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FESTIVAL DE MANACAPURU

Ciranda Flor Matizada transporta alegorias para o 'Cirandódromo' no último dia de festa

Antes das 9h, todas as grandes alegorias já haviam sido levadas para o Parque Ingá. Com a temática "Luz", apresentação da Flor Matizada será transmitida pela Rede TV! 03/12/2017 às 10:43 - Atualizado em 03/12/2017 às 10:43
Show mana
Alegorias foram transportadas na manhã deste domingo (3) (Foto: Jair Araújo)
Paulo André Nunes Manacapuru (AM)

Antes de 9h deste domingo (3) todas as grandes alegorias da agremiação Flor Matizada já haviam sido transportadas para o interior do Parque Ingá, o popular "Cirandódromo", palco deste terceiro e último dia do 21° Festival de Cirandas de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus).

Desde 3h30 os 16 módulos começaram a ser transportados do galpão central da ciranda para as ruas com sentido ao Parque do Ingá, informou o artista plástico Carlos Pizano, um dos responsáveis pela coordenação do trabalho.

Uma distância de aproximadamente 5 quilômetros separa a sede da Flor Matizada do Cirandódromo. Nesse trajeto, há ladeiras, fios de alta tensão, cabos e outros contratempos que necessitam habilidade dos empurradores de alegorias e apoio do órgão municipal de Trânsito de Manacapuru (Imtrans) para organização das vias que circundam o local de apresentação.

"Agora só faltam os módulos pequenos chegarem. Depois de tudo dentro da arena passaremos a fazer a montagem de cenário, depois a parte técnica com itens e passagem de som", falou Pizano, atento a todos os movimentos feitos pelos 40 operários que atuam no transporte das gigantescas estruturas de ferro e tecido.

"Graças a Deus foi tudo dentro do contexto. Não corremos, foi tranquilo. A expectativa é positiva e querendo ou não é um campeonato e temos duas outras cirandas querendo ganhar de nós. Temos um espetáculo e meio nas mãos", declara Carlos Pizano.

Apresentação

A Ciranda Flor Matizada vai mostrar a partir das 21h deste domingo, em 16 módulos alegóricos e mais um cenário com composições, a temática da "Luz", contando a contemporânea luta do povo indígena pelo conhecimento científico.

"Temos vários indígenas entrando nas faculdades brasileiras atrás do conhecimento científico. A luz é como se fosse a última fronteira, a última oportunidade dos índios de agregar o conhecimento científico ao secular e tradicional deles. E se fortalecendo na busca da preservação. É como se fosse o 'Iluminismo' amazônico", conta Gaspar Fernandes Neto, diretor cultural da ciranda.

A apresentação contará com transmissão exclusiva da Rede TV! a partir das 21h.

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