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Choro de Villa-Lobos estreia no Teatro Amazonas

Amazonas Filarmônica executa obra rara do brasileiro no primeiro de três concertos que realiza esta semana 05/09/2013 às 12:28
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'Choros nº11' será executado pela primeira vez no Teatro Amazonas
JONY CLAY BORGES Manaus

Demorou dois anos até que a Amazonas Filarmônica encontrasse um pianista disposto a executar o solo de “Choros nº 11”, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959). O único a topar o desafio foi o paulista Paulo Henrique Almeida, e nesta quinta-feira (5), às 20h, ele divide o palco do Teatro Amazonas com a orquestra para apresentar essa que é uma das mais difíceis obras do compositor carioca.

O “Choros nº 11 para piano e orquestra” foi composto em 1928, e sua execução dá continuidade ao projeto “Integral Choros de Villa-Lobos”, iniciado pela Amazonas Filarmônica no final de 2011. Almeida, no papel de solista do espetáculo, reconhece as dificuldades que a empreitada oferece.

“É uma obra superdifícil porque é muito longa, com mais de uma hora de duração. E, diferente de um concerto comum, a música não para entre um movimento e outro”, explica o músico, que ficou surpreso logo após receber a proposta de executar a peça: “Primeiro fiquei assustado com o tamanho da coisa, mas foi conforme fui aprendendo, fui gostando cada vez mais da música. Afinal, gostei muito do convite”, assevera ele.

Marcelo de Jesus, que rege o espetáculo de hoje, ressalta o desafio representado pela obra de Villa-Lobos. “É uma música extremamente difícil, para o solista e para a orquestra, e o fato de não parar nunca dificulta ainda mais. É um tour de force para todos os envolvidos”, diz.

RaridadePara se ter uma ideia da dificuldade de “Choros nº 11”, esta será a terceira vez que a peça de Villa-Lobos é executada em concerto no Brasil – as duas anteriores, em São Paulo e no Rio de Janeiro, aconteceram décadas atrás. A obra tem apenas três registros fonográficos: um do próprio Villa-Lobos, outro da Osesp com solo de Cristina Ortiz, e um terceiro de uma orquestra finlandesa.

A despeito do virtuosismo exigido, a peça é agradável para o espectador. “É uma música bem animada, de que a plateia gosta bastante. Tem muitos instrumentos de percussão e não para em momento algum”, antecipa Almeida.

Hino de Manaus
O “Concerto da Independência”, que acontece no sábado, às 20h, também terá uma estreia: a do Hino Municipal de Manaus, que ganhou arranjos para orquestra de Otávio Simões, maestro assistente da Amazonas Filarmônica. No palco, ele regerá ainda o hino Nacional, o Hino da Independência, o Hino do Amazonas. Em seguida, De Jesus rege o “Choros nº 10 (Rasga o coração” e “Mandu-Çarará”, ambos de Villa-Lobos.

Tributo
O último concerto da Série Guaraná 10 esta semana será no domingo, às 19h, em homenagem a Luiz Fernando Malheiro, titular da Amazonas Filarmônica, por seus 30 anos de carreira.

 

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