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CINEMA

Marcus Majella fala sobre papel em 'Um tio quase perfeito', que estreia nesta quinta (15)

Com a presença de produtora e elenco principal, evento de pré-lançamento do filme ocorreu em São Paulo 14/06/2017 às 13:27
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Majella contracena com Jullia Svacinna, João Barreto e Sofia Barros (fotos: Desirée do Valle)
Rosiel Mendonça São Paulo (SP)

Depois de participações em filmes como “Minha mãe é uma peça”, “Mato sem cachorro” e “Vai que cola”, o ator Marcus Majella agora encara o desafio de viver seu primeiro protagonista nas telonas. Sucesso na pele do irreverente Ferdinando, do canal Multishow, ele interpreta o Tio Tony da comédia “Um tio quase perfeito”, que chega aos cinemas de todo o País nesta quinta-feira, dia 15.

No filme dirigido por Pedro Antonio, o mesmo de “Tô ryca” (2016), Majella contracena com um trio de jovens atores e com a veterana Ana Lucia Torre. A trama gira em torno de Tony, um trambiqueiro que, junto com a mãe (Ana Lucia), acaba tendo que passar uma temporada na casa da irmã (Letícia Isnard), onde recebe a missão de cuidar dos sobrinhos: Patrícia (Jullia Svacinna), João (João Barreto) e Valentina (Sofia Barros). Aí é que começa a série de confusões e descobertas envolvendo a família.

Durante o pré-lançamento do filme em São Paulo, Majella comemorou a nova experiência na dramaturgia. “Faço o Ferdinando há cinco anos, na TV e no cinema, e ele está bastante popular por causa disso. Quando veio o convite das produtoras, achei que era o momento ideal não só de estrear como protagonista, mas de fazer algo voltado às crianças, com que o Ferdinando faz muito sucesso”, disse.

Apesar disso, o ator teve que se desvencilhar do universo desse personagem durante a produção de “Um tio quase perfeito”.  “Eu estava viciado em alguns trejeitos do Ferdinando, então fiz a construção desse tio ao longo de dois meses junto com o Pedro, limpando alguns vícios. Durante esse tempo, fui percebendo que o Tony era o próprio Pedro, com esse jeito de tiozão, meio ogro. Então ele estava me dirigindo e eu o imitando, foi fácil e difícil ao mesmo tempo”, brincou Majella.

Envolvimento

O convite para Marcus embarcar nessa produção foi um golpe do destino, por assim dizer. É que o projeto chegou à Morena Filmes, das produtoras Mariza Leão e Erica Iootty, como a história de um “pai perfeito”, papel que seria de Leandro Hassum. 

Por uma série de questões, mudou-se o argumento original até chegar à história do tio às voltas com a família. “Eu intuí que o tio seria mais original”, explicou Mariza, que acompanhou de perto os 12 tratamentos do roteiro. “Gosto muito de participar do roteiro, e esse trabalho não pode ter prazo”.

Para Majella, os desafios de “Um tio quase perfeito” foram ricos em aprendizado. “Já na primeira semana eu estava esgotado. É uma superresponsabilidade, uma história inteira que gira em torno de você, uma demanda física e de concentração muito grandes. É preciso muita disciplina e preparação. Você não sai do set, mas é um desafio bacana. Quero encarar outros”.

Sobre o trabalho ao lado do elenco infantil, ele acrescentou: “Criança traz uma pureza pro trabalho. E no meio desse trabalho insano, você está contracenando com alguém que te traz essa pureza, esse frescor, que talvez você não tenha mais. Aprendi muito com elas, de uma forma que jamais imaginei aprender. Foi incrível, além de ter sido uma farra”.

Questão de gênero

“Um tio quase perfeito” se insere num gênero de obras que as produtoras consideram um terreno novo no Brasil, os chamados “family films”, ou “filmes família”, populares na França e nos Estados Unidos. Por isso que, apesar de ser uma comédia, o filme estrelado por Marcus Majella não caia no humor fácil ou bobalhão.

“Foi uma experiência muito trabalhosa porque não queríamos fazer uma produção apenas infantil, e sim para toda a família. Além disso, o gênero ‘family film’ não precisa se demorar nos dramas psicológicos, porque eles já estão estabelecidos, mas ele pode ajudar a entender o que é a família brasileira e como se comunicar com ela. Não tínhamos todas as respostas, então intuímos muito”, afirmou o diretor Pedro Antonio, que considera acertada a investida de Mariza Leão nesse nicho, pois ajuda a diversificar a indústria do cinema brasileiro.

Ana Lucia Torre concordou nesse ponto: “Não é uma comedia que se perde na comédia. É uma comédia que fala de família e das relações entre as pessoas, e que quando a família tem laços de amor, eles podem brigar, se desentender, mas o amor está ali segurando tudo”.

Orçado em R$ 6 milhões, “Um tio quase perfeito” tem coprodução da Globo Filmes e da Sony Pictures e distribuição da H2O Films.

* O repórter viajou a convite da H2O Films

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