Publicidade
Entretenimento
EDUCAÇÃO

Em meio à era digital, pais mantêm hábitos tradicionais na interação com os filhos

Mesmo com a rotina agitada, eles tentam para estreitar laços com suas crias através de hábitos “antigos” na hora do lazer 23/09/2018 às 18:21 - Atualizado em 24/09/2018 às 09:00
Show 88 5b9fcd26 c97d 480b bc00 3e2b6052bed3
Advogado Júlio Antônio Lopes passou paixão de infância a filhos (Foto: Divulgação)
Juan Gabriel Manaus (AM)

Em meio à era digital, celulares, tablets e computadores têm ocupado um papel significativo na rotina dos filhos. Às vezes, como preço de uma rotina de trabalho atribulada, o contato dos pais com as crianças acaba ficando em segundo plano, o que pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo dos pequenos e, principalmente, afrouxar laços afetivos, trazendo impactos negativos no aspecto psicológico. 

Mesmo nesse cenário, que se fortificou ainda mais na virada dos anos 2000, há quem vá na contramão e reconheça a importância de se manter hábitos “antigos” na hora de passar um tempo de lazer com os filhos. Em recente entrevista à youtuber Anna Layza, dona do canal “Hi Gorgeous”, o apresentador da Record TV Rodrigo Faro revelou ser adepto de atividades tradicionais, como a leitura noturna, estimulando ainda mais o contato entre ele e a filha, Maria, de 10 anos.

“A gente acostuma, quando ela era menorzinha, principalmente, eu sempre lia livros para ela antes de dormir, hoje de vez em quando ainda leio, mas quando era pequenininha era direto”, revelou o apresentador.

Trazer atividades que fizeram parte da infância dos pais para o cotidiano dos filhos também é uma alternativa para estreitar as relações e até servir como forma de ensinar a prole a lidar, de maneira divertida, com situações fundamentais para a vida adulta. Foi o que fez o advogado Júlio Antônio Lopes, que introduziu o futebol de botão, paixão que carrega desde a juventude, para o convívio com os filhos durante a fase de crescimento.


Advogado Júlio Antônio Lopes passou paixão de infância a filhos (Foto: Divulgação)

“Passei o esporte para os meus filhos, em princípio, porque ele desperta na pessoa uma série de coisas positivas, como foco para alcançar uma meta; a capacidade de persistir; de saber lidar de forma sadia com as vitórias e, de outro modo, lidar com as derrotas; ao final, eles aprendem a ter disciplina e sabedoria para encontrar o ponto de equilíbrio”, destaca o advogado.

Para a filha de Júlio, a estudante de Direito Laís Lopes, hoje com 21 anos, a prática proporcionou momentos marcantes durante a infância. “O futebol de botão me aproximou do meu pai, pois era uma atividade que ele sempre gostou desde pequeno e quando teve a oportunidade, nos ensinou a jogar. Ele também fez um time para cada filho e era muito divertido porque sempre havia campeonatos com prêmios”, revela a jovem.

Lidando com a tecnologia

“Percebo que essa tarefa de estar conectada com a linguagem e a brincadeira com os filhos durante a primeira infância não é algo tão frequente. Estamos vivendo um momento onde isso está se perdendo. Uma mãe que canta e brinca é importante e contribui para esse ciclo de afeto”, diz Sanjuán.

Já para a especialista em educação precoce Maria Emilia López, ainda é cedo para encontrar uma resposta definitiva, mas o ideal é resistir aos impactos dessa tecnologia e tentar levar a fase como nos velhos tempos. “São tempos diferentes, mas acredito que tem muito a ver com a luta sobre como viver poeticamente, como ainda fazer as coisas, as leituras e as brincadeiras de sempre”, diz López.

Publicidade
Publicidade