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ARTE

Conheça o trabalho das ilustradoras amazonenses Laura Athayde e Irena Freitas

As ilustradoras decidiram largar o direito e o jornalismo, respectivamente, para se dedicar ao desenho. Confira as produções inspiradas no empoderamento feminino 27/12/2017 às 10:11 - Atualizado em 27/12/2017 às 16:11
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(Foto: Divulgação)
Tiago Melo Manaus (AM)

Viver de arte pode não ser uma tarefa muito fácil, principalmente quando se trata de um mercado ainda em crescimento como o de Manaus, mas para as ilustradadoras Laura Athayde e Irena Freitas, que decidiram largar o direito e o jornalismo, respectivamente, para se dedicar ao desenho, viver sem fazer aquilo que amam seria algo ainda mais difícil.

Apaixonada por desenhar e ler histórias em quadrinhos, Laura acabou se graduando em direito. “Nunca levei com seriedade a profissão de ilustradora, até que em 2013 descobri a cena independente de quadrinhistas brasileiros e comecei a fazer os meus próprios, a postar nas redes, participar de antologias e coletâneas. Minha imigração de profissão foi bem natural”, afirma Laura, de 28 anos.

Dona de um estilo visual multifacetado e poderoso, Laura possui uma temática que gira em torno de relacionamentos, feminismo e empoderamento da mulher. Temática esta que a leva cada vez mais longe no mercado. De acordo com ela, 2017 foi um ano cheio de conquistas e 2018 só reserva coisas ainda melhores.

“Esse ano publiquei semanalmente uma tirinha no site Beltrano e minhas ilustrações fizeram parte de três livros incríveis: ‘50 Brasileiras Incríveis Para Conhecer Antes de Crescer’, ‘Extraordinárias — Mulheres que revolucionaram o Brasil’, dos quais participei em colaboração com outras artistas, e  o de poemas sobre amor e luta: ‘Tudo Nela Brilha e Queima’, que fiz a capa e todos os desenhos do interior sozinha", conta a desenhista.

Para ela o convite para os livros foi uma forma de reconhecimento do seu trabalho autoral nos últimos quatro anos. “As pessoas passaram a relacionar o meu nome com a temática do empoderamento feminino. Achei ótimo. Como eu faço meus quadrinhos de forma independente, posso trabalhar com o que eu gosto e assim criar um portfólio que me represente”, afirma.

Algo que, segundo ela, por ter entrado meio que por acaso no mundo da ilustração, aconteceu mais rápido do que ela imaginava. Morando em São Paulo, em 2014, por conta de uma pós-graduação em direito, a artista conta que não tinha coragem de abrir mão da profissão.

“2014 foi um ano muito decisivo para mim. Participei da feira de publicações autorais e independentes, a Plana, fiz cursos de ilustração, pintura e quadrinhos na Quanta Academia, e, já no final do ano, saí do meu emprego como advogada e abracei o desenho. No mesmo período me mudei para Belo Horizonte, onde moro até hoje e me dedico à ilustração”, explica Laura, que agora conclui a graduação em design.

Mundo de Irena

Fofo, onírico, colorido e pop, são apenas algumas das características do trabalho de Irena Freitas, de 26 anos, que revela: “Eu sempre quis trabalhar desenhando, mas não sabia qual era essa profissão. Só quando estava no Ensino Médio descobri a profissão de ilustrador e desde então quis trabalhar com isso. Fiz a faculdade de jornalismo porque não tinha nada que se aproximasse da ilustração nas universidades brasileiras. Por conta disso, também me formei em design gráfico e, ao contrário do que muitos acham, o curso não é nada parecido com ilustração”.

“Sempre achei que teria outro emprego antes de conseguir me estabelecer como ilustradora, mas aconteceu o contrário. Comecei a pegar trabalhos avulsos em ilustração antes mesmo de me formar nas duas faculdades”, completou Irena, que, ainda em Manaus, trabalhou durante dois anos como ilustradora em uma empresa de games, antes de partir para os Estados Unidos em busca de uma formação acadêmica na área de ilustração.

Após retornar recentemente do seu mestrado na Savannah College of Art and Design, Irena conta que o ano foi dedicado a estudar e a trabalhar no seu portfólio. “Nos últimos anos tinha muita coisa no meu estilo de desenho que estava me deixando insatisfeita, então basicamente passei 2017 todinho refazendo meu portfólio e estou bem mais feliz com o resultado”, conta ela.

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