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Confira alguns cuidados para a saúde cardiovascular feminina

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 30% dos casos de  infarto agudo do miocárdio no País têm mulheres como vítimas  16/11/2014 às 17:42
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Outro fator que pesa na saúde cardiovascular da mulher é o sedentarismo
Lucy Rodrigues Manaus (AM)

Acostumadas a dar conta de tudo (casa, trabalho, família...), quando o assunto é saúde a maioria das mulheres logo se lembra de colocar os exames ginecológicos em dia. Tudo bem, eles são importantes, mas o coração não merece ser lembrado por elas apenas quando é posto emocionalmente à prova.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 30% dos casos de  infarto agudo do miocárdio no País têm mulheres como vítimas e, mesmo sendo menos acometidas pela doença que os homens, a mortalidade por infarto entre 35 e 44 anos é cerca de quatro vezes superior nas mulheres. Mais um motivo para elas cuidarem melhor do coração.

“O infarto na mulher geralmente se manifesta de forma diferente, com fadiga intensa, náuseas e dor na boca do estômago. A mulher consegue suportar a dor por mais tempo e acaba demorando muito para procurar ajuda, o que pode levar a maior número de sequelas e menos sucesso no tratamento”, alerta a cardiologista  Christina Ballut.

“O auxílio deve ser sempre levar a paciente imediatamente ao pronto-socorro e se tiver aspirina disponível fazer a paciente mastigar dois comprimidos”, orienta.

Prevenção 

Além do infarto, hipertensão arterial, arteriosclerose devido ao acúmulo de gordura nos vasos, obesidade e dislipidemias  também são doenças que afetam a saúde do coração feminino. De acordo com a especialista, os cuidados para prevení-las devem ser intensificados de acordo com a condição de cada organismo.

“Se a paciente não tem histórico familiar de doença cardiovascular, diabetes melitus e não apresenta fatores de risco para essas doenças, como hipertensão arterial, tabagismo, obesidade, dislipidemias e estresse, então esses exames cardíacos devem ser intensificados a partir dos 40 anos. Entretanto, no caso de histórico familiar e fatores de risco presentes, a partir dos 30. Além disso, se durante a gravidez a paciente teve pressão alta ou fez quadro de eclampsia, deve procurar imediatamente o cardiologista”.

Ainda que não tenha nenhum fator de risco ou histórico familiar, a rotina de prevenção, segundo Ballut, deve incluir exames anuais para verificar os níveis de açúcar, colesterol e ácido úrico no sangue, verificar a pressão arterial e fazer pelo menos um eletrocardiograma.

Xô, sedentarismo!

Outro grande fator de risco para o coração das mulheres é o sedentarismo. Segundo estudo feito por pesquisadores australianos e publicado este ano no British Journal of Sports Medicine, a falta de atividade física impacta mais que o tabagismo no risco de mulheres acima dos 30 anos desenvolverem doenças cardiovasculares. O estudo mostrou que à medida que as mulheres envelhecem, muitas deixam de fumar, mas continuam com a vida sedentária.

Conforme a pesquisa, caso todas as mulheres de 30 anos seguissem as recomendações sobre a prática de atividade física (pelo menos 150 minutos semanais de exercícios moderados) a vida de muitas poderia ser salva todos os anos. “O exercício físico é um fator benéfico porque ele atua diretamente nos fatores de risco responsáveis pelas doenças cardiovasculares. Ele modifica o perfil lipídico, aumentando o colesterol bom, auxilia no controle do diabetes, libera endorfinas que diminuem o estresse, melhora a resistência cardiovascular e aumenta a circulação nos vasos e artérias, melhorando assim a oxigenação de todos os órgãos”, complementa.

Fatores para a saúde cardiovascular ideal*

Ausência de doença cardiovascular;

Colesterol total < 200 mg;

Pressão Arterial < 120 X 80 mmhg;

Glicemia em jejum < 100; IMC < 25;

Não tabagismo;

Realização de atividade física de moderada intensidade a combinada com intensa;

Dieta Dash (rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes, aves, leite e derivados com baixo teor de gordura, e alimentos fontes de gordura monoinsaturada).

*Fonte: American Heart Association (2011).

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