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PARINTINS

Bumbá Caprichoso resgata a tradição da fuga do boi após mais de dez anos

Nas ruas caminharam figuras tradicionais da brincadeira da época de terreiro e quintal e acompanharam o cortejo iniciado no cais do porto até o Curral Zeca Xibelão 22/08/2017 às 21:44
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Foto: Reprodução/Internet
acritica.com Manaus (AM)

O dia do folclore em Parintins é marcado pela fuga do Boi Caprichoso, o resgate da tradição que assinala o encerramento do ciclo campeão de 2017 com a temática “A Poética do Imaginário Caboclo” e prepara a nação azulada para o ciclo seguinte, que inicia no mês de setembro, com as primeiras ações do projeto boi de arena 2018. A brincadeira há mais de dez anos não era realizada e foi resgata pela diretoria do presidente Babá Tupinambá e do vice Jender Lobato.

Nas ruas caminharam figuras tradicionais da brincadeira da época de terreiro e quintal e acompanharam o cortejo iniciado no cais do porto até o Curral Zeca Xibelão. A caminhada reuniu vaqueirada, marujada, lamparineiros que acompanharam o Boi Caprichoso junto com a massa azulada.

Na centenária história do Touro Negro o costume de matar o boi foi quebrado após o apelo emocionado de uma criança. Há mais de 35 anos, quando o padrinho do Caprichoso Dejard Vieira, ao encerrar o ciclo daquele ano com o anuncio da morte do boi viu um menino chorar ao ouvir que o bumbá comandante da brincadeira junina iria morrer. A emoção da criança, então com 8 anos, comove a todos e são essas lágrimas que dão início a nova tradição. Com o boi passando a fugir e não mais a morrer.

“Naquela noite a criança foi dormir sentida e ao chegar no seu quarto percebeu que o boi se escondeu na sua casa. As lágrimas deram lugar ao sorriso, pois o boi dormiu com o menino que deu um novo sentido a tradição do boi-bumbá”.

A história foi contada pelo presidente do Conselho de Arte do Caprichoso, Ericky Nakanome. Ele lembra que a criança é o autônomo Alfredo Vieira, filho de Dejard Vieira, ex-prefeito de Parintins e o padrinho que presenteou o Caprichoso com o primeiro veludo negro.

O presidente do boi Caprichoso Babá Tupinambá durante a solenidade no curral Zeca Xibelão assinou a portaria que decreta o dia 22 de agosto como data permanente para a fuga do Caprichoso. “A data será fixada no dia do Folclore. O dia do Folclore também será o dia do boi Caprichoso”, anuncia Tupinambá.

O auto da fuga do Boi foi um momento emocionante relembrando figuras marcantes da história da agremiação da Francesa e do Palmares como o eterno Tuxaua Zeca Xibelão, o vaqueiro que laça o boi e inicia sua fuga representado pelo diretor de Galpão Jofre Lima.  A madrinha do boi, a coordenadora do departamento Cultural, Odinéa Andrade, lembra também do resgate do gigante, paco-paco e dona Aurora “.

Após a fuga do Caprichoso se apresentaram também cordões de pastorinha, quadrilhas, a escola de arte do Caprichoso e a Banda Canto Parintins.

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