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Celebridades aderem ao 'joãozinho' e encorajam mulheres a radicalizar o visual

Beyoncé, Rihanna e Anne Hathaway, entre outras estrelas do cinema e da música, fizeram o corte ficar mais popular nos salões de beleza, mostrando que mesmo com o cabelo curto é possível continuar feminina e estilosa. 18/08/2013 às 17:41
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A arquiteta e professora de inglês, Lorena Pimentel aderiu ao corte se inspirando em uma celebridade
Mônica Dias ---

Na madrugada do dia 8 deste mês, a cantora norte-americana Beyoncé chocou os fãs ao radicalizar o visual. A pop star colocou uma foto em seu Instagram exibindo um corte Joãozinho, bem diferente das madeixas longas e volumosas que costumava ostentar. O modelo curtinho aderido pela cantora já vem fazendo a cabeça de várias celebridades nos últimos tempos, como Anne Hathaway e Rihanna, mostrando que é possível unir a beleza e glamour com a praticidade e estilo do corte sem perder o ar jovial.

A tendência das estrelas acabou chegando aos salões de beleza e o modelo, antes evitado pela maioria das mulheres, agora é um dos mais pedidos e mantidos, como afirma a cabeleireira Cecy Procópio. “O número de pessoas que tem sentido a vontade de radicalizar aumentou nos últimos tempos. Geralmente elas chegam com muito medo, mas saem muito felizes. É difícil cortar, mas, depois que decidem, elas não querem outra coisa”, disse a profissional, que usa Joãozinho há 10 anos.

Uma das que perdeu o medo se inspirando em uma celebridade foi a arquiteta e professora de inglês Lorena Pimentel, de 23 anos, que se inspirou na atriz Ginnifer Goodwin e aderiu definitivamente ao modelo. “Desde a primeira vez que fui ao salão levei fotos da atriz. Ela mantém o cabelo Joãozinho há mais de três anos e sempre encontra um jeito sutil de inovar o corte”.

Seguindo a linha das clientes de Cecy, Lorena confessou que demorou a tomar coragem, mas agora pretende manter o joãozinho. “Sempre tive vontade de cortar o cabelo bem curtinho, mas tinha medo que não ficasse legal com o formato do meu rosto, que é oval. Em maio de 2012 resolvi sair da zona de conforto e me arriscar. Agora, não consigo mais me imaginar usando um cabelo que não seja algo além de uma variação do corte”.

Se inspirando na Rihanna, a professora de história Jéssyka Samya, de 22 anos, também perdeu o medo e se rendeu ao modelo. “Já tinha tentado cortar antes, mas nunca conseguia, porque meu cabelo é cacheado e é difícil encontrar um cabeleireiro que acerte. Vi o novo corte da Rihanna e resolvi arriscar. Meus olhos também são verdes, como os dela, e ficaram bem mais destacados, eu adorei!”.

Vaidade e feminilidade

Há quem diga que cabelo curto deixa a mulher mais masculina, mas isso não é verdade. Com as roupas, maquiagem e assessórios corretos, o corte pode deixar a mulher ainda mais feminina que com cabelo grande. “Estou usando mais vestidos e agora, e caprichando na maquiagem. Na verdade, sinto bem mais vontade de me arrumar agora”, disse Jéssyka.

Adepta e “viciada” no corte há três anos, a estudante de artes plásticas Maria Luiza Prazeres, de 20 anos, diz que nunca se sentiu tão feliz e bonita. Por detestar cabelo na nuca, a universitária vivia usando o cabelo preso quando ele era grande, e acabou variando mais de penteado com o cabelo menor. “Nunca me senti tão bem! Eu praticamente mudo de corte a cada dois meses, porque meu cabelo cresce muito rápido. Quando quero fazer algo diferente uso pomada, uma escova diferente ou grampos”.

Lorena também não fica limitada ao mesmo penteado e sempre varia a produção. “Quando não estou com vontade de usar franja, passo um pouquinho de pomada modeladora e penteio para o lado ou para trás. E sempre peço para o cabeleireiro deixar as mechas do topo da minha cabeça com o comprimento maior, assim, quando quero sair do convencional só preciso passar a chapinha e um pouco de fixador pra criar um topete ou um moicano falso, o fauxhawk. Adoro saber que posso sair do visual mais clássico e usar algo moderno (e vice-versa) em poucos instantes”.

Entre as vantagens do joãozinho, as belas afirmam que são inúmeras: Para Jéssyka, que tem o cabelo cacheado, ficou muito mais fácil hidratar e cuidar dos fios, “você acorda e tá pronto”, afirmou. Lorena enfatiza quase não gasta tempo arrumando as madeixas e sofre bem menos com o calor de Manaus. Além dos exemplos já citados, Maria Luiza, que adora cortar o cabelo, e ainda se diverte todo mês, quando precisa retocar o corte.

Como você teve coragem?

Apesar de estar em alta, o Joãozinho ainda surpreende muitas pessoas. A maioria dos amigos e familiares de Maria Luiza ficou incrédula quando ela resolveu “radicalizar”. “Muita gente falou que ficou horrível, que eu parecia um menino, mas depois de um tempo ficaram mais abertas ao novo comprimento de cabelo e me elogiaram bastante, o que era bem estranho”, brincou.

Com Jéssyka não foi diferente. Tirando a mãe da professora, que também costumava fazer o corte, todos estranharam no começo. “A maioria das pessoas que viram não gostou, fala que é cabelo de menino, perguntam por que eu fiz isso, mas depois vão se acostumando e acabam gostando do corte”.Para Lorena, esses comentários não são motivo de preocupação. Muito segura de si, a arquiteta se importa apenas em se sentir bem com o cabelo que escolheu.

“Ainda vivemos em uma sociedade bastante apegada ao conceito de que quanto mais cabelo a mulher tem, mais feminina ela é. Às vezes encontro algum conhecido que entra em choque ao me ver, que pergunta o porquê de eu ter feito isso, mas eu procuro tirar por menos, porque o meu cabelo é uma pauta que não está aberta pra discussão pra quem não gosta dele”.


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