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Conheça artistas que fizeram releituras femininas de canções compostas por homens

A cantora britânica Natalie Imbruglia, por exemplo, acaba de lançar Male, uma coleção de 12 músicas reconfiguradas em um viés feminino 07/08/2015 às 16:05
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O disco de Natalie vem em uma esteira de projetos similares idealizados por mulheres
Lucas Jardim Manaus (AM)

A cantora britânica Natalie Imbruglia, do eterno hit noventista “Torn”, acaba de ganhar novamente os holofotes com o lançamento de seu mais novo disco, Male, o quinto da carreira.

A proposta do álbum, no entanto, difere grandemente de seus trabalhos anteriores, que continham muitas músicas de co-autoria: Male é uma coleção de 12 músicas famosamente gravadas por homens, submetidas à releitura feminina da artista.

O conceito é quente em um 2015 que vê as mulheres se posicionando por melhores posições e representatividade na arte, e essa discussão pode acabar levando o disco às graças do público e da imprensa especializada - a doce versão de “Instant Crush”, canção da dupla eletrônica francesa Daft Punk, com vocais de Julian Casablancas, da banda The Strokes, já anda circulando pelas rádios inglesas.

No entanto, ele está longe de ser a primeira vez que uma artista se lança em projeto que torna a releitura feminina um ponto central na experiência da música.Nem precisa sair da Inglaterra para achar um exemplo: a cantora Annie Lennox lançou seu disco Medusa, em 1995, também inteiramente composto por covers de músicas escritas por homens. 

O disco foi para o topo da parada britânica e ficou mais de 60 semanas na americana, sendo platina duplo nos dois mercados. Mesmo não sendo exatamente querido pela crítica, Medusa conseguiu emplacar um grande hit da artista, uma versão de “No More ‘I Love You’s”, que lhe rendeu um Grammy de Melhor Performance Vocal Pop Feminina em 1996, o primeiro a ser concedido a uma artista britânica.

Nos EUA

Na virada do milênio, foi a vez da americana Tori Amos se lançar nesse tipo de projeto reinterpretativo com seu Strange Little Girls, de 2001. Conceitual como boa parte de sua obra, o encarte do disco vinha com uma sessão de fotos em que Tori aparecia encarnando as personagens femininas das músicas e cada uma delas ganhou uma pequena biografia, cortesia do amigo da cantora, o escritor Neil Gaiman.

Como Medusa, o disco também não foi bem recebido pela crítica, mas foi sucesso de público, que não se espantou com suas radicais reinterpretações de “97 Bonnie & Clyde”, do rapper Eminem, e “Raining Blood”, do grupo de metal Slayer.

Quem se arriscou também foi Patti Smith, figura seminal do rock, que lançou o disco Twelve, com uma proposta similar, em 2012. Diferentemente dos discos de Natalie, Annie e Tori, Patti não se ateve exclusivamente a canções gravadas por homens e incluiu “White Rabbit”, sucesso do grupo psicodélico Jefferson Airplane, no repertório do álbum. As demais, no entanto, são todas de vozes masculinas: um destaque foi seu cover de “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana.

Foco em um artista

Algumas cantoras optaram por lançar projetos focados em um artista masculino específico, tornando-os mais esses artistas do que sobre a dualidade masculino-feminino.

A também atriz Scarlett Johansson fez isso em 2008 quando gravou Anywhere I Lay My Head, que consistia largamente de covers do cantor Tom Waits. Dois anos depois, Amanda Palmer montou um EP de covers da banda Radiohead com arranjos minimalistas que usavam apenas ukelele e piano!

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