Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
Vida

Casas amazônicas ganham exposição em São Paulo

Mostra de fotos pode ser vista no Museu da Casa Brasileira até 8 de setembro



1.gif Eduardo Girão fotografou palafitas e flutuantes.
03/08/2013 às 09:11

Conhecido como colaborador assíduo de revistas de arquitetura e decoração, o fotógrafo Eduardo Girão expõe pela primeira vez os seus olhares sobre a Amazônia. Um acervo de 250 fotografias de habitações ribeirinhas, clicadas pelo paulista ao longo de duas viagens ao município de Nhamundá, pode ser conferido até o dia 8 de setembro, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. A mostra faz parte da quinta edição do projeto “Casas do Brasil”, realizado desde 2006 pelo centro cultural, que se dedica a registrar a diversidade de moradias brasileiras.

Em 2007, Girão esteve em Nhamundá fotografando para uma empresa de cosméticos e percebeu que o material poderia render um projeto maior. Depois de uma tentativa frustrada de tirá-lo do papel, ele conseguiu retornar ao município amazonense, no fim de janeiro deste ano, graças ao convite do Museu da Casa Brasileira. “Na primeira vez, eu estava mais focado na composição das casas com a natureza; desta vez, voltei para conhecer as moradias por dentro”, explica.

Vida simples e bela

Durante a experiência, Girão pode notar como o ritmo das águas muda a vida dos ribeirinhos. “Vi que não podemos confundir escassez com simplicidade. Uma vez que eles precisam abandonar suas casas em determinadas épocas do ano, os ribeirinhos não acumulam nada de supérfluo. A vida é mais simples e bela. São coisas que estava desacostumado a ver morando em São Paulo”, relatou.

Íntimo da Arquitetura, o fotógrafo encontrou similaridades entre as palafitas da Amazônia e do Vietnã, país que ele visitou em 2012. “Os moradores sobrevivem e constroem em virtude da natureza que os cerca. São arquiteturas simples, mas funcionais”.

Águas de Raphael Alves

O ensaio fotográfico “Quando as águas...”, do amazonense Raphael Alves, está entre os dois selecionados do Brasil para a “Muestra Itinerante Iberoamericana Saltando Muros”, que até 2015 vai circular por centros culturais da Espanha, México, Uruguai, Argentina, Chile, dentre outros países.

As seis fotos selecionadas saíram de um arquivo de mais de 400 que Alves vai usar no seu projeto de conclusão de mestrado na London College of Communication. “A proposta é registrar como as pessoas se comportam com a água, que é fonte de sustento, transporte e diversão, mas também alvo do descuido”, explica.

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