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OUTUBRO ILUSTRADO

Conheça cinco perfis de ilustradores que estão participando do Inktober 2017

Projeto criado em 2009 estimula artistas a criarem um desenho novo por dia durante o mês de outubro 10/10/2017 às 22:43 - Atualizado em 11/10/2017 às 07:27
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(Foto: Divulgação)
Tiago Melo Manaus (AM)

Criado em 2009 pelo ilustrador americano Jake Parker, o Inktober vem angariando cada vez mais adeptos no Amazonas e no mundo. A ideia do projeto é estimular os artistas, sejam eles profissionais, amadores ou entusiastas, a criarem durante todo o mês de outubro um desenho novo por dia. 

Todos os anos, Parker faz uma lista com temas e palavras para ajudar os artistas no momento da criação. Segundo ele, não é obrigatório seguir a lista para participar. Na verdade, as regras são bem simples: o primeiro passo é desenhar (com o material que for); postar na internet; marcar o desenho com as hashtags #inktober e #inktober2017; e repetir o processo.

Nas redes sociais é possível acompanhar o trabalho dos ilustradores, que vão de temáticas do terror a técnicas de lettering, passando por artistas mais compromissados que postam diariamente e outros que reservam apenas um dia da semana para compartilhar sua arte. 

Como disse Parker, o importante é participar da forma que der e, assim, desenvolver o hábito de desenhar e as técnicas de cada um. Abaixo, separamos cinco perfis de ilustradores amazonenses para você se inspirar e, quem sabe, participar na edição de 2018. Confira:

@diiegosilver

Diego Silva é designer e ilustrador e participa pelo segundo ano consecutivo do Inktober. Para esse ano, ele escolheu como tema as divindades do mundo antigo. Ou seja, espere encontrar em seu trabalho ilustrações de deuses nórdicos e egípcios, como Thor e Anúbis. 

“Meu processo de criação se baseia em definir antes todos os desenhos dos 31 dias e me organizar. Começo procurando referências visuais e estudando um pouco da história de cada personagem. Eu me limitei a usar apenas tinta preta, então eu uso canetas nanquim e marcadores permanentes diretamente no papel 100% branco”, comentou ele.

@greendevilartwork

Anderson ‘Green Devil’ é outro ilustrador já habituado aos desafios do Inktober. Com uma temática de filmes e contos de terror, focado em grandes vilões da cultura pop, Anderson conta que participa do projeto para se divertir e treinar. 

“Meu trabalho geralmente é muito digital. Participar desse desafio, então, é um bom empurrão para eu pegarem um pouco em tinta e papel e voltar para as raízes da ilustração”, disse ele, ressaltando que esse ano seu trabalho está mais experimental com vários materiais que vão desde canetas Posca, marcadores, corretivos e os tradicionais lápis da série B.

@lima_rafael

Pelo terceiro ano, Rafael Lima participa do Inktober. Mais focado, ele conta que pela primeira vez acredita que vai seguir até o fim. Seu recorde, segundo ele, foi de dez dias antes de perder o ritmo.

“Dessa vez a minha percepção do desafio mudou bastante. Eu passo basicamente o dia todo trabalhando concentrado em frente ao computador. Sentar e dar uma rabiscada de maneira desconectada de tudo ao som de músicas que gosto tem sido algo muito relaxante”, disse ele, que está fazendo o lettering de suas músicas favoritas.

@jonhmsilva

“A primeira vez que participei foi em 2014, e foi engraçado, pois iniciamos um mês depois e criamos o Inktember. Foi realmente uma brincadeira com os amigos e desde lá venho participando”, relembra o ilustrador John Maycon, que neste ano decidiu trabalhar com a temática de jogos independentes. 

Para ele, a evolução durante o Inktober é apenas o primeiro passo: “Às vezes essa evolução pode demorar mais do que um mês. O fato de uma pessoa ganhar melhores resultados está totalmente relacionado com a quantidade de tentativas. Ainda não conseguiu? Respira e tenta de novo. A evolução é uma maratona, assim como a nossa vida”.

@daveccarv

O ilustrador Dave Carvalho conta que, pela primeira vez, está tentando de fato fazer os 31 desenhos propostos pelo desafio original. Segundo ele, as tentativas anteriores não deram muito certo por conta de fatores como trabalho e faculdade que não o deixavam focar no Inktober.

“Esse ano escolhi o tema Inside (dentro) mais levado pra cultura japonesa. Peguei elementos nipônicos e os cortei ao meio. Lendas, peças, comida e etc. Alguns fiz umas modificações, outros segui à risca”, explicou.

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