Sábado, 24 de Agosto de 2019
Rock gaúcho

Com participação de Caetano Veloso, banda Fresno lança sétimo álbum da carreira

'A Sinfonia de Tudo que Há' foi gravado em um estúdio montado na casa do vocalista, em São Paulo e produzido pelos próprios integrantes, o disco foi elaborado em segredo e o processo durou oito meses



03/12/2016 às 10:43

O mês de outubro marcou a chegada do sétimo disco de estúdio da Fresno. Entitulado “A Sinfonia de Tudo que Há”, o projeto conta com onze faixas inéditas, todas escritas pelo vocalista da banda, Lucas Silveira. Diferente de tudo o que já foi produzido pelo grupo, o novo trabalho marca uma nova fase da banda, com uma sonoridade mais madura, dotada de influências que vão da música popular brasileira ao rock alternativo.

O álbum chega dois anos após o último lançamento de inéditas da Fresno. Gravado em um estúdio montado na casa do vocalista, em São Paulo e produzido pelos próprios integrantes, o disco foi elaborado em segredo durante as últimas duas turnês da banda, em um processo que levou cerca de oito meses de duração. 

“Começamos a compor as músicas para o novo disco em dezembro de 2015. As gravações começaram em maio e se encerraram em agosto. Como estávamos fazendo tudo entre a turnê do nosso DVD de quinze anos de carreira e outra em comemoração aos dez anos do nosso primeiro disco, achamos melhor não divulgarmos nada para os fãs para que eles não  se confundissem nos shows”, explica Vavo, guitarrista da banda.

O principal diferencial no novo trabalho está na presença marcante de uma orquestra formada por violinos, violas e violoncelos, que acompanha a banda ao longo de cinco faixas. A responsabilidade de escrever os arranjos e reger os oitos músicos convidados ficou a cargo do maestro Lucas Lima, conhecido por seu trabalho com a Família Lima.

Não diferente dos demais discos da Fresno, o processo de composições aconteceu gradativamente. O guitarrista Vavo explica que os arranjos das onze músicas foram surgindo naturalmente toda vez que se encontravam no estúdio para ensaiar.

“Nós não temos uma fórmula para compor. Às vezes o Lucas manda uma demo (rascunho da música) com alguma ideia que ele teve. Geralmente nós entramos em um estúdio e ficamos tocando por semanas até sair algo que se case. Tem alguns casos também em que a gente já sai de casa pensando no que pode ficar bom pra tal música.”

Músicas 

Concebido dentro do conceito de uma “ópera-rock”, com inicio, meio e fim bem definidos, o álbum se inicia com a marcante “Sexto Andar”. A canção que fala sobre buscar o melhor dentro de cada um ganha um ar ainda mais emotivo com a força da orquestra que divide espaço com baixo, guitarra e bateria. 

Em “A Sinfonia de Tudo que Há”, faixa que dá nome ao CD, é possível perceber a importância da música na vida do vocalista. Já em “Maldição”, talvez a mais pesada do disco, os fãs de longa data podem recordar a sonoridade da banda nos anos iniciais. 

O ponto alto do CD fica na sequência “Poeira Estelar”, “O Ar” e “Abrace Sua Sombra”. Com letras e melodias marcantes que alternam guitarras com instrumentos percussivos e até mesmo apenas voz e violão, como é o caso da última, as canções têm tudo para se tornarem às queridinhas dos fãs. 

Convidado ilustre

Logo na terceira faixa, eis que um dos maiores ícones da MPB surge para abrilhantar ainda mais a obra. A música “Eu Sou Trovão” conta com a participação ilustre de Caetano Veloso. “Foi uma honra ter o Cateano com a gente nesse disco. Ele de fato é um cara muito humilde e que contou muitas histórias da carreira dele pra gente, foi uma grande troca de experiências”, diz Vavo.

A idéia de convidar Caetano veio durante os ensaios. Uma vez feita à proposta, a decisão final foi dada pessoalmente pelo próprio músico em sua residência no Rio de Janeiro.

“Lucas e Guerra (baterista) compuseram essa música. Durante os ensaios eles acharam que era a cara do Caetano até mesmo pelo jeito de cantar. O Lucas tinha contato com a esposa/empresaria dele e ela pediu pra que nós mandássemos uma prévia da música. Eles aproveitaram um show nosso no Rio e marcaram um encontro para apresentar a música pessoalmente. Então eles se encontraram na casa do Caetano, tocaram no violão e cajón, contaram a historia e a proposta do disco e ele gostou”, conta o guitarrista.

Sobre a Fresno

Formada por Lucas Silveira (voz/guitarra), Gustavo “Vavo” Mantovini (guitarra) Thiago Guerra (Bateria) e Mário Camelo (teclado), a Fresno surgiu na cidade de Porto Alegre em 1999. A banda despontou no cenário nacional em meados de 2006, no auge das chamadas “bandas emos”. De lá pra cá, o grupo se reinventou e hoje conta com sete discos e um DVD lançados, além de colecionar diversos prêmios nacionais e internacionais como o de “Artista do Ano” no VMB 2009. 

Em 2013, a banda foi indicada a categoria “Worldwide Act” do MTV Europe Music Awards como melhor banda da América Latina, em cerimônia realizada em Amsterdã, na Holanda.

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