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Casa de boneca: Barbies viram decoração cheia de lembranças

A boneca se tornou extremamente popular em meados da década de 80 e 90 e virou o símbolo de uma geração. Agora também é item de coleções emolduradas 07/11/2015 às 13:30
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Gracinha Amim foi surpreendida pela ideia de decoração da mãe
LOYANA CAMELO Manaus (AM)

Boa parte das meninas que aproveitaram a infância em meados da década de 80 e 90 brincavam com Barbies, ou pelo menos, sonhavam em tê-las. A boneca se tornou extremamente popular e virou o símbolo de uma geração. As mesmas crianças que brincaram com esta, hoje estão crescidas - mas mantêm as lembranças de uma fase marcada pela inocência e que foi vivida na sua plenitude por meio de brincadeiras saudáveis. E quem disse que essas recordações devem ficar esquecidas no fundo do armário? 

Foi esse questionamento que fez Giulietta Pinto Cardoso de Carvalho a si mesma. Dona de uma grande coleção de bonecas Susy - quando esta ainda era a mais famosa no Brasil antes da chegada da Barbie - a psicóloga e psicopedagoga brincou com estas até o início de sua adolescência. Da mesma forma fez sua filha, a funcionária pública Gracinha Amim, já com as Barbies.

Giulietta então chamou a arquiteta Adriana Verão para colocar em prática uma ideia decorativa bem especial e carregada de boas memórias. O resultado foi uma surpresa para a filha: todas as bonecas de Giulietta e de Gracinha foram emolduradas. Viraram decoração permanente dos quartos das duas.

“Esse é o meu quarto de solteira. Então, toda vez que venho aqui, tenho muito viva a minha infância, pois está retratado da forma mais linda aquilo que foi mais significativo para mim durante essa fase. As minhas bonecas representam  meu elo com a minha mãe. Eu não quero nunca que essa lembrança fique esquecida”, frisa Gracinha, sob o olhar emocionado da mãe. Giulietta, por si, mandou emoldurar suas Susys, todas vestidas com roupas de tricô feitas por ela mesma.

Além da brincadeira

O mais interessante da iniciativa desta família é a valorização do ato de brincar - principalmente com bonecas, algo hoje um tanto esquecido em meio a tantos brinquedos com apelo tecnológico. Incentivar a filha a brincar com Barbies tem um significado que vai além da simples diversão. Giulietta Pinto Cardoso de Carvalho já tinha isso em mente desde que ficou grávida, como relembra.

“Logo quando soube que estava grávida de uma menina, pensei em criar um universo feminino e criativo para ela. Brincar de boneca faz isso: trabalha a questão da perspectiva, das relações humanas, da criatividade”, analisa a psicóloga e psicopedagoga. Gracinha passou a levar suas vivências de escola para o brincar com as bonecas, trabalhando emoções e partilhando experiências. A mãe, mais uma vez, estava lá para lhe estimular.

“Eu tinha uma escolinha da Barbie e nela, eu retratava a minha vida. Inclusive, havia uma Barbie em especial com a qual eu passava minhas vivências. As coisas que aconteciam comigo, ‘coincidentemente’, aconteciam com ela também”, diz, aos risos.Isso tudo faz com que a decoração que hoje está na casa de Giulietta tenha um toque  carregado de emoções. “Para você ser uma pessoa bem resolvida, você precisa concluir as etapas da sua vida. E eu vivi essa fase da minha vida de forma muito completa e feliz”, encerra Gracinha.

Saiba +

Lançada em 1959 nos Estados Unidos, a Barbie chegou ao Brasil somente em 1982. Por isso foi tão popular entre meninas que cresceram do meio para o fim dos anos 80 e nos anos 90. Antes do boom da Barbie, quem dominava no Brasil era a Susy - lançada em 1966.

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