Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
Vida

Choro de Villa-Lobos estreia no Teatro Amazonas

Amazonas Filarmônica executa obra rara do brasileiro no primeiro de três concertos que realiza esta semana



1.jpg 'Choros nº11' será executado pela primeira vez no Teatro Amazonas
05/09/2013 às 12:28

Demorou dois anos até que a Amazonas Filarmônica encontrasse um pianista disposto a executar o solo de “Choros nº 11”, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959). O único a topar o desafio foi o paulista Paulo Henrique Almeida, e nesta quinta-feira (5), às 20h, ele divide o palco do Teatro Amazonas com a orquestra para apresentar essa que é uma das mais difíceis obras do compositor carioca.

O “Choros nº 11 para piano e orquestra” foi composto em 1928, e sua execução dá continuidade ao projeto “Integral Choros de Villa-Lobos”, iniciado pela Amazonas Filarmônica no final de 2011. Almeida, no papel de solista do espetáculo, reconhece as dificuldades que a empreitada oferece.



“É uma obra superdifícil porque é muito longa, com mais de uma hora de duração. E, diferente de um concerto comum, a música não para entre um movimento e outro”, explica o músico, que ficou surpreso logo após receber a proposta de executar a peça: “Primeiro fiquei assustado com o tamanho da coisa, mas foi conforme fui aprendendo, fui gostando cada vez mais da música. Afinal, gostei muito do convite”, assevera ele.

Marcelo de Jesus, que rege o espetáculo de hoje, ressalta o desafio representado pela obra de Villa-Lobos. “É uma música extremamente difícil, para o solista e para a orquestra, e o fato de não parar nunca dificulta ainda mais. É um tour de force para todos os envolvidos”, diz.

RaridadePara se ter uma ideia da dificuldade de “Choros nº 11”, esta será a terceira vez que a peça de Villa-Lobos é executada em concerto no Brasil – as duas anteriores, em São Paulo e no Rio de Janeiro, aconteceram décadas atrás. A obra tem apenas três registros fonográficos: um do próprio Villa-Lobos, outro da Osesp com solo de Cristina Ortiz, e um terceiro de uma orquestra finlandesa.

A despeito do virtuosismo exigido, a peça é agradável para o espectador. “É uma música bem animada, de que a plateia gosta bastante. Tem muitos instrumentos de percussão e não para em momento algum”, antecipa Almeida.

Hino de Manaus
O “Concerto da Independência”, que acontece no sábado, às 20h, também terá uma estreia: a do Hino Municipal de Manaus, que ganhou arranjos para orquestra de Otávio Simões, maestro assistente da Amazonas Filarmônica. No palco, ele regerá ainda o hino Nacional, o Hino da Independência, o Hino do Amazonas. Em seguida, De Jesus rege o “Choros nº 10 (Rasga o coração” e “Mandu-Çarará”, ambos de Villa-Lobos.

Tributo
O último concerto da Série Guaraná 10 esta semana será no domingo, às 19h, em homenagem a Luiz Fernando Malheiro, titular da Amazonas Filarmônica, por seus 30 anos de carreira.

 


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