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Com coreografias enérgicas, abertura do Mova-se leva cerca de 600 ao TA

Realizado pela Companhia de Ideias, o Mova-se, de acordo com o diretor-geral João Fernandes, não possui caráter competitivo: é uma mostra que possui por objetivo principal pluralizar as diferentes linguagens de dança existentes e intercambializá-las 28/06/2013 às 16:44
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O critério adotado como determinante para a escolha dos espetáculos a se apresentarem no festival permeia as pesquisas em coreografia, segundo João Fernandes
Laynna Feitoza Manaus, AM

Nesta última quarta-feira (26) iniciou-se mais uma temporada de dança em Manaus com o Festival Mova-Se de Dança: Solos, Duos e Trios, que está em sua quarta edição. O primeiro dos cinco dias de festival levou 590 pessoas ao Teatro Amazonas – situado no Largo São Sebastião, bairro Centro - e seguirá até o dia 30 de junho, com apresentações divididas entre os salões do TA e do Teatro da Instalação sempre a partir das 19h, localizado na Rua Frei José dos Inocentes, s/nº, bairro Centro. A entrada é franca.

Realizado pela Companhia de Ideias, o Mova-se, de acordo com o diretor-geral João Fernandes, não possui caráter competitivo: é uma mostra que possui por objetivo principal pluralizar as diferentes linguagens de dança existentes e intercambializá-las. “Nosso intuito é fazer com que as pessoas de fora conheçam o trabalho local, e fazer com que os locais conheçam os outros trabalhos de fora. A ideia é que através do nosso intercâmbio possamos fazer a nossa dança chegar aos outros lugares”, ponderou o diretor-geral. A programação do Mova-se mescla diversas linguagens coreográficas, que permeiam desde dança contemporânea à dança urbana.

Critérios de seleção

O critério adotado como determinante para a escolha dos espetáculos a se apresentarem no festival permeia, principalmente, as pesquisas em coreografia, segundo João. Dos espetáculos selecionados para a mostra, cinco são manauaras e os outros nove são produções nacionais. “A ideia de percebermos que temos um trabalho continuado de determinado grupo, que não está sendo montado para um momento apenas é algo muito importante: saber que a produção amadurece. Percebemos que há ali uma investigação e um entendimento, e esse é o nosso foco”, pontuou Fernandes.

João ressalta ainda que dança não se resume à movimento, e explica o porquê. “Dentro dessas discussões de contemporaneidade, de como dialogamos com o outro, é importante também pensar o que questionamos e o que nos faz dançar. Mostrar que se dança porque inquietamente como artista se tem algo a mostrar, conversar e dialogar, e foi uma das coisas que buscamos muito na hora da curadoria”, complementou.

A abertura do Mova-se foi marcada por dois espetáculos da Companhia Urbana de Dança (CDU), do Rio de Janeiro. A companhia, dirigida por Sônia Destri, trouxe ao palco do Teatro Amazonas uma enérgica e ousada fusão de ritmos com passos temperados por balé, contorcionismo e hip hop no contemporâneo 9+1 – o primeiro da noite – e capoeira, samba e funk no popular Chapa Quente, que finalizou o primeiro dia de festival.

“Às vezes tudo surge de um desejo de sonoridade, por exemplo. Chapa Quente teve muito disso. A gente veio de 9+1, que tinha uma linguagem mais contemporânea, e que queríamos trazer mais para o ‘umbigo’, isto é, fazer uma coisa mais carioca. E ele vai surgindo assim. A trilha vai ficando pronta, e vamos militando na sequência coreográfica e a construção que reafirma acima de a identidade brasileira. Os dançarinos vêm de uma linguagem de rua, vamos propondo movimentos e sonoridades. É mais complexo do que cada um dar um pouco do que tem, mas é mais ou menos isso. Brincamos muito de se apoderar do corpo alheio”, elucidou Destri sobre os dois espetáculos.

Olhar do público

Para o estudante de teatro Eduardo Klinsmann, 20, o Mova-se consolida-se como um propulsor de composições artísticas que vão além da dança. “Os espetáculos apresentados têm uma composição cênica que abrange tanto o teatro quanto a dança e performance. E isso nos causa o reconhecimento dessas linguagens e da importância que elas trazem para a nossa arte. É muito complicado fazermos teatro, por exemplo, e não termos e reconhecermos essa movimentação cênica. E os espetáculos de dança contemporânea trazem essa movimentação a partir do reconhecimento cênico do teatro”, acrescentou Klinsmann.

Já para o universitário Italo Rui, 18, que acompanha o festival desde a edição passada, o intercâmbio entre os grupos é fundamental. “Conhecer um pouco da dança e da troca que está sendo realizada entre as pessoas de lá e daqui é crucial. Para nós, enquanto fazedores de arte é importante estarmos conhecendo o que está sendo realizado no Brasil. Isso me parece que a cada ano ativa um novo tipo de negociação. Isso é muito bacana, tanto para o artista quanto para a cidade”, concluiu Rui.

Programação do Mova-se 2013

Quinta-feira, dia 27

“Enquanto Eu Esperava...’, da Companhia Entrecorpus Companhia de Dança (AM)
“Diálogos Sobre a Dor”, da Corpo de Arte Contemporânea (AM)
“Alívio”, de Aretha Maciel (MG)
A partir das 19h, no Teatro da Instalação.

Sexta-feira, dia 28

“Não Lugar”, de Aretha Maciel (MG)
“Tempestade de Diálogos”, da Cia. Artistas Independentes (AM) e
“Opus 2 – Notas Sobre Minha Mãe Isso e Aquilo”, de Paula Pi (SP)
A partir das 19h, no Teatro da Instalação.

Sábado, dia 29

“Bella”, da Cia. Intérpretes Independentes (AM)
“Chão”, da Pesquisa Cênica Corporal Uma (AM)
“Encontro Oposto”, de Ivaldo Mendonça (PE)
“Piranha”, de Wagner Schwartz (SP) - Sessão Tarja Preta às 23h -
A partir das 19h, no Teatro da Instalação

Domingo, dia 30

“Lúdico”, da Cia. Druw (SP)
A partir das 19h, no Teatro Amazonas

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