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Conheça dez discos clássicos que estão virando trintões

O BEM VIVER está em um clima revivalista e a vibe nostálgica nos acomete por diversos motivos entre eles, o recente Rock in Rio, que também está trintando 18/10/2015 às 19:15
Show 1
Kate Bush lançava seu clássico "Hounds of Love" há trinta anos
Loyana Camelo e Lucas Jardim Manaus (AM)

Crise dos trinta? Sai dessa. O BEM VIVER está em um clima revivalista e resolveu escolher algumas pérolas musicais que estão completando 30 anos em 2015 e que merecem pintar na sua playlist ou no seu soundsystem a qualquer hora.

Ficou muita coisa de fora? Sim, infelizmente não seria possível fechar uma lista com os 10 melhores sem fazer alguns sacrifícios. É bom, porém, ressaltar duas coisas importantes para o nosso leitor: a lista final não está fincada apenas em escolhas subjetivas.

Nossa ideia é também lembrar alguns dos ritmos que ganharam mais evidência nos anos 80: pop rock, post-punk, hard rock, new wave e todas as experimentações derivadas destes - e foi produzida muita coisa boa nessa época.

A vibe nostálgica nos acomete por diversos motivos. O Rock in Rio, que também está trintando este ano, trouxe para o seu Palco Mundo a banda norueguesa A-ha - relembrando alguns dos hits mais característicos da década de 80 (como “Take on Me”, que figura em um CD que consta na nossa lista).

Kate Bush, cuja foto abre esta matéria, não veio para o Brasil recentemente, mas no ano passado fez sua primeira turnê depois de 35 anos sem subir nos palcos.

A “volta” da cantora fez muita gente revisitar seu álbum mais bem-sucedido, o “Hounds of Love”. Daí foi-se lembrando de outros lançamentos icônicos que fazem aniversário redondo neste 2015, e que curiosamente, representam o ponto alto da carreira de muitos dos artistas aqui mencionados.

Ficou curioso? Aproveite nossa lista para se inspirar e conhecer alguns desses clássicos oitentistas (mas acima de tudo, atemporais) aniversariantes antes que o ano acabe!


Slave to the Rhythm

Tendo finalizado sua “trilogia Compass Point”, gravada no Caribe, Grace Jones estava buscando algo novo para a carreira. Ela se aventurou fazendo filmes, chegando a ter papeis de destaque em “Conan, o Bárbaro” e “007 - Na Mira dos Assassinos”.

Na hora de gravar um novo disco, ela se juntou ao produtor Trevor Horn e retornou com esse disco, um disco conceitual composto por nove remixes da mesma música! A faixa-título é até hoje um dos maiores sucessos de Grace Jones e sedimentou seu lugar na cultura pop.


Hounds of Love

Até hoje tido como o melhor álbum da britânica Kate Bush, “Hounds of Love” marcou o ápice da sua mistura de rock e música experimental em um projeto com forte apelo popular.

O disco é, de fato, um dois-em-um: a primeira metade, “Cães do Amor”, é uma sucessão de hits para rádio: “Running Up That Hill”, “The Big Sky” e a faixa-título foram grandes sucessos para a cantora.

A segunda parte, “A Nona Onda”, é uma suíte altamente inspirada em folk inglês que conta a história de uma mulher que tenta sobreviver uma noite à deriva no mar aberto.


Psychocandy

“Psychocandy” criou um novo estilo de rock praticamente sozinho: o shoegaze, um tipo de noise rock cheio de barulho e efeitos que se inspirava tanto nas melodias sessentistas quanto na textura do dream pop.

Com ele, o Jesus and Mary Chain emplacou o hit “Just Like Honey” e entrou para a cultura pop como criadores de um movimento que tem adeptos até os dias de hoje.

A banda ficou mais eletrônica e suave com o tempo, mas as guitarras de músicas como “The Living End” e “Never Understand” ficaram na memória. “Just Like Honey” até foi parar na famosa cena final de “Encontros e Desencontros”, de Sofia Coppola.


Low-Life

De maneira geral, “Low-Life” é considerado o ponto em que o New Order deixou para trás as raízes pós-punk e abraçou de vez a música eletrônica. Tanto os hits “The Perfect Kiss” e “Sub-Culture” quanto “Elegia”, dedicada a Ian Curtis, vocalista da banda prévia dos integrantes, a Joy Division, aparecem aqui em versões editadas. Ademais, “Love Vigilantes” viu a banda explorar elementos do country americano e “Face Up” tem uma batida frenética e irresistível. Pontos pelo ecletismo.


The Head on the Door

O disco que o The Cure lançou em 1985 viu a banda mudar drasticamente o estilo sem perder a essência: o rock gótico e depressivo que caracterizava sua obra até então deu lugar a hits pop bastante influenciados pela new wave que iniciaram uma nova fase do grupo.

Tomadas de uma alegria estranha (mas sem esquecer completamente as raízes góticas), Robert Smith e companhia pariram músicas como “Close to Me”, “Six Different Ways” e um dos hinos da banda “In-Between Days”, com sua melodia feita para grudar na cabeça por dias a fio. Um ponto alto da discografia do The Cure.


Songs from the Big Chair

O segundo álbum da dupla britânica Tears for Fears é uma obra prima do pop e new wave. O original lançado em fevereiro de 85 traz apenas oito músicas, das quais, praticamente todas foram hits: “Head Over Hills”, “Everybody Wants to Rule the World”, “Shout”, “Mothers Talk” e “I Believe”.

Em 1999, uma edição remasterizada saiu com cinco faixas bônus. As músicas são românticas sem serem piegas; dramáticas sem serem depressivas e dançantes na medida certa. União perfeita de ritmo e boas letras.


Hunting High and Low

Foi só o A-ha se apresentar no Rock in Rio deste ano para todos lembrarem o quanto a banda norueguesa continua em boa forma - principalmente o vocalista Morten Harket, que tem (até hoje) uma das vozes mais afinadas do pop rock.

“Hunting High and Low” é o álbum de estreia deles e, sem dúvidas, um dos seus melhores. Os destaques vão para a faixa título (Hunting High and Low), “Train of Thought”, “The Sun Always Shines on T.V”, “Living a Boy's Adventure Tale” (com direito a um falsete impressionante) e para o eterno hit “Take on Me".


Brothers in Arms

Quando se pensa em Dire Staits, há quem lembre de primeira de “Sultains of Swing”. Mas esse hit é só a ponta do iceberg. Em 1985, a banda  de blues rock (com influências de new wave) conseguiu fazer o memorável “Brothers in Arms”,  com um hit atrás do outro: “So Far Away”, “Walk of Life”, “Your Latest Trick”, a faixa título (trilha sonora de muitas ressacas) e a icônica “Money For Nothing”. A última, inclusive, foi um dos clips mais tocados na MTV. Até hoje é um tanto difícil ouvir o riff principal da música sem que este grude na cabeça.


Heart

A década de 80 foi terreno fértil para muitas “hair bands” de qualidade e o Heart defini-tivamente está no olimpo destas. Uma boa forma de conhecer a essência do grupo comandado pelas irmãs Wilson (Nancy e Ann) é por meio deste álbum homônimo, lançado em julho de 1985.

Nele estão as ótimas “What About Love”, “These Dreams” (balada mais bonita do CD), “If Looks Could Kill” (hard rock dos bons), “Never” e muitas mais. O duo de vozes de Ann (como vocalista principal) e Nancy (fazendo o backing vocal) funciona muito bem.


Once Upon a Time

Os Simple Minds atingiram o estrelato nos EUA e no mundo inteiro depois que “Don’t You (Forget About Me)” foi usada como trilha sonora do filme “Clube dos Cinco”. A faixa faz parte de “Once Upon a Time”, sétimo álbum da banda escocesa, recheado de synth-pop com pitadas de new wave e rock alternativo.

As músicas são alto astral - daquelas que dá vontade de cantar em voz alta o dia todo. Além da bem-sucedida música do filme, os destaques vão para “Alive and Kicking”, “All the Things She Said” e “Ghost Dancing”. Um clássico absoluto da década de 80.

Lançamentos nacionais

“Legião Urbana” - Legião Urbana

“Educação Sentimental” - Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens

“Flor Atômica” - Stress

“Revoluções Por Minuto” - RPM

“O Concreto Já Rachou” - Plebe Rude

“Nós Vamos Invadir Sua Praia” - Ultraje a Rigor

“Televisão” - Titãs

“Exagerado” - Cazuza

“Passos no Escuro” - Zero

“Rock Grande do Sul” - Coletânea (com Replicantes, TNT, DeFalla, Garotos da Rua e Engenheiros do Hawaii)

“Normal” - Lulu Santos

“Olhar” - Metrô

“Rita e Roberto” - Rita Lee e Roberto de Carvalho

“Mais Podres do Que Nunca” - Garotos Podres

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