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Crítica: 'Star Wars: O Despertar da Força' tem tudo para agradar fãs antigos e novos da franquia

Distanciando-se da trilogia lançada entre 1999 e 2005, o filme de J. J. Abrams reconecta a série com a magia dos três filmes que lhe deram origem 18/12/2015 às 14:13
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O filme deve começar uma nova trilogia, com os próximos filmes previstos para 2017 e 2019
Lucas Jardim Manaus (AM)

Quando boa parte dos cinéfilos do mundo lê o letreiro com as palavras “Há muito tempo, numa galáxia distante, muito distante...”, eles já sabem o que significa.

Os dizeres, que abrem todos os filmes da lôngeva franquia de ficção científica Star Wars, viraram um símbolo da grandes batalhas interplenatárias e dos duelos fantásticos entre forças do bem e do mal que vieram a imortalizar a série no imaginário popular durante as últimas décadas.

Ignorar muitos desses elementos talvez tenha sido o calcanhar de Aquiles da última trilogia da série, lançada sob a batuta do cineasta George Lucas entre os anos 1999 e 2005 e esse é o erro que “Star Wars: O Despertar da Força” faz de tudo para não repetir.

O filme, dirigido por J. J. Abrams, um dos papas da cultura nerd contemporânea, almeja e consegu resgatar a magia dos primeiros filmes, lançados entre 1977 e 1983, que encantaram gerações de fãs com sua mistura de ação, comédia e dramas universais.

Nova roupagem

O esforço em replicar o velho estilo da saga chega ao ponto de que a trama do novo quase parece uma mistura das tramas de “Uma Nova Esperança” e “O Império Contra-Ataca”.

Sequestros, explosões planetárias e uma dramática revelação de parentesco são elementos testados em outros filmes da série e reaparecem aqui sob nova roupagem.

Apesar disso, o resultado agrada principalmente por conta de um roteiro sólido, de autoria de Abrams e Lawrence Kasdan (que escreveu “O Império Contra-Ataca e “O Retorno de Jedi”).

A dupla trabalhou em cima de um rascunho inicial de Michael Ardnt (autor de maravilhoso “Toy Story 3”) e garantiu que sobrassem excelentes tiradas e cenas de ação eletrizantes. Para os entendedores: não temos nenhum monólogo sobre areia neste filme.

Os novatos Daisy Ridley e John Boyega, que interpretam os protagonistas Rey e Finn, respectivamente, entregam atuações sólidas, bem como os veteranos Harrison Ford e Carrie Fisher, que retornam como os clássicos personagens Han Solo e Leia Organa.

À moda antiga

O real charme da produção talvez seja, no entanto, os efeitos práticos, fruto dos investimentos dos realizadores em dublês e cenários de verdade, em oposição ao CGI que dominou os últimos três lançamentos da série.

Os personagens interagem de maneira verossímil com os ambientes da saga e seus temas voltam a encantar, com tudo o que tem direito: a Força, a luta do bem contra o mal, planetas distantes e segredos de família - todos temas que permeiam a franquia e que encontram aqui novo vigor.

Eis o maior trunfo de “Star Wars: O Despertar da Força”: reapresentar temas antigos para uma geração, sem abrir mão de expandir o universo para que os fãs mais antigos se deliciem com a nova aventura. Que a Força esteja com a nova trilogia.

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