Publicidade
Entretenimento
Vida

Consultora de moda Maria Prata fará palestra em Manaus no próximo dia 26 de novembro

Formada pela London College of Fashion, Maria já teve passagens pelas revistas Vogue e Harper’s Bazaar. Hoje apresenta a série Mundo S/A, no canal GloboNews 13/11/2015 às 14:05
Show 1
Maria Prata é referência de moda no Brasil e fala com exclusividade ao V&E
ARTUR CESAR Manaus (AM)

Nunca se consumiu e produziu tanto na  moda quanto agora. Para o bem e para o mal isso trouxe sérias consequências para o mercado. É preciso encontrar um caminho de consenso para pôr esse crescimento nos trilhos.

Esta é a ideia compartilhada pela  jornalista e consultora de moda Maria Prata, que estará em Manaus no próximo dia 26 para ministrar a palestra “Moda: Glamour X Carreira e Negócios”, a convite do Shopping Ponta Negra. O evento é organizado pela ABL Consultoria, da administradora Angela Bulbol de Lima. 

“Há ônus e bônus. O bônus é que a moda, que antes era um mercado restrito, se democratizou. Mais gente tem acesso a informações, mais gente fica conhecendo esse universo. Nunca se falou tanto em estilo pessoal. O ônus é que, com mais gente tendo informação, aumenta o alcance do desejo de moda, aumentando, consequentemente, o consumo, o que, por sua vez, acelera a produção. O mercado de moda é um dos maiores de mundo e, também, um dos que mais produz lixo. Pensar em uma desaceleração desse mercado, portanto, seria muito importante”, alerta Maria, em entrevista exclusiva ao VIDA & ESTILO.

Formada pela London College of Fashion, ainda na faculdade Maria Prata começou a trabalhar na revista Capricho. Já teve passagens pelas revistas Vogue e Harper’s Bazaar.

Hoje comanda a série Mundo S/A, no canal GloboNews, onde se dedica a mostrar, entre outras coisas, como as redes de varejo passaram de produtores de roupas a gigantes vendedores de tendências. Na opinião dela, a democratização da informação virou a moda do avesso.

“No mercado de moda o impacto é tremendo. Primeiro, porque o consumidor de hoje tem mais acesso à informação. Assiste aos desfiles, entra em blogs, segue perfis de grande influência nas redes sociais. Isso provoca uma enorme aceleração no desejo e ele passa a consumir com mais frequência – o que gera uma demanda por novas ofertas nas prateleiras. Segundo, porque, online, o consumidor pode conhecer os produtos disponíveis no mercado, as diferenças de preços na concorrência. Com isso, pode consumir com mais consciência”, opina. 

E-commerces

Ela explica que a Internet, como um todo, foi muito importante para esse processo. Deu acesso à informação e acesso ao produto, com os e-commerces.

As mudanças criaram um novo consumidor, atento as tendências do mercado e que tem na palma das mãos informações sobre marcas mundiais.

“Das grandes redes de varejo às grifes de prêt-à-porter, todos estão oferecendo cada vez mais produtos e variações de tendências para este consumidor”, observa Maria.  

“Nunca consumimos tanto, nunca produzimos tanto. Por isso, há uma vontade de um público AA de se diferenciar, consumindo produtos cada vez mais caros e exclusivos. E muitas marcas já estão atendendo a essa demanda, investindo fortemente em  coleções de alta-costura e roupas sob medida, por exemplo”, afirma a jornalista. 

O mercado de luxo, aliás, está crescendo cada vez mais no Brasil, principalmente quando se trata de produtos importados. Mas a moda brasileira precisa se adaptar a essa tendência. “Precisa muito! A roupa brasileira está ficando cada vez mais cara, já que é muito caro produzir. Então se a gente não consegue competir na qualidade, pelo menos temos que conseguir competir no preço”, esclarece a especialista.

Três perguntas para:

A moda de fato se democratizou depois do ‘boom’ das grandes lojas de departamento?

Completamente. A partir do momento em que todo mundo tem acesso às mesmas informações, e as principais tendências desfiladas pelas maiores grifes estão disponíveis a preços populares, podemos falar em democratização. O fast fashion gerou um aumento significativo no faturamento das empresas.

Você consome fast fashion?

Consumo. Adoro a Uniqlo, compro bastante. Sempre que viajo, faço um estoque de cashmere de lá. Também compro bastante na Cos, que é a primeira marca da H&M. Atualmente, são as que têm mais a ver comigo. Ambas têm peças mais minimalistas, algumas mais clássicas.

Você acha que falta muito para fazer moda de maneira consciente?

Hoje em dia, há uma consciência muito maior, e crescente, nesse sentido. Isso não existia há uma década, por exemplo. Mas acontece que, infelizmente, produzir de forma eco-friendly ainda é muito caro – e isso acaba chegando no produto final.

Publicidade
Publicidade