Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
Projeto Jovem Cidadão

Cidadãos na força da arte

Experiências de projeto afastam estudantes dos riscos das ruas e trazem à tona diferentes talentos em Manaus



1.jpg Railton Ferreira gosta de dançar e aproveita para exercitar-se no Jovem Cidadão
14/09/2013 às 10:22

Emily Vitória, 13, faz arte no contraturno da escola e Railton Ferreira, 14, faz dança após o horário de aulas. O que os dois têm em comum é que estão na faixa etária em que são mais vulneráveis a situações de risco, mas usam a arte e a dança como ferramentas para a proteção social. Há dois anos, ambos participam do projeto Jovem Cidadão, coordenado pelo Conselho de Desenvolvimento Humano (CDH).

Nas aulas de artes visuais, Emily, que está no 9º ano, aprendeu várias técnicas para criar diversas obras. A habilidade com o desenho e a pintura foi se aperfeiçoando na adolescente, que estuda na Escola Estadual Luizinha Nascimento, com o passar do tempo.

 “Eu desenhava antes, mas desconhecia técnicas usadas para criar obras como a de mosaico e também não me interessava tanto por isso. O projeto me despertou esse interesse. Depois das aulas ocupo meu tempo com as artes. Isso acaba ajudando nos estudos, pois fazer arte exige concentração e isso é importante para estudar”, falou.

Uma das obras de arte criada por Emily estava entre outras dos demais alunos na 3ª Mostra de Resultados do Projeto Jovem Cidadão, das escolas do Distrito 1. O evento foi realizado na manhã de ontem na Escola Estadual Ruy Araújo. Na mostra, cerca de 300 alunos apresentaram o que estão aprendendo no projeto.

“O projeto veio para afastar o aluno de situações de risco e proteger aquele aluno que depois da aula ficava a mercê de pessoas de má índole. O Jovem Cidadão trouxe o aluno para a educação integral e o faz desenvolver habilidades e o ajuda a ser um cidadão melhor e também a ter um desempenho melhor na sala de aula”, acrescentou Chirley Costa, coordenadora das escolas do Distrito 1.

Dança

Railton Ferreira, 14, que também está no 9º ano, conta que se sente mais feliz quando ocupa seu tempo com a dança, pois tem o ajudado se relacionar melhor com as pessoas quando está fora da sala de aula. A habilidade, segundo ele, já tinha desde os sete anos.

“Sempre gostei de dançar e me apresentar, embora eu queira ser advogado. Mas tem me ajudado a se relacionar melhor com as pessoas porque tem tirado timidez. Além disso, tem me ajudado a ocupar meu tempo com algo divertido e não com algo que não vai me ajudar em nada”, disse o estudante, da Escola Estadual Antônio Teles de Souza.

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