Domingo, 18 de Agosto de 2019
Vida

Cia. Cacos de Teatro se prepara para novos desafios com espetáculo sob direção renomada

Cia local troca experiência com renomados diretores teatrais do Brasil e prepara novo espetáculo para o mês de julho



1.jpg A companhia, em seu espaço de ensaio testa novas possibilidades
06/05/2013 às 10:55

A Cia Cacos de Teatro está passando por um processo de reinvenção de seus artistas. Dessa descoberta, ainda em fase embrionária, surgirá o novo espetáculo do grupo, que trabalhará “zonas” pouco exploradas. Os responsáveis por “provocarem” essa metamorfose na linha de atuação da companhia são Fabiano de Freitas e Marcio Abreu, ambos de renome no cenário teatral nacional, que estavam na cidade até a última sexta-feira, participando do processo de estudos do grupo. Os dois assinam a direção artística da próxima produção da Cacos, que ainda é um mistério para todos, pois tudo está sendo desenvolvido de forma conjunta, colaborativa, com troca de conhecimentos.

“A gente está numa fase inicial de reconhecimento, do que o trabalho pode vir a ser, de como pode ser conduzido. É uma fase embrionária. Esse segundo contato é importante, de virmos para a cidade deles, porque a ideia é que esse trabalho seja deles, da Cacos, com as potencialidades que eles têm, com o que eles são. Nesse período, nós estamos estimulando essas potencialidades que percebemos ao logo dos dias”, declarou Marcio Abreu.

Criação

Diretor da badalada peça “Esta criança” – faturou três premiações na última edição do Prêmio Shell de Teatro (atriz, direção e cenário) –, protagonizada pela atriz Renata Sorrah, Abreu contou que “esse trabalho pretende ser aquilo que puder ser, a partir dessas potencialidades. Ainda não temos nada, nem um título, temática...”, complementou. O primeiro encontro da Cacos com os diretores ocorreu no início do ano, no Rio de Janeiro.

Ainda segundo o carioca, radicado em Curitiba, ele acredita que pode colaborar fazendo com que o grupo se aproxime do universo da palavra, elemento que abandonaram – por opção – nas últimas produções. “A gente está discutindo bastante sobre isso. Temos trabalhado, tecnicamente, aos poucos, essa dimensão da palavra no corpo, a voz como parte do corpo, a palavra não dissociada da presença física”.

Linguagem

Integrante da companhia, Dyego Monnzaho, contou que eles estão determinados em utilizar a palavra, mas que a tarefa está sendo árdua. “É como uma musculatura que não estava sendo trabalhada. Ela está frágil, estamos sofrendo, mas correndo atrás de uma possibilidade de entendimento. Talvez não seja aqui que a gente encontre o lugar dessa palavra, porém, pelo menos, estamos na tentativa de despertar e ativar musculaturas”, disse.

“A introdução da palavra é sem dúvida o ponto mais forte da nossa próxima encenação, porque é uma questão que estava afastada e que afastamos conscientemente, porque não encontrávamos uma palavra que desse conta do nosso corpo”, complementou Francis Madson, também membro da Cacos.

Parceiros

De acordo com o diretor do grupo carioca Teatro de Extremos, Fabiano de Freitas, o projeto não acontece diante só da presença dele e de Abreu, porque a Cacos trabalha com o desenvolvimento de linguagem. “Isso é muito anterior a nossa presença. O que fazemos é o exercício de encontro. Eu tenho uma experiência, o Marcio tem outra e eles outras, e fazemos elas (experiências) se encontrarem aqui”.

Apresentação

O próximo encontro entre os direitos e os atores está marcado para o final do mês de junho. A previsão de lançamento é para julho, tendo apresentações em Manaus, Brasília, Porto Velho e Rio de Janeiro.

Enquanto isso, a Cacos continua com seus exercícios e se colocando em risco, saindo da trilha que estavam acostumados a caminhar. É importante destacar que a direção em nenhum momento será feita a distância, mas que todos os envolvidos estão em constante contato, por meio das redes sociais, telefone, e-mail e outras ferramentas.

Circulação pelo Brasil

Depois de realizar em 2012 uma turnê por dez cidades brasileiras e cinco países da América Latina, a Cia Cacos irá cumprir uma agenda de apresentações, oficinas, vivências e debates que irão contemplar mais de 20 cidades brasileiras, entre capitais e municípios. A companhia viaja esse ano para dez cidades/Estados do País por meio do projeto Sesc Amazônia das Artes, com o espetáculo “Mãe in loco” (este mês e agosto) – solo de Carol Santa Ana.

Além disso, o espetáculo “A cruz e moça” – do coreógrafo Ricardo Risuenho – também vai passar por 13 cidades/Estados em junho de 2013, por meio do prêmio Klauss Vianna/2012 Funarte. A Cacos também está fechando algumas participações em grandes eventos e temporadas em outros Estados.

Processo em total conjunto

De acordo com Marcio Abreu, ele e Fabiano de Freitas não vieram até Manaus para “dirigir” o trabalho ou dizer o que vai acontecer. “Estamos encontrando um coletivo artístico e entendendo o que pode acontecer desse encontro”, disse. “O importante é que eles estão se reinventando, como todos nos artistas, que fazemos isso a cada trabalho e momento da vida. Estamos tendo o prazer de ser provocador dessa reinvenção”, complementou Freitas.



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