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CINEMA

Cineasta amazonense vence prêmio de melhor ator durante festival no Maranhão

Ator e diretor Diego Bauer faturou a estatueta no Festival Maranhão na Tela pelo curta “Obeso Mórbido”, onde usou a real luta contra a balança para um flerte bem sucedido com a ficção 27/11/2018 às 10:51
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Foto: Divulgação
Juan Gabriel Manaus (AM)

Uma nova estatueta chega para abrilhantar ainda mais o cinema amazonense. No último sábado (24), o cineasta amazonense Diego Bauer foi contemplado com o prêmio de melhor ator de curta-metragem no Festival Maranhão na Tela, realizado na capital São Luiz entre os dias 15 e 24 de novembro.

O prêmio foi fruto do trabalho de Bauer no curta “Obeso Mórbido”, que usou de sua real luta contra a balança para um flerte bem sucedido com a ficção, dando luz a uma trama que mostra parte do processo do amazonense que eliminou 40 quilos.

A obra, protagonizada e co-dirigida por Bauer ao lado do diretor Ricardo Manjaro, que também assina o roteiro, foi uma de apenas duas produções realizadas na região Norte a serem premiadas no festival, em uma disputa que contou com outros dez trabalhos produzidos em diferentes regiões do Brasil na Mostra Nosso Cinema, uma das modalidades que integram o Maranhão na Tela.

Com cerca de 14 minutos de duração, o curta “Obeso Mórbido” é uma produção da Artrupe e Duplofilme, que tem como ponto de partida o drama vivido pelo ator e diretor que em dois anos passou por uma reeducação alimentar e física, conseguindo emagrecer mais de 45 quilos em dois anos. Com vários quilos a menos na balança e uma estatueta a mais na estante, Bauer revela que a incessante vontade de produzir um filme o fez trazer sua realidade para as telas.

“Acompanhado o Festival Internacional de Cinema de São Paulo, percebi algo em comum entre os realizadores brasileiros, que era a produção de obras sobre eles mesmos ou alguém próximo. Eu já estava com vontade de fazer um curta e aí surgiu a ideia de abordar esse meu processo de perda de peso porque era um assunto que poderia render boas imagens”, explica o ator premiado.

Ficção

Assumir um drama pessoal e encarar o desafio de interpretar a si mesmo fez com que Bauer precisasse aflorar ainda mais sua sensibilidade artística para dar o tom ficcional da obra - que a princípio pode trazer a ideia de que o trabalho assume a identidade de documentário. Segundo o cineasta, trata-se de uma “auto-ficção”.

“Era eu fazendo eu mesmo, digamos assim, mas fomos criando uma série de historinhas que na minha cabeça eram ficção. A gente até brinca que é um filme muito frio, totalmente manipulado do início ao fim, usando nossas experiências pessoais, mas lembrando que era um personagem”, explica Bauer.

O curta tem previsão de estréia na capital amazonense ainda na primeira quinzena de dezembro, sem data certa até o momento. Segundo o diretor, o objetivo é apresentar a obra para o máximo de pessoas ao redor do Brasil.

“Eu vim do teatro, onde os festivais traziam debates e conversas sobre as obras e é isso que eu quero, interagir com outros realizadores dentro e fora do país. É impossível saber onde isso vai chegar, mas a gente vai mandar para todos os lugares possíveis”, finaliza Bauer.

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