Domingo, 15 de Setembro de 2019
Dicas sobre travesseiros

Cuidados para não transformar o travesseiro no vilão do sono

Comprar um bom produto aliado ao uso adequado , pode evitar que o travesseiro seja o vilão do repouso tranquilo



1.jpg O ortopedista Marcelo Loquette explica que o travesseiro mais confortável nem sempre é o mais correto
29/09/2013 às 14:50

Quem se preocupa em dormir o mínimo de oito horas por dia, provavelmente passará cerca de um terço da vida na companhia do travesseiro. No entanto, o futuro reserva possíveis lesões na coluna vertebral às pessoas que durante todo esse tempo repousarem em uma posição inadequada. Quem alerta para problemas nessa região do corpo decorrentes do mau uso do travesseiro é o ortopedista Marcelo Loquette. Segundo ele, os itens podem ser um dos principais vilões do sono tranquilo.

“O ideal é dormir de lado, porque nessa posição a pessoa coloca menos pressão em cima da coluna, com o auxílio de três travesseiros: um para a cabeça, um para ficar entre as pernas e um para dormir abraçado”, resume o especialista.

De acordo com ele, durante o sono a coluna precisa seguir um eixo horizontal, por isso o travesseiro onde descansa a cabeça precisa preencher o espaço entre as curvaturas cervical e torácica. “Caso contrário, a posição inadequada pode gerar lesões musculares, articulares e discais, favorecendo o aparecimento da escoliose, hérnia de disco e outros problemas”, completa.

Medida certa

Para Loquette, existem muitos mitos em torno dos travesseiros, mas o mais indicado é que eles sejam individualizados, de acordo com a medida de cada um. “Hoje em dia, o chamado ‘travesseiro da Nasa’ é uma verdadeira febre. Ele é feito de espuma viscoelástica, material que surgiu a partir de uma demanda da agência espacial, o que não quer dizer que a Nasa inventou um novo produto e fez testes com travesseiro”, alerta o ortopedista.

Segundo ele, os travesseiros estilizados e anatômicos também trazem uma boa proposta, mas precisam respeitar a ideia básica de horizontalização da coluna durante o sono. “Vejo com bons olhos esse tipo de modelagem, porque muitas delas tentam se adaptar ao formato de descanso da cabeça”.

Vida útil

Loquette também chama a atenção para a vida útil do travesseiro, que a cada dois anos deve ser trocado. “A maioria deles é feita de espuma e possui uma porosidade que, com o contato com a cabeça, vai abrigando ácaros e fungos. Pesquisas dizem que depois de dois anos de uso, cerca de 25% do peso do travesseiro é composto por esses organismos, além de pele descamada”, explica.

De acordo com a consultora da Duoflex, Renata Federighi, o descuido com o travesseiro também pode contribuir para a proliferação de alergias sazonais. “Ácaros e fungos que se alojam nesses lugares são poluentes biológicos e colaboram para possíveis problemas como conjuntivite, eczema, sensação de peito fechado à noite, espirros, coceira nas mãos ou face, corrimento e até asma” (confira dicas abaixo):

Dê preferência aos travesseiros com proteção antimicrobiana.

Apesar de existirem travesseiros que são laváveis, fique atento à secagem completa. Se o interior permanecer úmido, os micróbios sobreviventes se multiplicarão descontroladamente.

Não se deite sobre o travesseiro com os cabelos úmidos ou molhados.

Não exponha seu travesseiro ao Sol, pois o aquecimento causa o aumento acentuado da proliferação de ácaros, fungos e bactérias

Mantenha seu travesseiro arejado e ventilado e com a proteção de uma fronha.


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