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Cinco lições importantes sobre dinheiro para ensinar à família

Tio escreveu uma carta com lições de vida para a sobrinha que pediu de aniversário alguns milhares de dólares em vales presentes. Um dos conselhos do tio foi pedir para jovem ler dois livros sobre finanças pessoais que ele havia enviado, e escrever uma página sobre cada 04/07/2016 às 11:49
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Ron Lieber © 2016 New York Times News Service

Quando Joe Olivier perguntou à sobrinha o que ela queria como presente de formatura no ensino médio neste ano, ela pediu alguns milhares de dólares em vales presentes. Em vez disso, recebeu uma carta.

A mensagem trazia uma lista de tarefas preparada pelo tio carinhoso: ler dois livros sobre finanças pessoais que ele havia enviado, e escrever uma página sobre cada. Depois, fazer um curso de contabilidade na internet e passar no teste. Quando essas tarefas estivessem prontas, somente então ele abriria uma conta corrente no nome da sobrinha e depositaria algum dinheiro.

Eu já escrevi sobre o valor de preparar e entregar a carta falando em dinheiro, na qual o pai ou um parente dá conselhos financeiros aprendidos a duras penas. Eu também pedi aos leitores que enviassem as cartas que escreveram ou leram.

Sinta-se à vontade para tomar emprestados os conselhos dos seguintes redatores quando chegar a hora de escrever a sua própria carta:

EMOÇÕES

Olivier recorreu a uma carta por temer que a conversa importante sobre dinheiro entrasse por um ouvido e saisse por outro. "O problema da garotada de hoje em dia é quando você se senta e começa a falar, seus olhos ficam vidrados porque eles só conseguem manter a atenção por alguns instantes."

Olivier, 55 anos, reconheceu que logo ficou sério ao escrever à sobrinha, que vai estudar na Universidade da Louisiana, campus de Lafayette. "Dinheiro e finanças costumam vir envolvidos com muitas emoções para todos, e as suas perspectivas sobre essas questões mudaram desde que você nasceu", ele escreveu.

Por que começar assim? Porque um dos conflitos mais comuns envolvendo dinheiro nas famílias é a sua escassez. "Geralmente, nunca há dinheiro suficiente. A garotada sabe disso."

E percebe isso muito tempo antes de ter conhecimento técnico sobre como gerenciar o dinheiro com responsabilidade. Educados em sentimentos antes das finanças, não chega a causar surpresas que eles, às vezes, tomem decisões emocionais sobre quanto pedir emprestado para a faculdade ou no que gastar quando entram e saem de lá.

Olivier sugeriu que os adultos precisam tornar o assunto muito mais tranquilo, bem antes de escrever qualquer carta. "Procure ser sincero com os filhos a respeito do orçamento e da situação financeira da família", ele afirma.

SEXO

Quando os dois filhos saíram de casa para fazer a faculdade, George Bohmfalk deu a cada um deles uma carta com alguns conselhos. Entre eles, estavam estes: "Em conjunto com o sexo, o dinheiro parece causar mais problemas do que todas as outras coisas juntas. E ambos são ótimos quando tratados adequadamente", escreveu o pai.

Bohmfalk também mencionou algumas palavras para seguir à risca, que um amigo médico lhe disse muitos anos antes: um cônjuge, uma casa. "Tantos dos nossos amigos tinham casa de praia, casa no interior ou um avião e um divórcio ou dois. De repente, tinham de trabalhar até caírem duros."

Bohmfalk, ex-neurocirurgião que mora em Charlotte, Carolina do Norte, se aposentou da medicina ao completar 50 anos.

RISCO

Outra coisa que sexo e dinheiro têm em comum é que ambos costumam envolver certa quantidade de risco. Não existe nada errado em tomar cuidado, levando em consideração as apostas financeiras. Na maioria dos casos, na verdade, o risco é necessário.

"Investir sempre envolve risco", escreveu Greg Berman, do Brooklyn, alguns anos atrás para suas duas filhas, agora com 17 e 13 anos. "É praticamente uma forma de aposta, mas também é o único jeito de acumular riqueza, à exceção do suor do próprio rosto."

Sua família apostara de forma bem-sucedida no mercado imobiliário ao longo dos anos, tanto na forma de parentes que tinham uma construtora nos arredores de Washington ou na aposta que ele e esposa fizeram em um apartamento em Manhattan e, a seguir, em uma casa no Brooklyn.

Eles também apostaram em ações, mas preferem fundos de índice, pois não se parecem tanto com uma aposta na roleta como as ações individuais. Hannah Berman, a filha mais velha de Berman, diz que ele gosta de contar uma história sobre comprar ações da Marvel, a empresa de quadrinhos, quando jovem. "Ele perdeu tudo de cara", ela conta.

INVEJA (E GÊNERO)

A inveja é um problema e, Berman, que tem 49 anos e administra uma organização sem fins lucrativos, é claro a esse respeito em sua carta, mas não parte do princípio assumido por pais de muitos adolescentes de que querer algo em si é ruim. "Não tem problema em querer mais. Na verdade, esse impulso pode ser um incentivo para a ação, a invenção e o sucesso."

Por que explicar dessa forma? Durante entrevista, ele falou sobre todos os livros e filmes que suas filhas viram ou leram e que defendem o argumento de que o dinheiro não importa. O dinheiro é a origem de todos os males! Casamento por amor! Corra atrás de seus sonhos!

O resto da cultura, porém, manda justamente a mensagem oposta. "Eu queria achar o ponto de equilíbrio reconhecendo a sensatez dessas duas perspectivas", ele declara.

Em observação relacionada, sua carta menciona sua experiência testemunhando homens negociando aumentos agressivamente ao longo dos anos quando as mulheres não fazem isso. "Não tem problema pedir aumento. Não tem problema pechinchar o preço de muitos produtos."

AVENTURAS

No começo da carreira, Robin Hubbard, 59, anos, ganhava mais dinheiro por mês do que o pai jamais recebera. Ela trabalhava em uma empresa da lista Fortune 500. Só que uma série de problemas de saúde e a morte do marido a fizeram viver com muito menos.

Quando leu minha coluna anterior, ela escreveu o seguinte à filha de 19 anos: "Eu a incentivo a colecionar aventuras e a fazer os outros sorrirem. Depois de passar pelos momentos ruins dos problemas de saúde, tudo que mais quero é a próxima grande conversa ou experiência interessante".

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