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Crítica: profusão de sentimentos domina filme ‘Os miseráveis’

Baseado em obra do francês Victor Hugo, adaptação de musical chega aos cinemas, mas apresenta roteiro fraco 04/02/2013 às 08:42
Show 1
Cosette e Marius vivem relação de amor carregada de lirismo clássico
a crítica Manaus, AM

A mais recente versão cinematográfica de “Os miseráveis”, musical traduzido para mais de 20 línguas e assistido por mais de 60 milhões de pessoas em teatros de todo mundo, chegou às telonas de Manaus na última sexta-feira.  Indicado em oito categorias do Oscar 2013 e já detentor de três Globos de Ouro, o filme tem direção de Tom Hooper (“O discurso do rei”) e um elenco estrelado, com nomes como Hugh Jackman, Anne Hathaway e Russell Crowe.

No entanto, nem todos esses atributos conseguiram convencer quatro dos cerca de 20 espectadores que assistiram à última sessão do Cinemark, no sábado, a permanecerem na sala até o fim da projeção. Se o formato musical já é motivo de restrição de público, o roteiro maçante de “Os miseráveis”, cheio de altos e baixos, deve ter ajudado a “espantar” a audiência.

MELODRAMÁTICO

Praticamente sem diálogos falados, o longa tem dividido opiniões. Carregado de um melodrama operístico, o enredo se passa na França do século 19 e conta a trajetória de Jean Valjean (Jackman), um prisioneiro em liberdade condicional que decide recomeçar a vida após cruzar o caminho do clérigo Bienvenu, bispo de Digne, com quem aprende o sentido do perdão.

O destino de Valjean, que passa a ser caçado pelo inspetor Javert (Crowe), acaba se cruzando com o da injustiçada Fantine (Hathaway) e de sua filha, Cosette (Amanda Seyfried). Os destaques são as atuações de Hugh Jackman e Anne Hathaway, que também encararam o desafio de cantar as músicas ao vivo.

A atriz, que pode levar o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo papel, garante um dos momentos mais emocionantes do filme, o solo de “I dreamed a dream”. A participação de Crowe, por outro lado, soa entediante.

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