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Coffee break: pausa para goles de alegria e descontração

Eles se reúnem pelo menos três vezes por semana; marcam o encontro em um grupo criado no aplicativo de mensagens instantâneas Whatsapp e reservam pelo menos uma hora do dia para conversar sobre os temas mais diversos 18/07/2013 às 14:37
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Edson Lira, Maykel Souza, Ricardo Baraúna e Edalton Sanguino: reuniões e amizade duram mais de uma década
Lucy Rodrigues Manaus, AM

Para muitos, um cafezinho após o almoço é sagrado, pois ajuda na digestão e ativa o cérebro para retornar à rotina de trabalho. Mas para um grupo de amigos de Manaus, os benefícios da bebida são ainda maiores, estimulando o convívio e servindo para fortalecer os laços de amizade. Foi assim, com um despretensioso cafezinho após a refeição principal, há mais de 10 anos, que Edson Lira, Ricardo Baraúna, Cleber Brasil, Maykel Souza e Edalton Sanguino deram início ao que hoje se tornou a “Confraria do Café”.

“Antes éramos apenas eu (Edson), o Cleber e o Ricardo. Conheci o Cleber na faculdade e, quando começamos a trabalhar na Fundação Hemoam, iniciamos esse ritual de, diariamente, tomarmos a bebida em uma cafeteria do Amazonas Shopping – à época o único centro de compras da cidade. Aproveitávamos a pausa do almoço para colocar o papo em dia”, relembra o estatístico e professor Edson Lira, 50, o “Edinho”. Depois, juntaram-se ao grupo o biólogo e pesquisador Edalton Sanguino, 45, e o então analista de redes Maykel Souza, 35, hoje perito criminal e único do grupo que não trabalha mais no Hemoam. Mesmo assim, ele é presença garantida em todos os encontros.

Reuniões

Eles se reúnem pelo menos três vezes por semana; marcam o encontro em um grupo criado no aplicativo de mensagens instantâneas Whatsapp e reservam pelo menos uma hora do dia para conversar sobre os temas mais diversos.

“Nossos problemas, a vida dos outros e, especialmente a vida do confreiro que não veio no dia são assuntos discutidos. Isso é até uma forma de obrigar todos a virem. Quem falta só não é sacaneado se tiver algum problema pessoal ou no trabalho.”, explica Maykel.

No dia da reportagem, o farmacêutico-bioquímico Cleber Brasil, 43, não compareceu e, claro, foi um dos assuntos do dia. “Ele é o mais ocupado e rico de todos: funcionário público, pai de dois filhos, empresário...”, brincaram.

Além da vida de cada um (e dos outros), temas como política e momento do País também entram na discussão e a discordância é aceita. “A conversa é no mesmo estilo de uma mesa de bar, falamos de tudo, e tem que ser amigo para respeitar e aguentar um ao outro”, afirmou Baraúna.

Hábito interiorano

Natural de Humaitá, Maykel compara a tradição do grupo ao hábito do interior. “Sempre vemos outros grupos como nós pelos shoppings. Eu costumo comparar esse hábito ao de alguns municípios do interior do Amazonas, onde, no horário da sesta, é comum ver grupos jogando conversa fora embaixo de uma castanholeira. Só que como não temos mais árvores, e com esse calor, o shopping é mais agradável”, analisa.

O local dos encontros varia de acordo com a disponibilidade e a vontade dos confreiros. “Costumamos nos reunir mais aqui no Rei do Mate do Manauara Shopping. Mas a gente reveza: Pão e Companhia do Amazonas e do Millenium, Kopenhagen... Daqui a pouco vamos nos reunir no novo shopping da Ponta Negra, adianta Edinho.

Bebida da amizade

Para se ter uma ideia do grau de afinidade deles, Baraúna é padrinho de casamento de Cleber e muitos deles até viajam juntos. Maykel e Cleber, por exemplo, acabaram de retornar da Europa e fizeram o caminho de Santiago. “Acreditamos que conseguimos manter esse ritual há tantos anos porque não é obrigação. É lazer. Isso aqui é nossa desintoxicação do dia a dia e do trabalho. É mais que uma confraria, somos amigos”, conclui Maykel.

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