado com imagens de bandas e artista do qual gosta, entre eles Jimmy Hendrix, a banda Black Sabbath e, claro, Legião Urbana – Dinho sempre comenta sobre a importância do grupo em sua vida.


De Manaus, ele relembrou também que a reportagem do jornal A CRÍTICA lhe apresentou o trabalho de algumas bandas locais, entre elas a Infâmia. “Na próxima vez que fizermos um show solo em Manaus, eu vou chamar os caras para abrir o show. A Infâmia é muito boa, me lembra o início da gente lá em Brasília, com essa pegada punk rock”, elogiou o jurado do programa “SuperStar” (TV Globo), que ganhará em breve uma nova edição.

A novidade da Capital Inicial é que, após estrear o clipe de “Melhor do Que Ontem”, a banda está gravando o clipe da música que nomeia o EP, contando com a participação dos rappers da ConeCrewDiretoria.

“O clipe é muito simples, cara. Vão ter muitas cenas. O Kant, que já fez coisas com o Sepultura e com o próprio ConeCrew, bolou tudo, eu não tive participação nenhuma. É um cenário muito limpo, quase como uma fotografia de Sebastião Salgado em P&B. As partes de interpretação, o Kant botou o BPM (Business Process Management) acima da música, como se fosse uma voz meio ‘Alvin e os Esquilos’, e você tem que fazer a interpretação em cima disso. O efeito que gera, segundo ele, é que você estará em câmera lenta, mas os seus lábios estão no andamento certo da música, assim como as guitarras e as próprias rimas dos meninos. Esse é o grosso do vídeo, mas, em meio disso, temos vários elementos, como bandeiras pegando fogo, coquetel molotov, um dos meninos da ConeCrew passou óleo nas mãos e depois colocou querosene e acendeu. Ficou uma coisa meio divina (risos). Ah, tem uma coruja também. É tudo pontuado com coisas que, de algum modo, remetem ao mês de junho. Quando entra a coruja é quase uma licença poética”, garante o vocalista. A canção “Viva a Revolução” faz alusão às manifestações que ocorreram este ano no Brasil, em junho.

Falando em manifestações, o artista aproveitou para comentar sobre esse período de eleições e seus descontentamentos com os candidatos à presidência do Brasil.

“Velho, eu não me sinto compelido a votar em nenhum dos dois. Este ano, eu votei na Marina Silva porque continuo acreditando numa terceira via, uma via de centro-esquerda. Eu me considero uma pessoa de centro-esquerda. Não me sinto mais representado pelo PT, embora eu tenha votado no PT até 2003, mas, como a maior parte dos candidatos postulantes à presidência, Eduardo Jorge, Luciana Genro e a própria Marina, eu também parei de acreditar nos caras. Anulei meus votos em duas eleições. Dessa vez, conhecei o Eduardo Campos (candidato que faleceu num acidente aéreo este ano), conversei com o cara, e ele me convenceu que era preciso ter uma terceira via de centro-esquerda. Talvez resgatando muitos valores que o PT tinha e que acabaram diluídos dentro de captações, de alianças e de apropriação do estado. Quer saber, acho que 2015 vai ser um ano de p*t* dureza para o Brasil, acho que a Dilma e o Aécio estão escondendo isso”.


Esses descontentamentos políticos de Dinho Ouro Preto ficaram bem explícitos durante o show, em especial na segunda parte dele, quando tocou canções como “Que País é Esse?”, “Geração Coca-Cola” e “Veraneio Vascaína”, parte das canções do espólio da Aborto Elétrico, banda que deu origem ao Capital Inicial e ao Legião Urbana. “Obrigado, Manaus, eu só tenho o que agradecer”, finalizou.


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