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Coreógrafo francês participa de residência artística em Manaus

Contém Dança Cia. encerrou ontem primeira etapa de residência artística com o coreógrafo Patrick Servius 30/03/2013 às 17:15
Show 1
Francis, Oswaldo Malaquias,Sumaia Farias, Alessany Negreiros são os intépretes
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Neste domingo (31), o coreógrafo Patrick Servius embarcou de volta para sua terra natal, Marselha, no sul da França, com o sentimento de dever cumprido. Nas últimas semanas, ele esteve em Manaus participando de uma residência artística junto à Contém Dança Cia., dirigida pela bailarina Francis Baiardi, processo que vai dar origem ao espetáculo “Presenças”, com previsão de estreia para setembro, no Teatro Amazonas.

A construção do espetáculo, que tem a proposta de levar para o palco uma leitura da identidade amazonense por meio da dança, tem sido um trabalho revelador tanto para os quatro intérpretes envolvidos quanto para o coreógrafo francês.

“Nesse primeiro momento, eu tive que descobrir os bailarinos, entender como eles funcionam e trazê-los para a minha proposta, já que temos duas culturas diferentes e formas diversas de viver a profissão. Mas fizemos um bom trabalho, estou contente, uma coisa especial está chegando”, declarou Servius, arriscando-se no português.

Para a diretora da Contém, a experiência está sendo uma chance da companhia se reciclar. “Tudo que ele faz é grandioso, só tem a acrescentar. É um momento muito especial na minha carreira, porque o que a gente está vivendo é intenso. Há quase cinco anos eu não trabalhava de forma tão especial, com a possibilidade de mexer com meus anjos e demônios”, explicou Francis, destacando a importância de intercâmbios para o fortalecimento da dança no Amazonas.

Descoberta

Durante os ensaios realizados diariamente no Instituto de Assistência à Criança e ao Adolescente (Iacas) do bairro Santo Antônio, a preocupação de Servius era fazer os bailarinos mergulharem em suas próprias histórias e memórias afetivas, numa espécie de descoberta interior. “De um ponto de vista técnico, é um trabalho muito em cima da improvisação, no qual eu recuso a forma da dança clássica e moderna para buscar uma maneira única de escrever o espetáculo”.

Para Francis, o processo é, acima de tudo, libertador. “O Patrick trabalha muito com a consciência e percepção do nosso corpo. Por isso, ele fala que é necessário ‘ser, e não fazer’, justamente para deixar a sensibilidade aflorar”.

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