Domingo, 08 de Dezembro de 2019
Beleza

Cirurgiões-dentistas podem aplicar botox e ácido hialurônico para fins estéticos

As indicações dos procedimentos são muitas. Para a estética, a harmonização facial e para a terapêutica, alterações da ATM (articulação temporo mandibular), cefaléias (dores de cabeça) de origem muscular, rugas da boca, bruxismo, sorriso gengival e apertamentos dentários



botox-3.jpg (Foto: Reprodução)
19/04/2017 às 11:43

Os cirurgiões-dentistas agora estão autorizados a utilizarem toxina botulínica e ácido hialurônico para fins estéticos. A resolução 176/2016 foi aprovada pelo CFO (Conselho Federal de Odontologia) e revogou outras resoluções a afirmarem que dentistas só poderiam fazer uso dessas substâncias para fins terapêuticos funcionais. Antigamente, as substâncias só podiam ser aplicadas por médicos dermatologistas.

Para aplicar as substâncias, porém, o odontólogo precisa ser capacitado para a aplicação tanto da toxina quanto do ácido. Quem afirma é a cirurgiã-dentista Keytte Anne Menezes Novellino, que fez o curso de Imersão em Toxina Botulinica e Preenchedores Faciais pela Odonto Partners de São Paulo (SP).



“O cirurgião-dentista está apto a fazer todo e qualquer procedimento com toxina botulínica e ácido hialurônico para fins terapêuticos funcionais e estéticos que incluam da área superior ao osso hioide localizado no pescoço até o terço superior da face (testa)... Logo nós podemos fazer de tratamento para bruxismo a rugas faciais, por exemplo”, declara a odontóloga.

Diferenças

O material usado pelos dentistas é o mesmo utilizado pelos médicos, sem ser necessário fazer adaptações. “A toxina botulínica (botox) e o ácido hialurônico (preenchedor facial) são materiais diferentes. A toxina interfere na ação muscular, nas rugas que chamamos de dinâmicas, onde há muita contração muscular (testa e ao redor dos olhos por exemplo) e até mesmo na correção de um sorriso gengival - sua duração é de 3 a 6 meses)”, diz Keytte.

Já o ácido hialurônico (preenchedor) é usado em rugas estáticas como o popular "bigode chinês" e lábios (incluindo a biomodelação do mesmo). “A toxina começa a fazer efeito a partir do terceiro dia, tendo seu ápice no décimo quinto. Já os preenchedores têm efeito imediato e duram até 18 meses. Nenhum dos dois materiais são definitivos e os riscos são baixos”, acrescenta ela.

Auxílio

As indicações dos procedimentos, segundo Novelino, são muitas. Para a estética, a harmonização facial e para a terapêutica, alterações da ATM (articulação temporo mandibular), cefaléias (dores de cabeça) de origem muscular, rugas da boca, bruxismo, sorriso gengival e apertamentos dentários, entre outros.

“Como dentistas, anestesiamos os nervos da face o que nos possibilita fazer alguns desses procedimentos sem dor alguma para o paciente, como a modelação de lábios, por exemplo”, afirma ela. “A toxina botulínica também pode atuar no tratamento da disfunção da articulação temporomandibular e das dores orofaciais, porque promove relaxamento muscular, o que alivia os sintomas”, declara Keytte.

Polêmica

Logo após a resolução ser aprovada, unidades como a Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina se posicionaram contra o uso do botox estético pelas mãos dos cirurgiões-dentistas. O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Gabriel Gontijo, afirmou ao site Terra que a prática pode trazer riscos aos pacientes, porque, segundo ele, é preciso ter “capacitação, habilitação e formação para lidar com preenchimentos faciais estéticos”. Já o odontólogo Flávio Luposeli discordou, dizendo que a harmonização facial faz parte da competência do cirurgião-dentista porque o profissional possui "formação em anatomia de face tão boa quanto os médicos têm formação cirúrgica".


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