Sábado, 07 de Dezembro de 2019
ARTE

Coleções e outros tesouros de Joaquim Marinho estão à venda em espaço cultural

Discos de vinil e a lendária coleção erótica do radialista podem ser adquiridos na Casa de Cultura Joaquim Marinho



1419440_BE882D56-0C74-4DE2-938E-6133561E9C8A.JPG Antonio Lima
06/11/2018 às 16:10

Quando a Casa de Cultura Joaquim Marinho (Rua Chaves Ribeiro, 39, São Geraldo) abriu as portas há um ano, o público de Manaus passou a ter acesso a um dos acervos culturais mais famosos e diversificados da cidade: milhares de discos de vinil, miniaturas, revistas e outros itens colecionados ao longo dos últimos 60 anos pelo radialista que dá nome ao espaço. A maior parte desse acervo, antes aproveitada apenas como decoração, agora também está disponível para compra. É a chance de levar para casa alguns dos tesouros de Joaquim Marinho.

“O espaço acabou de completar um ano de atividades nesse formato aberto para eventos culturais. Tinha muita gente que vinha aqui e se interessava pelo material em exposição nas prateleiras; uns queriam botar os discos para tocar ou mesmo adquirir algum LP. Como o acervo estava parado e não tínhamos condições de manter a casa como museu, porque é algo que exige gastos com manutenção e pessoal, resolvemos comercializar a maioria das obras”, explica a empresária Patrícia Marinho Alves, filha primogênita de Joaquim.



O acervo que está à venda se resume às coleções de vinil, CDs, carrinhos em miniatura, gibis e a lendária coleção erótica, que inclui revistas, álbuns, estatuetas e outros artefatos picantes. No caso dos discos de vinil, a última contagem apontou a existência de 12 mil LPs e compactos, entre nacionais e importados, distribuídos em prateleiras que ocupam paredes inteiras do térreo e do primeiro andar da casa.

A filha de Joaquim conta que a residência da rua Chaves Ribeiro foi construída quando os pais se casaram – hoje eles não moram mais no local. “Ela começou pequena e foi se expandindo quando nasceram as filhas, mas as coleções foram crescendo mais do que nós. Os livros e discos eram prioridade, depois a gente se arrumava”, brinca.

Segundo Patrícia, os discos têm atraído o interesse em especial dos DJs da cidade, que ficam admirados diante da dimensão do acervo. “O pai foi radialista desde os 15 anos de idade, então ele sempre foi louco por música. Também ganhava muito material e gostava de buscar novidades. Para se ter uma ideia, ele foi dono da primeira loja de discos importados de Manaus, a Ponto Equipamentos Sonoros, que ficava em frente ao Instituto de Educação do Amazonas (IEA) e era ponto de reunião da turma”.

Os bolachões podem ser encontrados com preços a partir de R$ 10, indo até valores mais salgados de acordo com a raridade, já que o estado de conservação dos discos é excelente – alguns estão até lacrados. O acervo também representa o gosto eclético do dono e tem muito jazz, rock e bossa nova. Quem está organizando a coleção e mediando as vendas é a equipe do Toca do Vinil Manaus, que aproveita para divulgar os principais achados no Instagram.

Outro destaque vai para os carros em miniatura, que podem ser adquiridos por preços a partir de R$ 20. “Antigamente, esses carrinhos eram igual selo. Meu pai comprava em leilões, catálogos ou trocava com outros colecionadores. No acervo temos cerca de três mil dessas peças”, completa Patrícia.

Próxima festa

No dia 14 de novembro, a partir das 19h, a Casa de Cultura Joaquim Marinho vai realizar um evento só com discotecagem de LPs do acervo. No repertório estarão clássicos da Tropicália, que completa 50 anos em 2018, além de muita black music e eletrônica. Até agora estão definidos os nomes dos DJs Alex Jansen, Renato (Os Acossados) e Ruderal. O ingresso vai custar R$ 15.

Serviço

o quê: Casa de Cultura Joaquim Marinho

onde: Rua Chaves Ribeiro, 39, São Geraldo

quando: De 9h às 18h

instagram: @casadeculturajm


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