Terça-feira, 21 de Maio de 2019
MÚSICA

Com show marcado em Manaus, Fafá de Belém fala sobre novo disco mais intimista

Cantora paraense se apresenta na capital amazonense no dia 9 de maio com o show 'Guitarradas do Pará'



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(Fabio Bartel/Divulgação)
30/04/2019 às 15:44

Rosiel Mendonça

Sucesso desde que chegou aos palcos, o show “Guitarradas do Pará” traz a cantora Fafá de Belém em sua versão mais solar e temperada pela musicalidade do Norte. O público de Manaus vai poder conferir o resultado dessa mistura no próximo dia 9 de maio, quando a artista paraense se apresenta no Dulcila Festas e Convenções, na Ponta Negra, pelo projeto Rio Samba Show.

Fafá vem acompanhada dos músicos do “Combo Cordeiro” – Manoel e Felipe Cordeiro, pai e filho – que dão um peso todo particular às fusões rítmicas do espetáculo. Com gostinho de nostalgia e celebração pelos 40 anos de carreira de uma das maiores intérpretes brasileiras, “Guitarradas do Pará” tem no repertório pérolas das muitas fases de Fafá, além de canções do álbum “Do Tamanho Certo para o meu Sorriso”, vencedor do Prêmio da Música Brasileira 2016 em duas categorias.

Atualmente, a cantora também trabalha na divulgação do seu disco recém-lançado, “Humana”, no qual ela quis imprimir uma potência mais intimista e de reflexão sobre o momento atual no Brasil e no mundo, apresentando uma espécie de “outro lado” do sorriso que lhe é tão peculiar. “Esse é um momento de vazios, de uma ausência de limites, de falta de afeto e da troca do olho no olho pela tela fria e plana”, define.

Produzido pelo DJ Zé Pedro, do selo Joia Moderna, e com direção musical de Arthur Nogueira, o novo trabalho reúne 10 faixas, com destaque para as músicas “Revelação”, sucesso na voz de Fagner, “Alinhamento energético”, de Letícia Novaes, e “O Resto do Resto”, de Fátima Guedes. Nessa entrevista, Fafá comenta mais sobre o projeto:

Como foi a gênese de “Humana” e a experiência de trabalhar de novo com o Zé Pedro?

Esse projeto começou, na verdade, em agosto do ano passado. Eu passei um tempo gravando as minhas histórias para transformar em biografia e fui mergulhando em questões que sempre me angustiaram. Várias coisas foram passando pela minha cabeça. Eu estava fora do Brasil e, quando voltei, encontrei Zé Pedro, que estava com a mesma sensação que eu, de inquietação do que dizer sobre o momento que vivemos. Então, ele e Paulo Borges me propuseram a linha de trabalho que adotamos para este disco. Zé Pedro é um grande parceiro de trabalho, já tínhamos feito o disco anterior juntos e é sempre inspirador trabalhar com ele.

De que maneira você lida com o mergulho criativo a cada novo trabalho? É sempre um processo de auto(re)descoberta?

Esse disco foi um exercício de observação sobre um novo tempo, um tempo de comunicação de uma forma completamente diferente de quando a gente fazia manifestos ou músicas que falavam mais da realidade. Eu sei que as pessoas me veem sempre como uma explosão de alegria e eu gosto muito disso. Mas para chegar nessa explosão, por trás, precisa ter uma base sólida de olhar preciso, com os pés no chão. Eu tenho um temperamento alegre, a minha gargalhada é característica, e às vezes esses pensamentos mais sérios ficavam como pano de fundo.

O que você quer transmitir com esse novo trabalho?

Com esse disco eu quis falar de afeto. Vivemos um processo mundial de solidão. Está todo mundo gritando, mas eu acho que agora tinha que ser o momento da gente tentar ouvir, conversar. Esse disco nasceu dessa minha necessidade de falar de emoções verdadeiras.

Que faixa(s) de “Humana” se comunicam mais com seu momento atual?

Todas. O disco foi se seguindo o caminho mais pelas coisas externas, do que vinha acontecendo no Brasil e no mundo, do que a gente foi buscar.

O álbum tem uma música da Letícia Novaes (Letrux), apontada como revelação no último ano. Que outros músicos ou cantores dessa nova geração não saem do seu “radinho”?

Tenho ouvido muita coisa. O Arthur Nogueira, que fez a produção musical do álbum, trouxe para esse disco músicos jovens para tocar comigo. E eles me fazem repensar uma série de coisas. Eu fiquei muito tocada com cada música que gravei nesse disco.

Pretende incluir alguma faixa de “Humana” no show em Manaus?

Ainda não. Mas quem sabe volto com o show novo completo.

Serviço

o quê: Fafá de Belém em “Guitarradas do Pará”
onde: Dulcila Festas e Convenções (av. Coronel Teixeira, 5982, Ponta Negra)
quando: Dia 9 de maio, às 22h
quanto: R$ 150 (lugar à mesa); ingressos à venda na loja VR Collezioni do Manauara Shopping

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