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Casais contam o segredo do sucesso em relacionamentos pessoais e artísticos

Dada a proximidade do Dia dos Namorados, o BEM VIVER conversou com alguns casais das artes para entender qual o segredo de se manter em alta o fascínio tanto pelo companheiro quanto pelo artista 09/06/2015 às 10:35
Show 1
Se há um casal que conhece bem a rotina de viagens motivadas pela música é a cantora Karine Aguiar e o baterista Ygor Saunier
Loyana Camelo ---

Da combinação de amor, admiração e companheirismo podem surgir as coisas mais belas. E esse processo é ainda mais frutífero quando os sentimentos são partilhados entre representantes das artes: inspirados e inspiração convivendo no mesmo palco e sob o mesmo teto. Dada a proximidade do Dia dos Namorados, o BEM VIVER conversou com alguns casais das artes para entender qual o segredo de se manter em alta o fascínio tanto pelo companheiro quanto pelo artista.

A cantora May Satier e o tecladista Marco Duarte vivem ao mesmo tempo o deleite da vida de recém-casados e o crescente reconhecimento da banda de rock Lótus, da qual os dois fazem parte. O casal se formou há dois anos, após a entrada de May para a Lótus e ambos perceberam que havia mais em comum do que o gosto musical. Apesar da grande sintonia enquanto músicos e enquanto marido e mulher, May e Marco optam pelo profissionalismo quando o assunto é a banda – tanto, que segundo a cantora, durante os shows, pouca gente percebe que eles são um casal. Só mesmo quando descem do palco.

“A gente separa totalmente. Se há alguma coisa para acertar com a banda, a gente acerta diretamente com todos os integrantes. Durante os shows eu nunca falei que ele era meu marido, a gente não gosta de se expor dessa maneira. A gente não quer tirar o foco da banda”, afirma.

Segundo May, a convivência intensificada não tira o brilho do relacionamento. Pelo contrário, ajuda - principalmente porque a Lótus tem uma agenda cheia, inclusive, às vezes, fora de Manaus. “É muito legal, porque nossos compromissos são sempre juntos. Se precisamos viajar, vamos. Claro que se ele tivesse uma banda em que eu não participasse, eu apoiaria, mas quando a gente faz literalmente tudo junto, tem um gostinho mais especial”.

Unidos pelo jazz

Se há um casal que conhece bem a rotina de viagens motivadas pela música é a cantora Karine Aguiar e o baterista Ygor Saunier. Nos quase sete anos em que estão juntos, eles já percorreram diversos países para divulgar o “jungle jazz”, ritmo que revelou seus talentos para o mundo. O relacionamento iniciou no âmbito da música e floresceu graças à admiração que ambos nutriam um pelo outro. Depois que se conheceram - durante uma audição para a Orquestra da Universidade Federal do Amazonas - não demorou muito para tocarem juntos. Veio o namoro e, há três anos, o casamento.

“O que admiro muito na Karine é a capacidade dela de migrar por vários estilos respeitando a linguagem deles. Se ela vai cantar um standard jazz, ela vai cantar à la Billy Holliday. Se vai cantar MPB, encarna a Elis Regina e faz tão bom quanto. Se vai cantar o rock, também faz perfeitamente bem. O cérebro dela tem essa inteligência”, diz o marido, orgulhoso.

Segundo Saunier, o casal que trabalha junto corre o risco de falar muito disto, porém ele e Karine se policiam bastante para não incorrer no erro. A esposa frisa que a palavra-chave nesses casos é a auto-percepção.

“O trabalho juntos consegue nos manter ainda mais conectados. Essa coisa da arte, essa sensibilidade, acabou por afinar a nossa conexão enquanto homem e mulher. Tanto no trabalho como na vida pessoal. A gente já chegou num nível que basta um olhar para saber o que o outro está sentindo e querendo”, afirma Karine.

Inspiração longeva

Os artistas plásticos Helen Rossy e Buy Chaves são a prova viva de um relacionamento artístico-amoroso de sucesso. Prestes a completar 25 anos de união, eles comandam um ateliê juntos e continuam nutrindo uma admiração imensa pelo trabalho um do outro.

Para Helen, estar casada com alguém cuja profissão é a mesma que a sua (mesmo que em nichos distintos - ele é pintor e ela faz esculturas) não atrapalha em nada. Pelo contrário, é inspirador - ainda mais em se tratando de Buy Chaves, por quem ela não esconde o orgulho que sente.

“Admiro sua capacidade de criação intensa, sua eloquência artística. Uma das coisas que admiro muito nele é que ele sabe pintar com plateia! Até porque nossos processos de criações são bem diferentes, começando pelo horário. Eu gosto do frescor da manhã, já ele gosta de pintar à noite”, revela a artista. “Acredito que o amor é e sempre será inspirador”.


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