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Charme e sofisticação marcam abertura do Festival de Jazz em Manaus

Dois ícones do jazz abrem o festival nesta terça-feira (23) em Manaus. O festival tem programação até o dia 2 de agosto 24/07/2013 às 17:56
Show 1
Saxofonista cubano Felipe Lamoglia, no Festival de Jazz
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Requinte e sofisticação musical foram o marco da abertura da 8ª edição do Festival Amazonas Jazz (FAJ) na capital amazonense, que aconteceu na noite desta terça (23), a partir das 19h. A apresentação intimista e vibrante do saxofonista cubano Felipe Lamoglia juntou-se ao charme do jazz vanguardista do ícone mundial Bennie Maupin, colorindo com música o palco do Teatro Amazonas. Aproximadamente 500 pessoas compareceram ao primeiro dia do festival em Manaus – que teve início no município de Manacapuru neste último sábado (20).

A primeira apresentação da noite pertenceu à Felipe Lamoglia. Com um currículo artístico vasto, que inclui a obtenção de um Grammy em 2008, Lamoglia serviu ao público presente um caldeirão de elementos rítmicos, que passearam por diversas vezes entre a bossa nova e recordavam salsa, merengue e música caribenha, subsidiados pelo jazz contemporâneo.

Acompanhado da orquestra Amazonas Band sob a regência do maestro e diretor artístico do festival, Rui Carvalho, o cubano fez expressivas releituras de músicas jazzistas mescladas à ‘latinidade’ do povo cubano. Em momentos seletos da apresentação, os pandeiros da orquestra entravam em contraste com o jazz, enquanto os instrumentos de sopro, como saxofones e trompetes, reagiam às lembranças da bossa nova e do samba brasileiro.

Um dos momentos chaves da apresentação de Lamoglia despontou com a canção “O morro não tem vez” do poeta Vinícius de Moraes, escolhido como figura propulsora desta edição, devido a comemoração de seu centenário, completado em 2013. Em entrevista ao acritica.com Felipe - que já morou no Brasil mas que está em sua primeira vez na capital do Amazonas - afirmou ter vivenciado uma experiência maravilhosa, alegando que o resultado obtido em sua estreia no festival transcendeu as suas expectativas.

Segundo ele, o aprendizado obtido sobre música em solos brasileiros o torna grato e apto para devolver aos apreciadores do segmento no país o agradecimento em forma de canção. “Para mim é uma experiência maravilhosa, porque eu aprendi muito sobre música aqui no Brasil e Vinícius é um dos compositores que eu mais tenho interpretado, com sua valorosa arte. É maravilhoso poder voltar ao Brasil e expressar minha música após tudo o que eu aprendi neste país”, ressaltou o saxofonista.

Questionado acerca da fusão de ritmos oferecida à plateia, Lamoglia justificou que a riqueza cultural no Brasil inspira sensações variadas através de sua diversidade. “O Brasil é um país muito amplo, com muita melodia, abundância de cores, harmonia e compositores. É fantástico poder misturar música brasileira e música cubana ao jazz”, pontuou o artista, lembrando da canção que mais o fez vibrar durante o espetáculo. “Uma canção chamada ‘Nostalgia’ foi simplesmente maravilhosa no palco. A orquestra colocou o ritmo brasileiro e a música ficou muito boa”, ponderou Felipe.

O encerramento da primeira noite do festival ficou a cargo do multi-instrumentista norte-americano Bennie Maupin. Considerado um dos pilares da música jazzista mundial, o artista acompanhou de perto a efervescência do jazz nos Estados Unidos, país de origem do estilo. O espetáculo de Maupin seguiu acompanhado do charme do jazz saudosista e de percussões que se encarregaram de dar o tom afro ao show. Canções como ‘Early Reflections’ e ‘Penumbra’, estiveram presentes no repertório do artista.


Repertório acadêmico

Para o titular da Secretaria de Cultura do Amazonas, Robério Braga, o tópico mais importante a ser ressaltado nesta edição do festival é a programação acadêmica que envolve workshops, palestras e debates com os artistas que participam do evento. “Conseguimos este ano, numa oficina de percussão, a participação de jovens da nossa orquestra de percussão de surdos. Jovens amazonenses que iniciaram um trabalho há mais ou menos dois anos e que trazem excelentes resultados nas oficinas”, assegurou Braga.

Segundo Robério, atividades referentes ao festival  já foram realizadas em municípios do interior como Itacoatiara, Codajás e Itapiranga. Em cada edição, uma cidade interiorana é contemplada, conforme ele. Porém, ele observa que este ano a contemplação é diferente. “O que estamos fazendo a partir deste ano é invertendo as atividades: os festivais estão indo para o interior e executando as atividades na capital. Já estamos virando esse pólo. Ao invés de nós irmos com apenas algumas atividades para o interior, nós estamos fazendo uma inversão”, pontuou.

Em relação à aceitação do público ao festival, o secretário afirma perceber preocupação com duas vertentes: com o entretenimento e a troca de experiências. “Um dos artistas que se apresentaram aqui é vencedor de um Grammy, que representa o Oscar da música. O intercâmbio estabelecido com os artistas que trabalham e atuam tanto em Manaus quanto em Manacapuru é importantíssimo. O conhecimento, a troca, a acessibilidade de profissionais desse nível faz com que eles percebam o mundo ao redor deles naquele momento e a possibilidade de extrair dali contribuições para suas novas produções artísticas”, concluiu Robério.

O maestro Rui Carvalho, que está à frente da direção artística do festival desde sua primeira edição, avaliou que o evento se torna cada vez mais parte do legado contemporâneo da Manaus atual.  “O jazz é uma forma de expressão internacionalizada e nós procuramos sempre trazer para o festival uma diversidade de estilos dentro deste gênero”, comentou o maestro.

Sobre o caldeirão de ritmos servidos por Felipe Lamoglia que fez vibrar a plateia, o regente afirma ‘ter dado bastante trabalho’. “A música do Felipe é particularmente complexa, mas nós começamos a trabalhar lentamente, para entendermos o que estávamos fazendo, até chegar ao ponto em que dissemos ‘simplesmente está muito bom, vamos levar para a cena’. Ele (Felipe) me disse que se surpreendeu, que se saiu melhor do que esperava. Ele já estava contando com o resultado, mas no palco ficou mais contente ainda, o que garantiu seu desempenho. Acho que deve ser aquela adrenalina típica do palco, e ele tocou com muito querer e dedicação”, completou Carvalho.

Impressões


Em meio à plateia presente no primeiro dia do festival em Manaus estava o estudante Heber Miranda. Ele afirma ser a primeira vez em que assiste o festival, e classificou as apresentações como ‘espetaculares’. “Gostei da apresentação em geral e da incrível fusão de ritmos”, pontuou. De visita à capital amazonense, a editora de texto Cida Mazão, de São Paulo, disse ter participado das oficinas promovidas pelo evento e aprovado. “Os nomes escolhidos são nomes conhecidos do jazz mundial, o que é muito bacana e interessante. Aqui foi mostrado o gênero em sua forma real e contemporânea”, finalizou.

O festival tem programação até o dia 2 de agosto, tendo como principal homenageado o poeta, compositor, embaixador e um dos ícones da cultura brasileira, Vinícius de Moraes, no ano do centenário de seu nascimento. Os shows – dois por noite – acontecerão sempre às 19h e às 20h30.

Confira toda a programação.

Serviço

O que: Espetáculos do Festival Amazonas de Jazz (FAJ)

Quando: De 23 de julho até 2 de agosto

Onde: Teatro Amazonas, Praça São Sebastião, Centro



Requinte e sofisticação foram omarco da abertura da 8ª edição do Festival Amazonas Jazz (FAJ) na capitalamazonense. A apresentação intimista e vibrante do saxofonista cubano FelipeLamoglia juntou-se ao charme do jazz vanguardista de Bennie Maupin, colorindo commúsica o palco do Teatro Amazonas. Aproximadamente 500 pessoas compareceram aoprimeiro dia do festival em Manaus – que teve início no município de Manacapuruneste último sábado (20).


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