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MOSTRA

Com mais de 120 títulos, 51ª Festival de Cinema de Brasília acontece em setembro

A diversidade em todas as formas de expressão ocupa o centro do debate produtivo do cinema brasileiro, o que já se traduz em números após a seleção de filmes para a edição de 2018 09/08/2018 às 14:42 - Atualizado em 09/08/2018 às 15:56
Show cineart filmes
(Foto: Divulgação)
Antônio Paulo Brasília (DF)

Sem nenhuma produção da Amazônia, a 51ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi anunciada ontem pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal o Instituto Alvorada Brasil. Com realização prevista entre 14 e 23 de setembro de 2018, o mais longevo festival da sétima arte nacional vai exibir mais de 120 títulos entre mostras competitivas, paralelas, especiais, hours concours, Mostra Brasília além de debates, seminários e mostras itinerantes nas regiões administrativas e escolas da rede pública da capital federal.

A diversidade em todas as suas formas de expressão ocupa o centro do debate produtivo do cinema brasileiro e este fator já se traduz em números registrados após a seleção de filmes para a edição de 2018. Pela primeira vez, as diretoras do gênero feminino e/ou identificadas por gêneros não-binários figuram em número mais expressivo do que os diretores de gênero masculino; 52,4% das diretoras são mulheres, 9,5% se inscreveram sob a categoria não-binária (outros) e apenas 38,1% dos selecionados são homens.

Em 2018, a comissão do 51º FBCB recebeu 724 inscrições de filmes interessados em pleitear o Troféu Candango, dos quais foram selecionados nove títulos de longa-metragem e 12 curtas-metragens para as Mostras Competitivas. Entre os longas, estão os documentários “Torre Das Donzelas”, de Susanna Lira (RJ), “Bixa Travesty”, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman (SP); e “Bloqueio”, de Quentin Delaroche e Victória Álvares (PE); e as ficções “Ilha”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA); “Los Silencios”, de Beatriz Seigner (SP/Colômbia/França); “Luna”, de Cris Azzi (MG); “New Life S.a.”, de André Carvalheira (DF) — que também concorre na Mostra Brasília; “A Sombra do Pai”, de Gabriela Amaral Almeida (SP); e “Temporada”, de André Novais Oliveira (MG).

Curtas

Os curtas-metragens participantes da Mostra Competitiva se dividem entre oito ficções, três documentários e uma animação. Os documentários são “Liberdade”, de Pedro Nishi e Vinicius Silva (SP); “Sempre Verei Cores no seu Cinza”, de Anabela Roque (RJ); e “Conte Isso Àqueles que Dizem que Fomos Derrotados”, de Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cristiano Araújo e Pedro Maia de Brito (PE). As ficções selecionadas são “Aulas que matei”, de Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia (DF); “Boca de Loba”, de Bárbara Cabeça (CE); BR3, de Bruno Ribeiro (RJ); “Eu, Minha Mãe e Wallace”, dos Irmãos Carvalho (RJ); “Kairo”, de Fabio Rodrigo (SP); “Mesmo com Tanta Agonia”, de Alice Andrade Drummond (SP); “Plano Controle”, de Juliana Antunes (MG); e “Reforma”, de Fábio Leal (PE). Única animação da Competitiva, “Guaxuma”, de Nara Normande (PE), também concorre ao Candango.  Este ano, o longa-metragem hours concours, responsável pela abertura do Festival, é “Domingo”, ficção de Clara Linhart e Fellipe Barbosa (RJ), trazendo de volta ao cinema, após 20 anos, a atriz Íttala Nandi.

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