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Com o CD ‘Tudo de Novo’ cantora Negra Li volta às raízes

A cantora e atriz resgata influências e insere o soul em meio à música popular brasileira 30/10/2013 às 09:28
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No campo da atuação, Negra Li ficou famosa por sua participação no seriado (que depois virou filme) “Antônia”
Loyana Camelo ---

Negra Li cresceu ouvindo divas do R&B como Lauryn Hill, Mary J. Blige e Erykah Badu. Mesmo assim, a atriz e cantora ficou conhecida pelo lado rapper adotado no início da carreira, principalmente pela parceria ao lado de Chorão (Charlie Brown Jr) na música “Não é sério”, de 2000. Anos depois, mãe e mais segura de si, Negra volta às raízes com o CD “Tudo de Novo” (2012), no qual luta para inserir suas influências no contexto da música popular brasileira.

“Tudo de Novo” é o segundo álbum da carreira solo de Negra Li. Em entrevista ao BEM VIVER, ela diz que o resgate do soul e o R&B no novo trabalho não foi um processo friamente estudado. “Quando me tornei mãe, mudei meu jeito de pensar, de ver as coisas, a rádio que eu ouvia, o que eu fazia. Tudo. Então esse CD reflete o meu momento agora, não foi algo pensado, veio naturalmente” afirma. A cantora comenta que, no início, não escolheu o rap, mas por ele foi escolhida, quando recebeu o convite para cantar ao lado do rapper RZO.

“O rap foi uma escola. Tenho orgulho de ter começado nesse estilo musical. Hoje em dia, sou respeitada por isso, por ter falado pela periferia, e me sinto capaz de transitar por vários ritmos porque o Brasil me deu essa liberdade musical”, diz.

Espaço disputado

Apesar de declarar sua paixão pelo soul, Negra reconhece como é difícil um lugar ao sol para o artista que adota o ritmo como bandeira. “Aqui, soul não tem tanto espaço. Quem trabalha com black music não está na mídia, é algo mais lado B. Eu não, gosto de alcançar o maior o número de pessoas o possível. Gosto de aparecer mesmo. Quero ir pra fora do País e ser conhecida no mundo pelo meu trabalho”, explica a cantora, apontando que em “Tudo de novo”, o soul serve de pano de fundo para a MPB. “Ficou na MPB porque não existe prateleira brasileira para a soul music. Mas eu acho bacana essa mistura entre esses dois ritmos”.

Religião e música

Nascida Liliane de Carvalho, Negra Li é evangélica desde pequena. A religião, ela diz, lhe ajuda a manter a cabeça no lugar e é fundamental na vida de qualquer artista. Por isso, lamenta a morte do ex-parceiro musical Chorão por conta do envolvimento com drogas.

“Lamento muito finais como o de Chorão. A pessoa que usa drogas certamente tem alguma fraqueza. Por eu ser evangélica, tenho a quem recorrer. Eu vou para a igreja, creio em Deus, oro. É a força que eu busco para não cair nesse caminho errado”.

E falando de coisas boas, Negra Li comenta estar com projetos no forno. tanto na música como na atuação. Ela faz mistério, afirmando que “ainda é cedo para falar o que é”. Questionada quando vem dar o ar da graça na capital amazonense, ela faz um apelo. “Quero muito cantar em Manaus. Prefeitura, me convide, me dê essa oportunidade para mostrar meu trabalho para todo o Brasil”.

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