Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
Vida

Com trajetória e voz renomada, Paula Toller lança aos 52 anos o seu quarto disco solo

No disco 'Transbordada' a loira se renova e surpreende a quem está acostumado com o aspecto intimista voz e violão tão presente em sua carreira no Kid Abelha



1.gif Paula inicia turnê após o Carnaval e pretende vir a Manaus
19/02/2015 às 11:08

Com mais de 30 anos de carreira na música brasileira, Paula Toller ainda é conhecida pela maioria do público como a voz doce e marcante que surgiu no início dos anos 1980 com o grupo Kid Abelha. Sem previsão para voltar com a banda, a cantora torna a investir em sua carreira solo, lançando agora seu quarto disco próprio. Em “Transbordada” a loira se renova e surpreende a quem está acostumado com o aspecto intimista voz e violão tão presente em sua carreira no Kid Abelha.

O novo álbum tem uma proposta dançante, segundo ela, o trabalho também é uma auto-revelação da artista. “Precisei viver muitos altos e baixos para fazer esse disco e estou mais próxima de mim mesma artisticamente”, conta Toller em entrevista para o BEM VIVER. Questionada sobre a diferença deste álbum para os solos anteriores (Paula Toller 1998; Só Nós 2007; Nosso 2008) ela conta que nos outros havia uma prioridade em se estabelecer.



“Nos outros, havia um ímpeto de romper barreiras, mostrar técnica vocal, ser uma figura respeitada no cenário nacional. Agora é o agora, com toda força. Por isso [este álbum] é mais divertido, dançante e poderoso”, completa.

Parceria estrelada

Em “Transbordada” Paula buscou uma parceria antiga, um reencontro com um dos nomes mais importantes produtores da indústria fonográfica brasileira, Liminha. O produtor é visto com muito carinho pela cantora. “Poder juntar nossos talentos e criar algo bacana para as pessoas ouvirem, ou simplesmente dançarem, é algo que eu valorizo muito. Sabíamos exatamente o que queríamos e fomos experimentando. Fazer um ser humano dançar é algo desafiador (...). Liminha me ajudou a encontrar todos os caminhos em letra, melodia, harmonias, arranjos e estruturas”.

O reencontro parece ter dado tão certo, que Liminha assina a composição de todas as faixas do disco juntamente com a cantora, além de tocar baixo, violão, guitarra e teclado. Arnaldo Antunes e Beni Borja contribuem na composição de “Será que vou me arrepender?” e “Seu Nome é Blá” e “Á Deriva”, respectivamente.

FAIXAS

“Transbordada” conta com 10 faixas de estúdio inéditas. A proposta de um classic pop é notória logo na primeira faixa em “Tímidos Românticos”, assim como as letras de amor declarado já conhecidas pelo público da cantora carioca. A respeito de sua visão sobre o amor, Paula é categórica: “O amor, na minha opinião, não é e nem pode ser um sentimento burro. Eu escrevo isso desde sempre, de várias formas diferentes. Venho de uma tradição feminista, mas sou convicta de que devemos valorizar o universo masculino e deixar pra lá esse clichê que todo homem é bruto e toda mulher deusa”, opina. A cantora ressalta que para cantar o amor, é necessário que se use a alma. “Eu deixo a alma transbordar quanto canto e vem essa qualidade afetiva que o pessoal do sertanejo costuma chamar de “lágrima na voz”.

Em “Já Chegou a Hora” uma temática diferenciada é levantada por meio de rimas: O universo e a luta das mulheres. “Tentamos sobreviver, fomos bibelôs, amélias e Bardots, objetos de muito prazer”. Paula ressalta a importância de mulheres em sua criação.

“Nessa letra eu joguei frases que resumem uma trajetória histórica. Fui criada por mulheres fortes e independentes, inovadoras para a época que viveram. Na minha família nunca foi cogitado eu ser apenas dona de casa. E eu nunca comprei esse barulho de ser contra os homens. Sou mais é a fim de crescer com eles e ajudá-los a crescer”, resume.

Escolhido pela cantora por conta do timbre emocional presente em sua voz, Hélio Flanders, da banda Vanguart, divide os vocais em “Será que vou me arrepender?”, uma composição de Liminha, Paula e Arnaldo Antunes. O encontro de duas gerações do brasileiro cantando questionamentos causados pelo final de um relacionamento é a sétima faixa do disco. “Quem é grande, é grande mesmo no início da carreira, e o Vanguart é assim. Hélio canta muito bem e fizemos um dueto dor-de-cotovelo, só que numa música meio experimental, cheia de caminhos tortos de melodia.”

SHOWS

Antes mesmo do lançamento do disco, no dia 18 outubro de 2014, Paula Toller realizou o show de estreia do disco na capital gaúcha, Porto Alegre. Além deste, outros shows de divulgação foram feitos em rádios e emissoras de TV no sul e sudeste do país. “Estou arrumando as malas para viajar muito a partir do fim do carnaval e vou percorrer todo o Brasil. O show em Porto Alegre e Campinas fez muito sucesso. Pretendo ir a Manaus este ano. O show está muito agitado, peguei músicas do Transbordada e misturei com superhits turbinados, bem dançantes, pra ninguém ficar parado!”, promete a cantora.

Transbordada

1 Tímidos Românticos

2 Calmaí

3 Já Chegou a Hora

4 O Sol Desaparece

5 Ele Oh Ele

6 Seu Nome é Blá

7 Será Que Eu Vou Me Arrepender? (Participação Especial: Hélio Flanders)

8 À Deriva pela Vida

9 Transbordada

10 Ohayou (Participação Especial: João Barone)


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