Sábado, 14 de Dezembro de 2019
Vida

Colesterol alto: nunca é tarde para tratar o problema

O aumento de gordura no sangue pode acometer adultos, jovens e crianças. Conhecimento dos fatores de risco e atenção aos níveis de colesterol ajudam a prevenir complicações no futuro



1.jpg O aumento de gordura no sangue pode acometer adultos, jovens e crianças
08/08/2012 às 09:24

Com tantas mudanças na alimentação, o estresse cotidiano e a velha desculpa da falta de tempo para fazer atividade física, a preocupação com as taxas de colesterol tem chegado às pessoas das mais diversas idades. Além desses fatores, existem os chamados não modificáveis, como a hereditariedade. Familiares com colesterol alto pode servir de alerta para que os pais fiquem atentos à saúde dos filhos.

No dia Nacional de combate a doença, o estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aponta que 1, 44% da população na faixa etária entre 2 e 9 anos já possui alterações nos níveis de colesterol. Segundo a cardiologista Tânia Martinez, a incidência do colesterol elevado – também chamado de dislipidemia – é maior em crianças que possuem histórico familiar da doença. “São diversos os fatores que levam às pessoas a terem um aumento nas taxas de colesterol. No caso de crianças e jovens, o problema decorre de doenças genéticas, como a hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HF) ou a hiperlipidemia familiar combinada (HFC)”, explica a especialista.



Para crianças de famílias que possuem colesterol alto ou outros fatores de risco para doenças cardiovasculares (pressão alta, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo), é mandatório que as taxas de colesterol sejam verificadas ainda na infância. “Na ausência dessas características, os médicos recomendam que o paciente comece a fazer exames periódicos a partir dos 19 anos”, orienta Tânia.

Tratamento

Para uma parte das pessoas com colesterol elevado, ajustes na alimentação e uma rotina de exercícios são suficientes. Nos casos em que não se consegue baixar os níveis com mudanças no estilo de vida, é necessário o uso contínuo de tratamento medicamentoso e o cardiologista indicará o mais adequado ao perfil de cada paciente. As estatinas são um grupo de substâncias que bloqueiam a síntese de colesterol no fígado, tirando o mau colesterol de circulação. Dados da SBC indicam que seus benefícios, em termos de redução da incidência de doenças cardiovasculares, podem alcançar 44% de eficiência. Dentre as opções medicamentosas existentes está o Lípitor (atorvastatina), a estatina com alto número de evidências científicas, que comprovam seus efeitos na redução significativa do risco de eventos cardiovasculares e na diminuição em até 60% dos níveis do colesterol ruim.

 Sobre o colesterol 

O colesterol é um tipo de gordura cuja fabricação é originada 70% pelo próprio corpo e 30% pela dieta. Ele contribui para o bom funcionamento do organismo, atuando na produção de hormônios, vitamina D e ácidos biliares que auxiliam na digestão das gorduras. Mas, em excesso, ele pode se depositar nas paredes das artérias, podendo causar complicações graves, como a aterosclerose.Para se ter uma ideia da incidência da dislipidemia, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 77 milhões de brasileiros possuem o problema. Desse total, 42% são mulheres enquanto que 38% são homens.

 



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