Sexta-feira, 30 de Julho de 2021
Cinema

Confira filmes que influenciam as relações dos casais de artistas

As obras cinematográficas podem marcar diversos momentos de uma história a dois, principalmente de casais que já ‘respiram’ arte



karine_BBD5F0B0-D6C8-45EE-95B2-61AC88C52807.JPG O casal de músicos Karine Aguiar e Ygor Saunier preferem assistir comédias, entre elas 'Gente Grande' e 'O Auto da Compadecida' (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)
12/06/2021 às 21:37

Drama, terror, comédia, ação, suspense. Seja qual for o gênero, um filme é capaz de envolver casais e servir como um bom programa para curtir o Dia dos Namorados, celebrado anualmente neste dia 12. As obras cinematográficas podem marcar diversos momentos de uma história a dois, principalmente de casais que já ‘respiram’ arte.

É o caso da cantora e pesquisadora Karine Aguiar e do músico, educador e pesquisador Ygor Saunier. Unidos no amor e no trabalho – desde 2012, os dois excursionam juntos em turnês e gravações no Brasil, nos Estados Unidos e em países da Europa –, eles também encontram no cinema uma paixão em comum. Dentre as produções preferidas, estão “Gente Grande”, “O Auto da Compadecida” e “Fitzcarraldo” (obra que foi filmada em Manaus e inspirou a produção do primeiro DVD da cantora amazonense, "Jungle Jazz: uma sinfonia amazônica", gravado em 2019 no Teatro Amazonas).



“Cada filme/série com os quais nos identificamos falam com a gente de alguma forma. O filme ‘Gente Grande’ nos leva a pensar em nosso futuro com os filhos que pretendemos ter. Já ‘O Auto da Compadecida’ pra nós é particularmente tocante, porque nos faz refletir sobre as nossas falhas humanas e nunca esquecer que o essencial da vida são o companheirismo e a empatia. E ‘Fitzcarraldo’ nos ajuda a nunca perder de vista nosso espírito de realização e de luta pela arte da Amazônia”, pontua Karine.

Conexão com a Vida

A cantora lírica Dhijana Nobre, soprano solista do Festival Amazonas de Ópera (FAO), e o compositor e produtor musical Paulo Marinho também são exemplos de casal cuja história encontra na arte – independentemente de suas formas de expressão – o seu berço. Não à toa, o pedido de casamento foi feito durante a estreia do espetáculo de Natal “Ceci e a Estrela”, em 2017, no palco do grandioso Teatro Amazonas.

Além da música e do teatro, o cinema envolve o romance dos dois. O filme “Meu Amigo Enzo”, dirigido por Simon Curtir e protagonizado por Milo Ventimiglia, entra na lista dos favoritos do casal. Baseado no best-seller “A Arte de Correr na Chuva”, de Garth Stein, a obra aborda a história do piloto de corridas Denny Swift (interpretado por Ventimiglia), que tem um talento especial para dirigir sob a chuva, e decide adotar um filhote de cachorro que encontra na rua. O peludo passa a se chamar Enzo, em homenagem ao criador da Ferrari, e é o responsável por apresentar a sua versão e visão dos fatos durante o longa-metragem.

De acordo com Dhijana, tanto ela quanto o marido relacionam fatos parecidos com suas próprias histórias de vida durante a exibição do filme. “O filme narra a história do relacionamento de um cão com seu dono e nos emociona, principalmente porque vivemos uma história semelhante com os nossos pets”, ressalta.

Sessões em Casa

Mesmo preferindo rituais de cinema em casa, a cantora, compositora e terapeuta Kelly Beatriz Oliveira, mais conhecida como Bia de Sta Maria, e o músico João Roberto Lima, artisticamente chamado de Roberto Shamanti, também contam com obras cinematográficas marcantes em seu relacionamento.

Por ter trabalhado em uma locadora de vídeos quando mais novo, Shamanti é o mais interessado na arte do cinema e quem sempre toma a iniciativa na hora de selecionar os filmes. De acordo com Bia, algumas das produções preferidas do casal foram ‘garimpadas’ por ele, como “A Corrente do Bem”, “As cinco pessoas que você encontra no céu”, “A Chegada” e “Interestelar”.

A artista destaca que filmes são excelentes ferramentas de autoconhecimento, por isso o casal costuma utilizar alguns critérios para escolher os títulos, especialmente depois do pequeno Benjamin nascer. “Eu comecei a exigir um direcionamento maior em relação ao que assistíamos, até porque nosso filhote chegou logo no início do casamento e cadê tempo? Aí fomos criando um consenso: menos filmes, porém melhores pra nós, pra nossa realidade, para os nossos desafios pessoais”, pontua.

Repórter

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