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Cosplays fazem sucesso em Manaus

Fãs da cultura pop japonesa comentam o atual momento do seu hobby favorito 21/10/2013 às 09:15
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Os amigos visitaram pela primeira vez a exposição no Palácio da Justiça
Gabriel Machado ---

Arte bastante comum e respeitada Brasil afora, o cosplay vem conquistando, na capital amazonense, o mesmo status que o consagrou em eventos como a Comic-Con de San Diego, na Califórnia – feira referência para profissionais e amadores atuantes no universo dos quadrinhos, séries de TV, videogames e cinema. Prova disso fica evidente na Anime Jungle Party (AJP), realizada três vezes ao ano em Manaus, no Clube do Trabalhador (Sesi). A cada edição, um público estimado de 12 mil pessoas comparece ao evento para conferir as disputas e shows musicais que incendeiam o local.

Com isso em mente, a equipe de reportagem do BEM VIVER convidou quatro dos maiores aficionados pela cultura pop oriental para visitar a exposição “Japão: Reino dos Personagens”, em cartaz até amanhã no Centro Cultura Palácio da Justiça (Av. Eduardo Ribeiro, 833, Centro). Anderson Holanda, Daniel Farias, Lincoln Assunção e Wendell Gustavo compõem, respectivamente, o atual pódio da Competição de Cosplay da AJP, que será encerrada na próxima edição da festa, a ser realizada nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro.

No bate-papo, os quatro amigos comentaram a atual explosão que o cosplay vive na cidade, desvencilhando-se, aos poucos, daquela imagem carregada de preconceito que a arte tinha há alguns anos. “De certa forma, não começou pequeno. Já iniciou de maneira avassaladora, porque o público de anime não se restringe apenas a uma faixa etária”, opinou Lincoln. Segundo ele, sempre existiram admiradores da cultura oriental no Amazonas, o problema se encontrava na falta de um evento voltado para esse segmento. “Não tinha uma divulgação”.

“Também tem o caso dos cosplays. Antigamente, logo que começou a AJP, essa arte não era uma coisa grande. Poucas pessoas faziam, pois poucas tinham coragem de fazer. Não era aquela coisa: ‘Ah, vou fazer cosplay de tal anime e vamos’. Claro, tinha gente que fazia, mas muitos ainda achavam estranho, como se estivessem num Carnaval”, comentou Daniel. “Hoje em dia já não é assim. Você vai ao evento e o que mais se vê são cosplays. As pessoas dão mais valor. Tem gente de fora, inclusive, que tem a arte como profissão, que ganha dinheiro com ela”, completou.

Preconceito

Para Anderson, primeiro lugar no ranking da AJP, o preconceito com aqueles que fazem cosplays se dá, principalmente, pela falta de conhecimento e contato com a arte, o que resulta num leve “estranhamento”. “Quando você desconhece uma cultura, é normal que ache, de início, um tanto que estranha e nem queira conhecê-la. Com a divulgação, ameniza as coisas”, defendeu o estudante. “Ainda existe uma repressão por parte de algumas pessoas, tanto que, em alguns encontros que costumamos fazer por Manaus, tem gente que critica. No entanto, o público que tem interesse em conhecer um pouco mais e pede para tirar foto é bem maior”, comparou Lincoln.

“Cosplay é um hobby. Há alguns anos, eu não tinha muitos amigos, e ele acabou trazendo muitas pessoas para a minha vida. Além da diversão, a arte também é uma maneira de lidar com o estresse do dia a dia, com as obrigações acadêmicas e do trabalho. Chega o final de semana, você quer relaxar. E o cosplay é isso, é como se fosse ‘ir ao cinema’ para algumas pessoas. Você sai, se diverte e concentra naquilo que gosta”, encerrou Daniel.

Última AJP do ano

Final do ano está chegando e com ele vem a última edição da “Anime Jungle Party 2013”, nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro, no Clube do Trabalhador (Sesi). As atrações confirmadas para a noite de abertura são as bandas Dead Fish e Glória. E o deus dos deuses do heavy metal Detonator também vai dar o ar de sua graça durante a programação da Anime.

Como os desenhos japoneses são os donos da festa, esta edição terá uma novidade: a apresentação da cantora japonesa Tsubasa Imamura. Conhecida mundialmente por fazer versões de tradicionais musicas brasileiras com a ajuda de instrumentos orientais.

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