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Casarão de Ideiais

Casarão de Ideias faz lançamento de livro-poesia e estreia o seu cineclube

Dias 17 e 21 deste mês, respectivamente, o ponto de cultura recebe o lançamento do livro "Manaus em Poesia", de Evany Nascimento, e estreia o cineclube CineCasarão, com a exibição de curtas-metragens nortistas e debates 11/10/2016 às 11:15 - Atualizado em 11/10/2016 às 11:18
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O ponto de cultura recebe o lançamento do livro "Manaus em Poesia", de Evany Nascimento
acritica.com

Uma grande casa que está sempre de portas abertas para tudo que envolva arte. Assim é o Casarão de Ideias, que elaborou várias atividades culturais para este mês de outubro, a começar no dia 17, às 20h, com o lançamento do livro-poema "Manaus em Poesia", na sede do Casarão, localizada na rua Monsenhor Coutinho, 275, Centro. A obra é de autoria da professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Evany Nascimento, que por meio de uma boa dose de amor decidiu contar a história da capital amazonense em versos de fácil leitura e compreensão. A entrada em qualquer evento do Casarão de Ideias é gratuita.

De acordo com a autora, o objetivo é apresentar a história da nossa cidade, desde antes da chegada dos europeus até os dias atuais, de uma forma mais leve, lúdica e com uma linguagem simples, para que possa ser compreendida e ser trabalhada em sala de aula por professores e alunos do Ensino Fundamental 2 e Médio. Por quê?

"Porque considero de fundamental importância conhecermos sobre a história da nossa cidade e acredito que o livro-poema pode instigar essa vontade de saber mais. Ele é todo baseado nas leituras que faço sobre a história da cidade desde que comecei a pesquisa sobre os monumentos públicos de Manaus, em 1997. Então, já li muitos livros e queria que outras pessoas também tivessem acesso a essas informações", complementou Evany, que também é autora de "Monumentos Públicos de Manaus", disponível para download no blog Intercidade (intercidade.wordpress.com).

A ideia da nova publicação surgiu a partir de uma oficina de contação de histórias que ministrou em 2014 na Escola Superior de Artes e Turismo - ESAT/UEA.

"Para uma das atividades de contação, eu usei o livro 'Manaus do Rio Negro, a capital da floresta', de Elson Farias, publicado pela Editora Cortez. Eu gosto dessa história porque traz uma cidade-narradora, uma cidade que conta a sua própria história. E ousei adaptar o texto para a poesia. Na época o resultado foram 22 estrofes de quatro versos cada, seguindo a lógica do livro, mas com algumas outras informações que julguei relevantes", contou a docente, que optou pela poesia quase como uma brincadeira.

"Estudei versificação quando era adolescente e arrisco escrever algumas coisas, além dos textos científicos. Gosto de escrever coisas que rimam", complementou. "Manaus em Poesia" estará disponível para venda no dia do lançamento a R$ 10 (cada), tendo incluso ainda um marcador de páginas exclusivo.

Audiovisual contemplado

Com uma vasta experiência profissional voltada ao audiovisual, com passagem pela Indiana Filmes (RJ), do diretor e produtor Marco Altberg, e produções no Canal Brasil, Record e TV Cultural, Walter Fernandes é um dos nomes à frente do cineclube CineCasarão, que será lançado no dia 21, às 18h30, também na sede do ponto de cultura, com a exibição de três curtas-metragens dos gêneros terror e suspense que são de autoria de nortistas. A proposta é fazer ações mensais voltadas ao segmento.

"Já existia um tipo de cineclube no Casarão que era voltado mais para a exibição de filmes com temáticas sociais para debates com um público específico. A ideia é retomar o cineclube somente com o objetivo da discussão cinematográfica que é a real essência de um cineclube", disse Walter Fernandes, acrescentando que após a exibição dos filmes haverá um debate com os realizadores dos filmes: Allan Gomes ("Gritos da Noite"), Ricardo Manjaro ("O Necromante") e Max Michel ("O Compromisso").

"Eles poderão esclarecer seus métodos de produção, suas influências e os seus próximos projetos. Todos estão convidados a participar", explicou.

Ainda segundo o organizador do cineclube, das produções de curtas-metragens que assistiu não viu nada de diferente, tanto na estética quanto na parte técnica, do que é produzido em outras regiões do país.

"O que penso é que deve haver uma interação maior entre os realizadores da cidade. O cineclube é uma forma de incentivar essa comunicação com a realização de debates com o público", opinou. "Deve aumentar a produção. Com o crescimento da produção aumenta-se as chances de surgirem filmes que cativem as curadorias de festivais de cinema pelo Brasil e pelo mundo. Acredito que os encontros entre os realizadores e a conversa com o público após a exibição poderá estimular novas produções e novas parcerias para projetos", concluiu.

Todas as ações são dentro das atividades de manutenção do Casarão de Ideias por meio do prêmio da Fundação Nacional de Artes (Funarte) de Teatro Myriam Muniz 2015.

*Com informações da assessoria de comunicação.

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