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CDA celebra 15 anos com apresentação de espetáculos no Teatro Amazonas

A programação especial, com entrada franca, faz parte das comemorações pelos 15 anos da Cia. de Dança do Amazonas (CDA), completados em 2013 05/03/2013 às 08:50
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CDA celebra 15 anos de muita dança
Gabriel Machado ---

Símbolo da cultura do Estado, o Teatro Amazonas (Largo de São Sebastião, Centro) será tomado pela dança neste final de semana com as apresentações dos espetáculos “Descanso eterno”, “Um outro tempo” e “Milongas”. A programação especial, com entrada franca, faz parte das comemorações pelos 15 anos da Cia. de Dança do Amazonas (CDA), completados em 2013.

“O CDA está com uma programação extensa durante todo o ano, dividida em três temporadas. Nesta primeira parte, vamos dar ênfase a coreografias de três amazonenses, frutos de toda essa construção pela qual a companhia passou durante esses 15 anos”, comentou Monique Andrade, diretora do CDA e responsável por “Milongas”.

A série de espetáculos inicia nesta sexta-feira (07), a partir das 20h, com a apresentação de “Descanso eterno”. Assinado por André Duarte, o balé, destaque do Festival de Ópera do ano passado, é uma adaptação do célebre “Requiem”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

Conceito de tempo


Já no sábado (08), no mesmo horário, é a vez do público reassistir a “Um outro tempo”, de autoria de Adriana Góes. Encenada na edição de 2012 do Festival Amazonas de Dança (FAD), a obra é baseada em uma pesquisa, desenvolvida pela bailarina, sobre a teoria do filósofo Henri Bergson.

“A vida é um movimento constante e o espetáculo mostra o tempo do ponto de vista psicológico em que a nossa vida está constituída, no qual momentos importantes são registrados. Tudo externado através dos movimentos”, explicou a bailarina e coreógrafa.

Ritmo latino

Por fim, no domingo (09), às 19h, uma mistura de tango, dança contemporânea e dança de salão invadirá o anfiteatro com “Milongas”. Com 45 minutos de duração, o espetáculo de Monique tem trilha sonora formada por músicas do grupo Bajofondo e conta com a introdução do salto no lugar das sapatilhas.

“Queremos chamar a atenção do público realizando uma apresentação mais popular, além de promover uma fusão do contemporâneo com o tango e transportar o público para as salas de dança de salão”, destacou a diretora do CDA.

Evolução


Com 13 anos integrando a equipe da companhia, sete como diretora, Monique avalia o crescimento do CDA como sendo “assustador”. “A CDA. conseguiu, acima de tudo, proporcionar um entendimento sobre o que é um grupo de dança profissional. A Secretaria de Cultura (SEC) nos deu a oportunidade de várias experiências, que ajudaram os intérpretes a desenvolverem os seus trabalhos”, apontou, lembrando dos intercâmbios culturais e dos diversos convidados especiais que já passaram pelo corpo de dança.

Além disso, a diretora defende a ideia de que as ações da companhia tiveram papel fundamental no crescimento da dança no Amazonas. “Os bailarinos aproveitam essas oportunidades e alguns, inclusive, já estão começando seus grupos independentes e se tornando professores tanto do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro (LAOCS) como da Universidade Estadual do Amazonas (UEA). É uma gama no mercado de trabalho que só tende a crescer”, finalizou ela.

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