Sexta-feira, 15 de Outubro de 2021
Teatro

Circulação do Grupo Garagem encerra neste fim de semana

Transmissão online do espetáculo “Quando encontramos sonhos perdidos nas roupas que costuramos” acontece até o dia 11 de setembro no Youtube



A1209-6F_23C8135D-BC27-4739-94E2-A8F311D94D43.jpg Obra conta a história de trabalhadores que são explorados em uma fábrica de costura (Fotos: Rodrigo Ribeiro/Divulgação)
09/09/2021 às 15:48

A circulação online do espetáculo teatral “Quando encontramos sonhos perdidos nas roupas que costuramos”, do Grupo Garagem, que teve estreia no início do mês de agosto, encerrará no dia 11 de setembro. A circulação está ocorrendo todas as sexta e sábados, sempre às 19h (Manaus) / 20h (Brasília) pelo canal do Youtube do grupo, com exibição gratuita e classificação indicativa de 14 anos.

O enredo da peça retrata os trabalhadores que chegam em Manaus em busca de melhores condições financeiras, mas acabam sendo agenciados para o trabalho em uma fábrica de costura. Ali eles são explorados, vivendo em um ambiente precário e privados de liberdade, onde os sonhos e a esperança de um dia saírem dali é o que move a narrativa, que foi totalmente escrita durante a montagem da peça.

Para Pricilla Conserva, “foi muito desafiador a escrita em processo, a partir das improvisações dos atores e compartilhamento com toda a equipe”. “Além de ter sido minha primeira dramaturgia, sendo uma grande responsabilidade trazer a temática para a cena”, diz ela.

Quarto trabalho do Grupo Garagem. “Quando encontramos sonhos perdidos nas roupas que costuramos” é um espetáculo com a direção de Gleidstone Melo e dramaturgia de Pricilla Conserva, e tem como temática o trabalho escravo na indústria têxtil, a partir da história de três personagens: Carlos (Ítalo Rui), Tereza (Agatha Paes) e Lúcia (Andreza Afro Amazônica).

Segundo Ítalo Rui, como a dramaturgia ainda não estava pronta no começo do processo, a construção do personagem foi um pouco difícil. “Porque ele ainda não existia, e foi a primeira vez que eu estava trabalhando com criação de personagem para uma dramaturgia em processo. Eu já havia feito alguns experimentos na universidade, mas nenhum com essa ideia de personagem. E o Carlos possuiu toda uma história, uma composição. A criação do personagem ficou a cargo de improvisações apresentadas para a Pricilla e o Gleidstone, que faziam suas alterações, e a partir daí o personagem se criou conjuntamente entre a gente”.

Tema

Embora a história de “Quando encontramos sonhos perdidos nas roupas que costuramos” se passe em uma fábrica de roupas, a maior parte dos trabalhadores que estão propensos ao trabalho análogo ao escravo são trabalhadores das zonas rurais, uma vez que o agronegócio é o setor da economia que mais recruta pessoas para trabalhar em regime semelhante ao da escravidão – segundo informações do site Senado – dificultando o conhecimento das pessoas sobre o tema e a fiscalização dos órgãos das superintendências.

Segundo Gleidstone, no momento da escolha da temática, o elenco não sabia que esse seria o tema do espetáculo. “Cada um trouxe uma temática para ser debatida na sala de ensaio. Eu lembro que eu trouxe o tema trabalho escravo e o Ítalo também trouxe curiosamente, só que em perspectivas diferentes, eu trouxe em relação a indústria têxtil e o Ítalo trouxe a carvoaria. Aí todo grupo resolveu que fosse na indústria têxtil”, completa ele.



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